• Home
  • Artrose
    • Artrose

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Artrose

      Colágeno na Artrose de Joelho: Mito ou Verdade?

      29 de outubro de 2024

      Artrose

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Artrose

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Artrose

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Coluna
    • Coluna

      Adoçantes artificiais e emagrecimento. São a melhor opção?

      13 de julho de 2023

      Coluna

      Pontos de Gatilho e Alívio para Dores Crônicas…

      9 de junho de 2023

      Coluna

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Coluna

      Azul de metileno e Parkinson: Estudos promissores!

      26 de abril de 2023

      Coluna

      Bloqueio e infiltração contra dores na coluna! Saiba…

      24 de maio de 2022

  • Dor Crônica
    • Dor Crônica

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Dor Crônica

      Dor no joelho: cirurgia é a única opção?

      12 de setembro de 2023

      Dor Crônica

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Joelho
    • Joelho

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Joelho

      Viscosuplementação: Você sabe o que é?

      23 de maio de 2023

      Joelho

      Artrose na coluna dorsal: O que é ,sintomas…

      26 de maio de 2022

      Joelho

      3 situações em que a infiltração do joelho…

      22 de abril de 2022

      Joelho

      6 Exercícios para o fortalecimento do joelho: saiba…

      11 de abril de 2022

  • Ombro
    • Ombro

      Menopausa e osteoporose:

      28 de junho de 2023

      Ombro

      Lesão do manguito rotador e obesidade: Você sabe…

      28 de novembro de 2022

      Ombro

      DOR NO OMBRO? SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA!

      27 de dezembro de 2021

      Ombro

      ESPORTES QUE CAUSAM MAIS IMPACTO NO OMBRO

      8 de dezembro de 2021

      Ombro

      Capsulite Adesiva: como identificar

      17 de maio de 2021

artrose e sono
Blog RegeniusArtrose

Artrose: entenda a relação entre a dor e a qualidade do sono

by Otávio Melo 2 de setembro de 2021

O que é Artrose?

É um problema que atinge, pelo menos, 15 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, a artrose é uma doença que provoca o desgaste da cartilagem, responsável por proteger e impedir o contato entre as extremidades dos ossos.

Quando a artrose acomete as articulações, o atrito provocado gera grandes dores e até deformações da estrutura óssea do corpo, principalmente nos joelhos, na coluna, no quadril e nas mãos.

A doença pode ser dividida em origem primária e secundária, em que a primária corresponde a pessoas que desenvolvem a artrose de maneira natural, por desgaste gerado ao longo dos anos e pela realização repetitiva e excessiva das articulações daquela região.

Já a secundária diz respeito à artrose relacionada a outros problemas ou comorbidades, como:

  • Pessoas idosas;
  • Pacientes obesos/acima do peso;
  • Diabéticos;
  • Quem já possui lesão ou deformidades ósseas;
  • Pessoas com osteoporose.

É importante ressaltarmos que, apesar de não ter cura, existem tratamentos que diminuem e retardam o avanço da artrose, promovendo a qualidade de vida de quem precisa conviver com o problema.

Mais comum entre pessoas acima de 60 anos, a artrose acomete, geralmente, as articulações das mãos, dos joelhos, da coluna e do quadril. Conviver com esse prognóstico, no início, não é fácil, contudo, existem formas de diminuir os sintomas e resgatar a qualidade de vida do paciente.

Qual o sintoma da artrose?

Para quem sofre com artrose, a dor é, sem dúvidas, o sintoma mais comum. Contudo, somados a ela, existem diversos outros incômodos, como o inchaço da região. Na fase inicial, é possível identificar pequenos estalidos ao mexer as articulações, como do joelho ou das mãos. Após períodos de repouso, o paciente pode notar, também, certa rigidez nas articulações, bem como a sensação de limitação dos movimentos com o passar do tempo.

Para quem convive com a artrose, existem alguns fatores de risco que são cruciais para o aparecimento dos sintomas, além de determinarem a seriedade e a delicadeza do caso, como a obesidade, que força o corpo a lidar com um peso maior do que o indicado, além de precisar absorver mais impactos, gerando cansaço, fadiga e uma demanda maior da estrutura óssea.

A idade também é algo que requer mais atenção. Com o desgaste natural das articulações e cartilagens, os sintomas podem aparecer ao longo dos anos e se agravarem após os 60 anos. Nesse caso, é importante que se faça um acompanhamento para indicação do tratamento mais adequado para o idoso.

Consequências do sono não reparador

Sendo consequência dos quadros de dor, o sono é um dos principais prejudicados. Com isso, são desencadeados diversos outros problemas. Quando o sono está desregulado, o funcionamento do organismo é diretamente prejudicado, porque precisamos de uma quantidade certa de horas de repouso físico e mental para que os processos internos sejam realizados e regulados da maneira correta.

Outro problema que surge em consequência disso é a baixa da imunidade, já que a produção de anticorpos está prejudicada. São notadas, também, deficiências de vitaminas essenciais que não são absorvidas da maneira adequada pelo organismo.

Para além dos sintomas físicos relatados por quem sofre com os quadros de insônia e sono não reparados, os picos de estresse são relatados em decorrência das dores e da falta de qualidade do sono. As alterações de humor também se fazem presentes e geram transtornos nas relações interpessoais de quem precisa conviver com a artrose.

Esse incômodo é presente em pessoas com outras doenças relacionadas à dor, como fibromialgia, hérnias de disco, rompimento dos ligamentos, entre outras. Em todas elas, é quase unanimidade o estresse causado pela dor e pelas horas de sono mal dormidas.

Como amenizar os sintomas da artrose

Para quem sofre com a artrose, uma das formas de tratamento
é a utilização da radiofrequência. Sendo uma técnica não invasiva, é realizada
por meio do uso de correntes elétricas de alta frequência, a fim de se
interromper a atividade dos nervos responsáveis por gerar a sensação de dor,
devolvendo a qualidade de vida ao paciente.

Alinhada a essa técnica, o tratamento multidisciplinar é
recomendado para retardar as sequelas trazidas com o desgaste das articulações.
A realização de fisioterapias é uma das ações que ajudam a obter os melhores
resultados. Sendo acompanhada por uma equipe capacitada desde o início, a ação da artrose
pode ser retardada e o paciente pode conviver com a doença de uma forma menos dolorosa e agressiva.

Faça acompanhamento com um especialista

Quando tratada da maneira adequada, o paciente consegue conviver com a artrose sem sofrer com os fortes sintomas. Para isso, o acompanhamento adequado de um médico  com especialidade em reumatologia é imprescindível. É esse especialista que, por meio da associação de métodos, poderá promover resultados satisfatórios e proporcionar uma melhor qualidade de vida para quem precisa conviver com esse problema.

No Regenius Instituto, os pacientes contam com uma equipe altamente capacitada e preparada para oferecer os mais diferentes tratamentos, sejam eles cirúrgicos, sejam injetáveis ou não invasivos. Em se tratando de artrose, os cuidados certos podem fazer toda diferença para a diminuição e o retardo dos sintomas. Com mais de 16 anos de experiência e 99% de aprovação dos pacientes, no instituto, são promovidas técnicas que favorecem o processo natural de cura do próprio corpo.

As técnicas utilizadas em atletas de elite são adaptadas para que todos possam ter acesso a um tratamento de qualidade, com ótimos níveis de sucesso. Entre em contato e saiba mais sobre como o Regenius Instituto pode ajudar você!

2 de setembro de 2021 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
artrose
Blog RegeniusArtrose

Artrose: Problema que afeta mais de 15 milhões de brasileiros

by Otávio Melo 20 de agosto de 2021

Mais comum entre pessoas acima de 60 anos, a artrose acomete, geralmente, as articulações das mãos, dos joelhos, da coluna e do quadril. Conviver com esse prognóstico, no início, não é fácil, contudo, existem formas de diminuir os sintomas e resgatar a qualidade de vida do paciente.

Devido às dores intensas, nem sempre alcançar a regularidade do sono é algo possível. Continue a leitura e entenda a relação entre a qualidade do sono, a intensificação dos sintomas e a importância de se combater esse ciclo.

O que é artrose

Sendo um problema que atinge, pelo menos, 15 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, a artrose é uma doença que provoca o desgaste da cartilagem, responsável por proteger e impedir o contato entre as extremidades dos ossos.

Quando a artrose acomete as articulações, o atrito provocado gera grandes dores e até deformações da estrutura óssea do corpo, principalmente nos joelhos, na coluna, no quadril e nas mãos.

A doença pode ser dividida em origem primária e secundária, em que a primária corresponde a pessoas que desenvolvem a artrose de maneira natural, por desgaste gerado ao longo dos anos e pela realização repetitiva e excessiva das articulações daquela região.

Já a secundária diz respeito à artrose relacionada a outros problemas ou comorbidades, como:

  • Pessoas idosas;
  • Pacientes obesos/acima do peso;
  • Diabéticos;
  • Quem já possui lesão ou deformidades ósseas;
  • Pessoas com osteoporose.

É importante ressaltarmos que, apesar de não ter cura, existem tratamentos que diminuem e retardam o avanço da artrose, promovendo a qualidade de vida de quem precisa conviver com o problema.

Qual o sintoma da artrose?

Para quem sofre com artrose, a dor é, sem dúvidas, o sintoma mais comum. Contudo, somados a ela, existem diversos outros incômodos, como o inchaço da região.

Na fase inicial, é possível identificar pequenos estalidos ao mexer as articulações, como do joelho ou das mãos. Após períodos de repouso, o paciente pode notar, também, certa rigidez nas articulações, bem como a sensação de limitação dos movimentos com o passar do tempo.

Para quem convive com a artrose, existem alguns fatores de risco que são cruciais para o aparecimento dos sintomas, além de determinarem a seriedade e a delicadeza do caso, como a obesidade, que força o corpo a lidar com um peso maior do que o indicado, além de precisar absorver mais impactos, gerando cansaço, fadiga e uma demanda maior da estrutura óssea.

A idade também é algo que requer mais atenção. Com o desgaste natural das articulações e cartilagens, os sintomas podem aparecer ao longo dos anos e se agravarem após os 60 anos. Nesse caso, é importante que se faça um acompanhamento para indicação do tratamento mais adequado para o idoso.

Consequências do sono não reparador

Sendo consequência dos quadros de dor, o sono é um dos principais prejudicados. Com isso, são desencadeados diversos outros problemas.

Quando o sono está desregulado, o funcionamento do organismo é diretamente prejudicado, porque precisamos de uma quantidade certa de horas de repouso físico e mental para que os processos internos sejam realizados e regulados da maneira correta.

Outro problema que surge em consequência disso é a baixa da imunidade, já que a produção de anticorpos está prejudicada.

São notadas, também, deficiências de vitaminas essenciais que não são absorvidas da maneira adequada pelo organismo.

Para além dos sintomas físicos relatados por quem sofre com os quadros de insônia e sono não reparados, os picos de estresse são relatados em decorrência das dores e da falta de qualidade do sono.

As alterações de humor também se fazem presentes e geram transtornos nas relações interpessoais de quem precisa conviver com a artrose.

Esse incômodo é presente em pessoas com outras doenças relacionadas à dor, como fibromialgia, hérnias de disco, rompimento dos ligamentos, entre outras.

Em todas elas, é quase unanimidade o estresse causado pela dor e pelas horas de sono mal dormidas.

Como amenizar os sintomas da artrose

Para quem sofre com a artrose, uma das formas de tratamento é a utilização da radiofrequência.

Sendo uma técnica não invasiva, é realizada por meio do uso de correntes elétricas de alta frequência, a fim de se interromper a atividade dos nervos responsáveis por gerar a sensação de dor, devolvendo a qualidade de vida ao paciente.

Alinhada a essa técnica, o tratamento multidisciplinar é recomendado para retardar as sequelas trazidas com o desgaste das articulações.

A realização de fisioterapias é uma das ações que ajudam a obter os melhores resultados. Sendo acompanhada por uma equipe capacitada desde o início, a ação da artrose pode ser retardada e o paciente pode conviver com a doença de uma forma menos dolorosa e agressiva.

Faça acompanhamento com um especialista

Quando tratada da maneira adequada, o paciente consegue conviver com a artrose sem sofrer com os fortes sintomas. Para isso, o acompanhamento adequado de um médico com especialidade em reumatologia é imprescindível.

É esse especialista que, por meio da associação de métodos, poderá promover resultados satisfatórios e proporcionar uma melhor qualidade de vida para quem precisa conviver com esse problema.

No Regenius Instituto, os pacientes contam com uma equipe altamente capacitada e preparada para oferecer os mais diferentes tratamentos, sejam eles cirúrgicos, sejam injetáveis ou não invasivos.

Em se tratando de artrose, os cuidados certos podem fazer toda diferença para a diminuição e o retardo dos sintomas. Com mais de 16 anos de experiência e 99% de aprovação dos pacientes, no instituto, são promovidas técnicas que favorecem o processo natural de cura do próprio corpo. 

As técnicas utilizadas em atletas de elite são adaptadas para que todos possam ter acesso a um tratamento de qualidade, com ótimos níveis de sucesso. Entre em contato e saiba mais sobre como o Regenius Instituto pode ajudar você!

20 de agosto de 2021 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Radiofrequência
Blog RegeniusDor Crônica

Conheça já os 4 benefícios da Radiofrequência

by Otávio Melo 17 de agosto de 2021

O que é e para que serve a radiofrequência

O uso de radiofrequência se tornou muito popular nos últimos anos em tratamentos estéticos. Algumas das principais recomendações do método é para a redução da flacidez e das linhas de expressão. Praticamente livre de riscos e contraindicações, continua a ser utilizado com bons resultados e cada vez mais adesão.

O que muita gente talvez não saiba é que os benefícios da radiofrequência também se estendem a outras áreas, como a Ortopedia. Existem vários subtipos do tratamento e é por isso que a mesma estratégia serve para vários efeitos, sempre com a vantagem de menos riscos associados.

Nunca ouviu falar em radiofrequência e quer entender melhor como esse procedimento pode melhorar a sua condição? Leia esse post até o fim para saber mais a prática, as suas vantagens e como funciona.

Apesar de parecer uma novidade, a verdade é que a radiofrequência já é utilizada como procedimento médico há quase 80 anos. É um procedimento minimamente invasivo que faz uso de uma corrente elétrica de alta frequência para agir no nervo que envia os estímulos de dor ao cérebro.

Ao atingir essa estrutura, a técnica promove um alívio imediato, trazendo uma melhora significativa no quadro de pacientes que sofrem com dor crônica há anos. Mesmo quando já foram submetidos a cirurgias invasivas e continuam a ser atormentados com o mal, finalmente encontram solução na radiofrequência.

Muitas áreas da Medicina se beneficiam com o uso dessa técnica, inclusive a Neurocirurgia e Oftalmologia. Rápida e com a utilização de um equipamento muito menor que o utilizado em procedimentos cirúrgicos, a radiofrequência acaba por ser mais precisa graças ao uso de tecnologia avançada que permite a localização exata do nervo que precisa ser “danificado”.

Como já foi mencionado, esse é um procedimento adequado para quadros de dor crônica, seja ela na coluna ou nas articulações, como o joelho. Condições como hérnia de disco e artrose estão entre as que podem ser tratadas com o auxílio desta técnica, pois promete recuperar a possibilidade de exercer os mais simples movimentos sem dores.

Quais são os benefícios da radiofrequência

Uma das maiores vantagens da radiofrequência é que é uma técnica pouco invasiva. Diferentemente dos procedimentos cirúrgicos, não existem grandes cortes, o que reduz a praticamente zero a possibilidade de infecções. Além disso, a utilização é feita apenas com anestesia local e sedação. O paciente nunca recebe anestesia geral, diferente das cirurgias.

Outro fator bastante positivo é que as contraindicações do uso da radiofrequência são bastante pequenas quando comparadas com as de outros tratamentos.

Basicamente, só existem restrições para pacientes que estejam bastante debilitados, para aqueles que tenham problemas de coagulação sanguínea ou condições na pele incompatíveis com o uso das agulhas, essenciais para a execução do procedimento.

Vale ressaltar ainda que, os efeitos da radiofrequência são duradouros mesmo em pacientes que sofrem de dores crônicas e processos inflamatórios até então recorrentes. Nesse casos, quando associado à fisioterapia e acupuntura, por exemplo, os resultados são notórios e muitos pacientes podem nem voltar a precisar de outra intervenção.

Se for necessário, é possível repetir a radiofrequência com segurança, depois de analisado novamente o caso do paciente, pois não existe um limite de vezes que possa ser realizado. Isso acontece porque os nervos regeneram-se e a lesão causada pelo procedimento pode desaparecer.

Em um estudo de caso apresentado em 2019 durante a reunião da Sociedade Americana de Anestesia Regional e Medicina da Dor, foi constatada a eficácia do uso de radiofrequência em pacientes com queixas de dores sacroilíacas.

Uma equipe de médicos do Western Reserve Hospital constatou que dois terços dos pacientes tiveram alívio das dores por três meses depois da realização do procedimento. Além disso, metade deles reduziu o uso de medicação em até 30%, um resultado admirável e importante para quem convive com dores crônicas.

Uma das maiores preocupações em relação aos pacientes com essas condições é justamente o abuso e a dependência de opiáceos para lidar com as dores. A eficácia da radiofrequência traz esperança e a possibilidade de uma rotina sem tanta intervenção, ou até mesmo livre, de fármacos.

Ao recorrer a esse procedimento, é essencial ter o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que possa introduzir também outros tratamentos. Afinal, já está mais do que comprovado que a radiofrequência tem efeitos mais duradouros com terapias adequadas e continuadas.

  • Sabia que dores crônicas podem ser prevenidas? Baixe agora mesmo o Guia sobre Postura Corporal e entenda como!

Como são as sessões de radiofrequência

O paciente é posicionado de acordo com a localização da
lesão que vai ser tratada. Se for no joelho, por exemplo, ficará de barriga
para cima. Caso a origem da dor esteja na coluna, será colocado na maca de
barriga para baixo. A seguir, recebe a anestesia local e a sedação, sendo
frequentemente monitorizado.

Para localizar corretamente o nervo que precisa de
intervenção, o cirurgião se utiliza de equipamentos de imagem como raio X e
tomografia. Agulhas especiais são inseridas nos pontos e os aparelhos de
radiofrequência liberam ondas que lesionam a parte do nervo responsável pela
sensação de dor.

No caso da radiofrequência térmica, a mais utilizada, a
máquina realiza o procedimento utilizando calor. O mais importante é que a
técnica se concentra apenas para impedir o envio de estímulos dolorosos aos
cérebro. Os estímulos de sensibilidade e força são mantidos, garantindo que o
paciente não tenha qualquer consequência a nível motor.

Em média, a sessão dura de 45 a 60 minutos e depois não há
qualquer necessidade de internação. Liberado para ir para casa, o paciente pode
relatar posteriormente algum desconforto na região, mas muito menos
significativo que se tivesse sido submetido a uma cirurgia aberta.

O tempo de recuperação é tão rápido, que é possível retomar
as atividades normais poucas horas depois, sempre com consciência,
responsabilidade e atenção para qualquer situação fora do comum.

Se você sofre com dores crônicas, saiba que a chave para ter
mais qualidade de vida pode estar em uma sessão de radiofrequência, então
sinta-se à vontade para agendar uma consulta e fazer uma avaliação conosco.

O paciente é posicionado de acordo com a localização da lesão que vai ser tratada. Se for no joelho, por exemplo, ficará de barriga para cima. Caso a origem da dor esteja na coluna, será colocado na maca de barriga para baixo. A seguir, recebe a anestesia local e a sedação, sendo frequentemente monitorizado.

Para localizar corretamente o nervo que precisa de intervenção, o cirurgião se utiliza de equipamentos de imagem como raio X e tomografia. Agulhas especiais são inseridas nos pontos e os aparelhos de radiofrequência liberam ondas que lesionam a parte do nervo responsável pela sensação de dor.

No caso da radiofrequência térmica, a mais utilizada, a máquina realiza o procedimento utilizando calor. O mais importante é que a técnica se concentra apenas para impedir o envio de estímulos dolorosos aos cérebro. Os estímulos de sensibilidade e força são mantidos, garantindo que o paciente não tenha qualquer consequência a nível motor.

Em média, a sessão dura de 45 a 60 minutos e depois não há qualquer necessidade de internação. Liberado para ir para casa, o paciente pode relatar posteriormente algum desconforto na região, mas muito menos significativo que se tivesse sido submetido a uma cirurgia aberta.

O tempo de recuperação é tão rápido, que é possível retomar as atividades normais poucas horas depois, sempre com consciência, responsabilidade e atenção para qualquer situação fora do comum.

Se você sofre com dores crônicas, saiba que a chave para ter mais qualidade de vida pode estar em uma sessão de radiofrequência, então sinta-se à vontade para agendar uma consulta e fazer uma avaliação conosco.

17 de agosto de 2021 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Tratamentos Regenerativos
Medicina RegenerativaArtroseBlog RegeniusJoelho

5 principais tratamentos regenerativos para doenças ortopédicas

by Otávio Melo 12 de agosto de 2021

As doenças ortopédicas são frequentes na população e apresentam sintomas muito desconfortáveis. Com o avanço da medicina e a possibilidade de tratamentos regenerativos, essas enfermidades tendem a diminuir a partir de métodos mais novos e eficazes.

Quer saber mais sobre os possíveis tratamentos regenerativos para as doenças ortopédicas? Então, continue lendo este texto!

Doenças ortopédicas

As doenças ortopédicas dizem respeito aos problemas presentes nos ossos, tendões e ligamentos. Assim sendo, sabemos que se tratam de problemas muito incômodos, havendo a necessidade de se  buscar médicos especialistas como a equipe do Regenius Instituto.

Conheça alguns problemas ortopédicos

1.    Tendinite

A tendinite é quando o tendão — fibra responsável por unir o músculo ao osso — sofre uma lesão ou uma inflamação. Essa doença se caracteriza por provocar muita dor e inchaço no tendão, podendo afetar qualquer parte do corpo, porém são mais frequentes no ombro, no punho, na mão, no joelho e no tornozelo.

2.    Bursite

É uma inflamação da bursa sinovial — um tecido que atua como uma pequena almofada localizada no interior de uma articulação, evitando o atrito entre o tendão e o osso. No caso da bursite no ombro, existe uma dor localizada na parte superior e anterior do ombro e uma dificuldade de movimento.

3.    Distensão muscular

É quando acontece de um músculo ser esticado demais, gerando a ruptura de algumas fibras musculares ou de todo o músculo envolvido.

4.    Ruptura de ligamento

Muito comum em práticas esportivas, ela acontece quando o pé está fortemente apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca. Em decorrência do grande número de pessoas atingidas por esses problemas, novos tipos de tratamentos são necessários. Os tratamentos regenerativos têm destaque na área.

Tratamentos regenerativos na ortopedia

Tratamentos regenerativos são bastante comuns na área da saúde. De maneira geral, trata-se de procedimentos que aceleram o ritmo de regeneração das funções normais de tecidos.

Na área da ortopedia, os tratamentos regenerativos obtiveram um maior destaque, trazendo bons procedimentos e bons resultados. Apesar de haver um leque de possibilidades de tratamento, cada caso é único e necessita de um tratamento adequado para se ter uma melhora efetiva.

 As doenças ortopédicas são frequentes na população e apresentam sintomas muito desconfortáveis. Com o avanço da medicina e a possibilidade de tratamentos regenerativos, essas enfermidades tendem a diminuir a partir de métodos mais novos e eficazes.

Quer saber mais sobre os possíveis tratamentos regenerativos para as doenças ortopédicas? Então, continue lendo este texto!

Doenças ortopédicas

As doenças ortopédicas dizem respeito aos problemas presentes nos ossos, tendões e ligamentos. Assim sendo, sabemos que se tratam de problemas muito incômodos, havendo a necessidade de se  buscar médicos especialistas como a equipe do Regenius Instituto.

Conheça alguns problemas ortopédicos

1.    Tendinite

A tendinite é quando o tendão — fibra responsável por unir o músculo ao osso — sofre uma lesão ou uma inflamação. Essa doença se caracteriza por provocar muita dor e inchaço no tendão, podendo afetar qualquer parte do corpo, porém são mais frequentes no ombro, no punho, na mão, no joelho e no tornozelo.

2.    Bursite

É uma inflamação da bursa sinovial — um tecido que atua como uma pequena almofada localizada no interior de uma articulação, evitando o atrito entre o tendão e o osso. No caso da bursite no ombro, existe uma dor localizada na parte superior e anterior do ombro e uma dificuldade de movimento.

3.    Distensão muscular

É quando acontece de um músculo ser esticado demais, gerando a ruptura de algumas fibras musculares ou de todo o músculo envolvido.

4.    Ruptura de ligamento

Muito comum em práticas esportivas, ela acontece quando o pé está fortemente apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca. Em decorrência do grande número de pessoas atingidas por esses problemas, novos tipos de tratamentos são necessários. Os tratamentos regenerativos têm destaque na área.

Tratamentos regenerativos na ortopedia

Tratamentos regenerativos são bastante comuns na área da saúde. De maneira geral, trata-se de procedimentos que aceleram o ritmo de regeneração das funções normais de tecidos.

Na área da ortopedia, os tratamentos regenerativos obtiveram um maior destaque, trazendo bons procedimentos e bons resultados. Apesar de haver um leque de possibilidades de tratamento, cada caso é único e necessita de um tratamento adequado para se ter uma melhora efetiva.

Ortopedia Regenerativa


Acessar Ebook!

Quais os tratamentos regenerativos?

Os procedimentos a seguir são todos ambulatoriais. Além disso, em todos eles, pode existir a necessidade de mais de uma sessão. Veja os tratamentos regenerativos mais comuns:

1.    Tratamentos com células-tronco

Uma célula-tronco não possui uma função corporal específica, porém ela tem a capacidade de se desenvolver, funcionando como uma célula de tendão ou de cartilagem, por exemplo. Os médicos especialistas que utilizam a célula-tronco como forma de terapia acreditam que, quando colocada em um determinado ambiente, ela pode se transformar para atender a uma determinada necessidade.

A exemplo disso, as células-tronco colocadas em um tendão de Aquiles danificado são conduzidas para se transformarem em células saudáveis desse tendão. As células-tronco que são usadas para o procedimento do paciente, geralmente, são coletadas da gordura, do sangue ou da medula óssea.

2.    Plasma rico em plaquetas (PRP)

Alguns especialistas tendem a acreditar que as propriedades curativas naturais que podem ser encontradas nas plaquetas e no plasma do sangue podem ser usadas para tornar a cura e o reparo de lesões esportivas mais simples e eficazes. O PRP é injetado ou aplicado na área lesada para se fazer o PRP, em que o sangue é retirado do paciente e depois processado — muitas vezes usando-se uma centrífuga — para criar uma solução concentrada de plaquetas e plasma (PRP).

3.    Proloterapia

O fluxo sanguíneo aumenta com a inflamação e consegue atrair células — granulócitos, monócitos, macrófagos e fibroblastos — que podem ter a capacidade de reparar e curar tecidos que apresentam algum dano. As frequentes lesões esportivas, geralmente, apresentam algum tipo de inflamação, mas em algumas situações, ela diminui antes que a lesão tenha cicatrizado. Durante a proloterapia, o médico injeta um irritante na área lesada, o que deixa a inflamação temporariamente maior. A intenção é que a inflamação maior facilite a cura.

Terapias de alto nível e resultados

Além das terapias citadas anteriormente, dois métodos destacam-se pela sua eficácia e abordagem benéfica a curto, médio e longo prazo para o paciente, são eles: Visco-Regen e Orto-Laser. Ambos são realizados no Regenius Instituto, um local focado em oferecer o melhor que a ciência desenvolve, sempre levando em consideração os estudos e resultados nos mais renomados laboratórios de todo o mundo.

A seguir, confira um pouco dos tratamentos regenerativos utilizados por atletas de alto rendimento e que podem ser a solução para os seus problemas!

4.    Visco-Regen

O visco-Regen é um tratamento que melhora a qualidade do líquido responsável pela lubrificação e pela nutrição dos tendões e das cartilagens das articulações. É um método que é realizado por meio de um conjunto de substâncias que são infiltradas sob anestesia local.

Sua utilização é feita principalmente com o intuito de:

  • Proporcionar a lubrificação adequada no local;
  • Oferecer um efeito analgésico;
  • Proporcionar efeito anti-inflamatório;
  • Gerar a reconstrução dos vasos sanguíneos do local;
  • Proteger e hidratar as estruturas.

Para a realização, o procedimento não demanda internação e pode ser feito no próprio consultório, utilizando-se apenas uma anestesia local antes da aplicação. Alguns pacientes já sentem os benefícios na primeira aplicação.

5.   Orto-laser

Esse tipo de tratamento utiliza a energia do LASER (Luz Amplificada pela Emissão Estimulada de Radiação), tratando a dor e estimulando o reparo de lesões esportivas.

Com um acompanhamento de médicos especializados indicando os tratamentos regenerativos mais adequados para cada caso, o problema ortopédico tem grandes chances de decrescer ou, até mesmo, sumir.

Para ficar mais informado sobre os tratamentos regenerativos de problemas ortopédicos, bem como entender como é cada procedimento e quais são os métodos mais adequados para cada doença, basta entrar em contato com o Regenius Instituto e tirar todas as suas dúvidas sobre tratamentos e procedimentos, com uma equipe especializada no assunto. Priorize sempre a sua saúde e a sua qualidade de vida!

12 de agosto de 2021 0 comment
1 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog RegeniusArtigosDor Crônica

Por que as dores aumentam no frio?

by regenius 29 de julho de 2021

O frio chegou mais cedo esse ano, e com ele as as dores aumentam no frio. Mas por que isso acontece? Quando muda a estação, mudam também a nossa rotina. As pessoas em geral tomam menos água, mudam a alimentação e fazem menos atividades físicas.

Estudos publicados recentemente pelo centro de manejo de dor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, comprovaram que há uma relação direta entre variações de pressão e temperatura com a frequência e a intensidade de dores crônicas.

Para 37% da população brasileira que sofre com dores crônicas, segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor, a situação pode piorar. De acordo com o médico ortopedista, Dr. Otávio Melo, é importante estudar diretamente a causa do problema para encontrar maneiras cada vez mais eficazes de solucionar os transtornos. Isso quer dizer que as pessoas que sentem muitas dores devem procurar um especialista para investigar as causas.

“Basicamente, com a temperatura mais baixa, é normal o paciente se retrair e contrair mais. Isso faz com que os músculos fiquem mais tensionados, causando o aumento das dores”, explica.

Cientificamente, sabe-se que os tecidos musculares se contraem em resposta ao estímulo do sistema nervoso para que o nosso organismo consiga se “defender” do frio. Segundo ele, o ideal é não parar de se exercitar no inverno. “Esse é o principal fator que contribui para o aumento das dores. Portanto, o ideal é continuar se movimentando normalmente e não se esquecer do aquecimento antes de qualquer exercício”, afirma o médico.

Para saber quais as causas das dores é indispensável que seja realizada uma avaliação especializada e definido o diagnóstico. Só assim o tratamento poderá ser eficiente e levar ao alívio dos sintomas de uma maneira constante. Quer conhecer as melhores opções de tratamento mais eficientes para se livrar das dores ? Converse conosco agora mesmo pelo link abaixo.


Conversar com um especialista !

Ao ficar mais encolhido, contraindo os músculos, ou aumentando a curvatura da coluna, busca-se uma forma de tentar reter mais o calor no corpo durante os dias frios. Mas isso não é bom e ajuda a aumentar as dores. Vestir roupas quentes, alongar-se e manter a postura adequada são atitudes essenciais, segundo o ortopedista. “É comum as pessoas andarem encolhidas para espantar o frio. O ideal é manter a atenção e evitar esse tipo de atitude”, aconselha.

O especialista alerta, as dores aumentam no frio devido a diversos fatores!

De acordo com o especialista, as dores desencadeadas pela inflamação das articulações, ou seja, pacientes que possuem artrite, o frio é um importante agravante. Em muitos casos, acontece uma acentuação de quadros de artrite, artrose, dores articulares e lombalgias. Especialistas indicam que, se houver inchaço associado às dores, devem-se alternar compressas quentes e frias para ativar a circulação e reduzir o edema. No entanto, o alerta é para procurar um médico em caso de dor intensa.

Por que as dores aumentam no frio?

O frio pode aumentar os sintomas de dor, mas não piora nem causa a doença reumática. O problema é a constrição da circulação sanguínea e dos tecidos, dos tendões e dos músculos pelo corpo visando ao armazenamento de calor. Ou seja, os vasos ficam mais estreitos, e as articulações sofrem com isso. Se o paciente já tiver sofrido lesão, ele terá a percepção da piora da dor e o aumento da dificuldade para se movimentar, além de rigidez nas juntas.

Pés e mãos sofrem mais, de acordo com o especialista. São regiões cuja temperatura corporal é menor. Para reduzir os sintomas, a recomendação é proteger-se do frio com agasalhos apropriados, luvas e recorrer a banhos de água morna e ao uso de bolsas térmicas nas áreas doloridas. Atividade física orientada e de baixo impacto também ajuda bastante.

Por que as dores aumentam no frio?

Os vasos também se contraem, levando menos sangue às extremidades do corpo, o que acarreta uma diminuição do fluxo sanguíneo nas articulações e, por consequência, a manifestação da dor, explicou o ortopedista Otávio Melo.

Pessoas que não possuem lesão prévia podem desenvolver uma sensibilidade quando submetidas a essas condições. Isso pode acontecer devido a um fator genético, geralmente, são pessoas que já possuem uma predisposição a possuírem terminações nervosas mais exacerbadas devido à sequência dos seus genes.

Prevenção e tratamento – Com o clima mais frio, muitas pessoas suspendem a prática de exercícios físicos, o que não é recomendado. “A melhor forma de evitar as dores nos dias mais frios é manter o corpo em movimento, fazer alongamentos e não dispensar as caminhadas”, ressaltou Otávio.

Tomar banho quente, colocar bolsas de água quente sobre a área dolorida e se agasalhar bem costumam ser medidas que atenuam os sintomas. Se as dores forem frequentes ou causadas por fraturas antigas, que voltam a doer com o frio, procure um médico.

Para conhecer mais sobre os tratamentos, clique no LINK.

Caso seja do seu interesse agendar um horário para avaliação personalizada com um dos especialistas de nossa confiança, basta clicar no botão abaixo.

29 de julho de 2021 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog RegeniusJoelhoMétodos FísicosTratamentos

Como os atletas olímpicos se recuperam das lesões?

by regenius 27 de julho de 2021
Tratamento de lesões em atleta – IMAGEM: CBF/BTL

Muitas das lesões que ocorrem em atletas durante as Olimpíadas são consequência do grande esforço físico exigido pelo esporte de alta performance.

Os jogos olímpicos reúnem, de 4 em 4 anos, os melhores atletas do mundo na disputa por medalhas nas principais modalidades esportivas do planeta. Para chegar até lá, formam-se os grandes campões; mas por outro lado outros tantos ficam no meio do caminho, devido às lesões.

Um estudo publicado na principal revista de Traumatologia Desportiva, analisou que dos 456 jogos durante as Olimpíadas de Atenas, na Grécia, ocorreram 377 lesões, em uma média de 0,8 lesões por jogo.

Do número total de lesões, cerca de 46% foram contusões, 13% entorses e 10% rupturas de fibras musculares – há um predominância de lesões ortopédicas quando o assunto é alto rendimento

Lesões ortopédicas mais comuns nos atletas de alta performance

As causas mais comum de lesões em atletas corredores de rua

1 – Entorses no joelho: Colocam em perigo as estruturas nobres como o menisco, ligamento cruzado anterior e mais outros.

2- Estiramento Muscular: Dependendo do nível pode necessitar de meses para recuperação

3 – Luxações no Ombro: Especialmente para aqueles que trabalham muito os membros superiores no esporte

Tratamentos utilizados nas lesões dos atletas das olímpiadas

Se por um lado muitas lesões ocorrem nesses atletas., por outro temos um exército ainda maior de profissionais pesquisando como fazer para recuperá-los o mais rápido possível, e de preferência sem que ocorra perda de rendimento esportivo.

Imaginemos como é doloroso para alguém passar décadas se preparando e treinando por horas a fio diariamente e se deparar com a interrupção de um sonho olímpico devido a uma lesão bem às vésperas da competição.

Algumas empresas se especializaram no desenvolvimento de produtos e equipamentos que permitem acelerar a recuperação dessas lesões, estimular a regeneração dos tecidos, e assim evitar que corram afastamentos prolongados dos atletas em seus esportes. Dentre esses métodos destacamos os modernos Ortolaser, Wave-Regen e Magneto-Regen que utilizam ondas físicas para estimular a renovação de tecidos lesionados no esporte.

A boa notícia é que no Brasil algumas clínicas de ponta já disponibilizam esses mesmos métodos aprovados pelos atletas olímpicos em seu dia-a-dia, com isso todas as pessoas podem ter acesso à mesma tecnologia que os principais medalhistas usam para recuperarem suas lesões.

Estes são os principais e mais tecnológicos métodos de tratamentos físicos:

“Imagens BTL/COB”

Wave-Regen:

Trata-se de um tratamento não invasivo, por meio do qual estímulos físicos geram rápida variação de pressão sobre o local tratado, e que promove, dessa maneira, a formação de novos vasos sanguíneos, liberação de fatores de crescimento, melhora da nutrição e oxigenação, regeneração dos tecidos, redução da dor entre diversos benefícios

Indicado para lesões e inflamações agudas e crônicas dos tendões, músculos e outros tecidos tanto do sistema locomotor quanto em outros órgãos do corpo que tenham a nutrição sanguínea prejudicada por algum motivo

(Muito utilizado na preparação de atletas das olimpíadas para evitar as lesões) – para saber mais sobre o método clique aqui

 

Maquina Magneto Regen

Magneto-Regen

É uma terapia inovadora sua tecnologia é baseada no campo eletromagnético de alta intensidade, que influencia positivamente o tecido humano. Os efeitos terapêuticos incluem alívio da dor, cicatrização de fraturas, mio relaxação, mio estimulação e mobilização articular

influencia positivamente o tecido humano. Os efeitos terapêuticos incluem alívio da dor, cicatrização de fraturas, mio relaxação, mio estimulação e mobilização articular.

A resposta ao procedimento é individual. Alguns pacientes necessitam apenas de uma sessão se associada a outros tratamentos — fisioterapia e medicação. Outros podem se beneficiar por meses ou até alguns anos e voltar a sentir dor. Nesses casos, o procedimento pode ser repetido – para saber mais sobre o método clique aqui


“Imagens BTL/COB”

Radio-Regen

Uma técnica  sem necessidade de cirurgia ou internação, de rápida execução e resultados promissores, que tem trazido alívio e devolvido a qualidade de vida para esses indivíduo é o uso da radiofrequência.

O tratamento utiliza corrente elétrica em alta frequência por meio de eletrodos que inativam os nervos responsáveis pela percepção da dor no paciente.

Nos pacientes com dor crônica a radiofrequência atua nos nervos responsáveis pela condução do estímulo de dor crônica, que já estão sensibilizados e alterados pela doença – para saber mais sobre o método clique aqui 

“Imagens BTL/COB”

Ortolaser 

Ao contrário da terapia a laser de baixo nível, a alta potência e a escolha do comprimento de onda correto do ORTOLASER permitem a penetração profunda dos tecidos e, através de um processo natural de transferência de energia (bioestimulação e efeito fotomecânico), acelera significativamente a cicatrização e a regeneração dos tecidos.

O ORTOLASER oferece uma forma poderosa e não viciante de tratamento da dor aguda e é eficaz especialmente no tratamento de lesões esportivas, por exemplo lesão muscular ou distorção articular e dor lombar causada por e hérnia de disco ou distúrbios na região cervical, causando dor no pescoço. (tratamento chave nas lesões dos atletas das olímpiadas por exemplo) – para saber mais sobre o método clique aqui

Image

Todos esses métodos de tratamentos para lesões em atletas olímpicos, são também aplicados em pacientes da clinica Regenius – Fale já com um de nossos profissionais!


Conversar com um especialista !

Aviso Legal :

Instituto Regenius CNPJ 18.665.900/001-13

Rua Gonçalves Dias, 82, Funcionários – Belo Horizonte

1. As informações contidas nesse material (áudio, vídeo, imagem ou texto) são caráter meramente informativo, não substituem consultas e não tem objetivo de sugerir a realização de tratamentos específicos (que somente podem ser indicados por profissionais de saúde após diagnóstico e avaliação individualizada).

2. Os métodos demonstrados podem corresponder tanto a procedimentos já regulamentados quanto experimentais, de acordo com a normatização dos respectivos Conselhos Federais à época da veiculação ou do acesso. Os dados apresentados são embasados tanto em artigos científicos publicados na literatura internacional, quanto em experiência clínica e opiniões de especialistas.

3. As imagens são meramente ilustrativas, e destinam-se aos profissionais da saúde que possam se interessar, sem configurar finalidade mercantilista.

4. Em caso de dúvidas, ou interesse em mais informações, sugerimos que entre em contato conosco.

Referências Legais

Resolução COFFITO 532/21

Resolução COFEN 564/17

Resolução CFM 1974/11 – Artigo 8º

Despacho CFM 143/19 – Artigo 75

Lei de Liberdade Econômica 13874/19 – Artigo 4º, Inciso VIII c/c Artigo 5º

Responsáveis Técnicos

Dra. Lorena Nunes – Enfermeira – COREN 375466 – ENF

Dra. Paloma Diniz – Fisioterapeuta – CREFITO-4 228669-F

Dr. Otávio de Melo Silva Júnior – Médico Ortopedista – CRMMG 41116 – RQE 25306

27 de julho de 2021 0 comment
1 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

5 erros do saque que podem aumentar o risco de lesão

by Otávio Melo 11 de abril de 2026

O saque é o golpe que inaugura o ponto, impõe ritmo, cria vantagem e, muitas vezes, decide partidas inteiras. No tênis moderno, ele não é apenas uma formalidade para colocar a bola em jogo. Ele virou uma ferramenta de domínio. Em níveis altos, um bom saque encurta trocas, aumenta a pressão no adversário e ajuda a controlar o placar desde o primeiro movimento. Mas existe um preço: o saque também é, provavelmente, o gesto mais exigente do tênis para o corpo.

Foi exatamente isso que um novo artigo de revisão procurou organizar. O estudo “Tennis Serve Biomechanics, Joint Load Mechanics and Overuse Injuries: A Narrative Review” foi publicado em Abril de 2026 no periódico Sports Medicine.

Em tom direto: os autores reuniram o que a ciência já sabe sobre uma pergunta que interessa a atletas, treinadores, pais, fisioterapeutas e médicos do esporte. O que aumenta a carga nas articulações durante o saque e, por consequência, pode elevar o risco de lesões por sobrecarga?

A resposta é mais complexa do que parece. Não existe um único vilão. O risco cresce quando técnica, sequência de movimento, fadiga, tipo de raquete e até condições de treino se combinam de forma ruim. E a revisão mostra algo importante: em vários casos, o corpo passa a sofrer mais sem que isso traga ganho real de performance. Em outras palavras, o atleta paga mais caro biomecanicamente e nem sempre recebe mais velocidade, mais precisão ou mais eficiência em troca.

Por que esse tema importa tanto

O próprio artigo abre com números que ajudam a dimensionar o peso do saque no tênis atual. Jogadores profissionais homens e mulheres podem gerar velocidades de bola por volta de 53 m/s e 44 m/s, respectivamente. Convertendo para uma medida mais familiar, isso significa aproximadamente 190,8 km/h e 158,4 km/h. Além da velocidade, há alta rotação de bola, com taxas entre 127 e 337 rad/s .

Esses números não são detalhe. Eles mostram que o saque é um movimento explosivo, preciso, repetido muitas vezes e feito no limite. Em partidas profissionais, ele representa 21% a 25% de todos os golpes do jogo, e um atleta pode executar algo entre 90 e 160 saques por partida . No tênis em cadeira de rodas, o saque pode ser ainda mais decisivo: mais de 40% dos pontos podem terminar em um ou dois golpes .

O problema é que toda essa eficiência esportiva vem acompanhada de grande exigência mecânica. Uma pesquisa de dois anos com 2.633 tenistas citada na revisão mostrou que 25% deles identificaram o saque como o golpe mais cansativo e mais associado a lesões . E estudos epidemiológicos com tenistas da NCAA, entre 2014 e 2019, mostraram que o saque respondeu por 10,3% a 12,0% das lesões relatadas, acima de golpes como forehand, backhand, smash e drop shot .

É aí que a discussão sai do desempenho e entra na saúde.

O que esse estudo revisou, exatamente

Este não é um ensaio clínico nem um estudo com um único grupo de atletas. Trata-se de uma revisão narrativa, isto é, um trabalho que sintetiza o conhecimento disponível sobre um tema. Os autores pesquisaram literatura em PubMed, Google Scholar, ScienceDirect e SPORTDiscus, buscando trabalhos publicados desde 1980, em inglês ou francês, que avaliassem a biomecânica do saque por captura 3D de movimento ou análise de vídeo, com medição de forças, momentos articulares e, em alguns casos, acompanhamento de lesões .

No fim, a revisão reuniu 17 estudos e também incorporou dados de 2 teses de doutorado que preenchiam os critérios de inclusão . Os autores organizaram esse material em sete grandes temas:

  • sexo;
  • nível técnico;
  • fatores pathomechanical, ou seja, falhas técnicas que aumentam carga sem melhorar o saque;
  • tipo de saque;
  • tênis em cadeira de rodas;
  • fadiga;
  • ambiente, incluindo raquete e condições de prática .

Esse desenho já diz muito sobre o estado da ciência: ainda são poucos estudos, muitos deles com amostras pequenas, e a maior parte foi feita com homens experientes, sem deficiência, quase sempre analisando apenas o primeiro saque chapado . Isso limita o alcance das conclusões.

Antes de falar de lesão, é preciso entender “carga mecânica”

Um dos méritos do artigo é explicar que lesões por sobrecarga não aparecem do nada. Elas são o resultado de forças repetidas que o corpo tolera por um tempo, mas que, se passam de certo limite ou se se acumulam demais, começam a produzir microtraumas.

Em linguagem simples: sempre que o tenista saca, ombro, cotovelo, punho e coluna recebem uma combinação de tração, compressão, cisalhamento e torção. Uma vez ou outra, o corpo aguenta. Centenas e milhares de repetições, feitas com técnica ruim, fadiga, má escolha de equipamento ou calendário pesado, podem abrir caminho para dor e lesão .

A revisão relembra que, em esportes de arremesso e golpe acima da cabeça, a relação entre carga articular elevada e risco de lesão já vinha sendo apontada antes. Em beisebol, por exemplo, um estudo citado mostrou que, para cada 1 newton de aumento na força proximal do ombro, a probabilidade de dor no ombro aumentava 4,6% em jovens arremessadores. No tênis, outro trabalho com 20 jogadores masculinos de elite, acompanhados por duas temporadas, encontrou um dado marcante: 7 dos 9 picos de carga articular analisados no saque foram significativamente maiores no grupo lesionado do que no grupo não lesionado .

Esse é um ponto-chave. A revisão não diz apenas que o saque é exigente. Ela mostra que há sinais biomecânicos mensuráveis que se associam a maior risco.

O primeiro grande achado: nem sempre o mais forte é o mais protegido

A intuição de muita gente diria que o profissional, por sacar mais forte, deveria sofrer mais. Mas um dos estudos resumidos na revisão sugere algo diferente.

Comparando 11 profissionais com 7 jogadores avançados, Martin e colegas observaram que os atletas avançados apresentavam forças mais altas no ombro e no cotovelo em momentos específicos do saque, enquanto os profissionais geravam bolas mais rápidas . Em outras palavras, os profissionais pareciam mais eficientes: conseguiam performance superior sem elevar do mesmo modo certas cargas articulares.

Essa é uma das mensagens mais interessantes do artigo. Técnica refinada não é apenas questão de estética ou rendimento. Ela também pode significar economia mecânica.

Os autores interpretam que os jogadores avançados talvez usem estratégias menos eficientes e, por isso, “compensem” com maior sobrecarga em estruturas do ombro e do cotovelo. É como se o corpo precisasse fazer mais força local para entregar um resultado global que ainda assim é menor.

O segundo achado: alguns erros técnicos custam caro

A revisão usa o termo “pathomechanical factors” para se referir a padrões de movimento que aumentam a carga sem trazer ganho correspondente de velocidade. Esse talvez seja o trecho mais útil para quem está em quadra.

1. Técnica de base dos pés: pouca diferença no risco

Entre jogadores juniores experientes, estudos comparando foot-up e foot-back não encontraram diferenças relevantes nas cargas de ombro, cotovelo e punho . Para treinadores, isso é valioso. Significa que a escolha entre essas duas bases pode seguir critérios técnicos e individuais sem a ideia de que uma delas, sozinha, seja mais “perigosa”.

2. Pouco uso das pernas pode reduzir eficiência sem aliviar o ombro

Outro estudo mostrou que um saque com leg drive mínimo diminuiu a velocidade da bola, mas não reduziu a carga no ombro . Traduzindo: quando o atleta usa menos as pernas, ele não necessariamente protege a articulação. Pode apenas perder performance.

Isso desmonta um raciocínio comum. Muita gente imagina que simplificar o gesto sempre torna o movimento mais seguro. Nem sempre. Às vezes, o que acontece é o oposto: o corpo perde ajuda das pernas e do tronco, e o braço segue pagando a conta.

3. Flexão insuficiente do joelho pode aumentar a sobrecarga

Jogadores com menos de 10 graus de flexão do joelho dianteiro no momento de máxima rotação externa do ombro apresentaram momentos mais altos de rotação interna do ombro e de varo e flexão do cotovelo, mesmo com velocidade de bola semelhante à de outros atletas . Mais uma vez, aparece a lógica central da revisão: maior custo articular sem maior benefício esportivo.

4. Backswing abreviado: suspeita existe, mas a evidência ainda é fraca

A comparação entre backswing completo e abreviado mostrou velocidades de bola semelhantes. Houve apenas uma tendência a maior força anterior no ombro no backswing abreviado, com p = 0,05 . Isso merece atenção, mas não autoriza conclusões definitivas. Os próprios autores da revisão consideram que a diferença encontrada foi pequena para sustentar uma condenação biomecânica do backswing abreviado.

5. O “waiter’s serve” entra como sinal de alerta real

A chamada postura de “bandeja” ou waiter’s serve, muito comum em iniciantes e jovens, foi um dos fatores mais claramente associados a maior carga. Em um estudo com 18 jogadores juniores de elite, quem apresentava esse padrão teve momentos mais altos de rotação interna do ombro, maior varo de cotovelo e mais forças no punho, sem ganhar velocidade de bola .

A revisão destaca, porém, uma nuance importante. No seguimento epidemiológico de 12 meses, não houve diferença estatística significativa na incidência total ou gravidade das lesões entre os grupos. Houve apenas uma tendência de maior propensão a lesões no cotovelo entre quem usava esse padrão . Ou seja: a biomecânica aponta risco teórico plausível, mas a prova epidemiológica ainda é limitada.

Mesmo assim, para quem ensina tênis, o recado é claro. O “waiter’s serve” não parece um detalhe estético. Ele pode ser um marcador de ineficiência e de maior carga.

O terceiro achado: o timing do corpo importa tanto quanto a forma

Talvez a parte mais sofisticada e fascinante da revisão esteja na discussão sobre timing. Não basta mover bem os segmentos. É preciso movê-los na hora certa.

Em um estudo com 20 jogadores masculinos experientes, acompanhados por duas temporadas, os autores encontraram 12 lesões por sobrecarga em 11 atletas. Os lesionados mantinham o braço em abdução horizontal por tempo excessivo durante a fase de rotação externa do ombro, um padrão descrito como hyperangulation. Esse detalhe temporal estava ligado a aumentos expressivos de carga: +13% na força anterior do ombro, +29% na força inferior do ombro, +15% na força medial do cotovelo, +27% no momento de abdução horizontal do ombro e +14% no momento de flexão do cotovelo. Além disso, esses jogadores ainda sacavam mais devagar, com redução de 11,5 km/h na velocidade da bola .

É difícil imaginar exemplo mais claro de ineficiência. O atleta sofre mais e rende menos.

Outro resultado relevante apareceu quando os autores analisaram a sequência de rotação do tronco, do tórax e da pelve. Quanto mais tarde surgiam os picos de velocidade angular nesses segmentos, maiores eram as cargas no membro superior e menor a velocidade final da bola . Em termos simples, quando a energia não “viaja” bem pelo corpo, do chão até a raquete, o braço tende a virar o setor de compensação.

O quarto achado: boa transferência de energia parece proteger

A revisão também discute um conceito que deveria estar em toda conversa sobre saque: qualidade do fluxo de energia.

Em um estudo com 19 atletas de alto nível, essa qualidade foi estimada pela relação entre a energia que saía do tronco na preparação e a energia que chegava à mão e à raquete na aceleração. O resultado foi forte. Jogadores não lesionados apresentaram um indicador médio de 88,1% ± 16,9%, enquanto os lesionados ficaram em 71,1% ± 15,0% .

Não é uma diferença pequena. E ela conversa com a sensação que técnicos experientes costumam descrever de forma intuitiva: alguns jogadores parecem “deixar a bola sair” do corpo inteiro, enquanto outros batem mais “com o braço”. O estudo ajuda a colocar números nessa percepção.

A mensagem prática é poderosa. Quanto melhor a energia flui pelo corpo, maior tende a ser a velocidade da bola e menor a sobrecarga no braço.

O quinto achado: o tipo de saque ainda divide a literatura

Entre treinadores, existe uma crença antiga de que o kick serve é mais agressivo para o corpo, especialmente para a coluna lombar. A revisão mostra que essa discussão está longe de ter fim.

Um estudo com sete jogadores avançados encontrou maior força e maior momento total na lombar no kick serve do que no saque chapado . Isso reforça a ideia de que esse tipo de saque possa exigir mais da região lombar. Mas outro trabalho, com adolescentes, relatou o contrário em um aspecto específico: o saque chapado gerou maior momento de flexão lombar do que o kick durante a fase de aceleração para frente .

Nos ombros, a literatura também não fala com uma única voz. Um estudo observou força posterior de ombro maior no kick serve; outro não encontrou diferenças relevantes entre kick e flat, salvo algumas tendências .

O que fazer com isso? Ter prudência. A revisão é firme em dizer que o impacto relativo entre kick, slice e flat ainda permanece em debate. Não dá para transformar uma hipótese em regra definitiva.

O sexto achado: fadiga muda o saque, mas não de forma simples

Em um estudo com oito tenistas avançados, avaliados antes, no meio e depois de uma partida de 3 horas, houve queda significativa na velocidade da bola e em todas as cargas de ombro do início ao fim. No cotovelo, apenas 4 de 6 cargas diminuíram; no punho, 3 de 5 .

Esse resultado parece contraintuitivo. Muita gente imaginaria que a fadiga necessariamente aumentaria a carga. Mas o que os autores propõem é mais sofisticado: o corpo pode adotar mecanismos compensatórios de proteção, reduzindo algumas forças ao longo do jogo, ainda que isso venha acompanhado de queda de performance .

A revisão também lembra que, em torneios juvenis, aumenta a taxa de retirada médica depois da quarta partida . Isso sugere que a carga acumulada ao longo de um evento pode ser tão importante quanto a carga de um saque isolado.

O sétimo achado: a raquete importa mais do que muitos imaginam

Essa é uma parte excelente do artigo porque sai da técnica pura e entra no ambiente de prática.

Em adultos

Estudos resumidos na revisão indicam que, entre adultos intermediários e avançados, raquetes com maior momento de inércia e balanço mais alto podem aumentar a carga no membro superior durante o saque .

Um trabalho com cinco jogadores avançados mostrou que uma raquete mais leve, mas com balanço e momento de inércia polar mais altos, aumentou momentos no ombro sem melhorar a velocidade da bola . Outro estudo, com oito jogadores competitivos, encontrou maiores momentos de ombro e maiores forças em punho, cotovelo e ombro com raquete head-heavy, enquanto a head-light produziu as menores cargas . Em mulheres experientes, um estudo pequeno com quatro atletas mostrou que maior swingweight veio acompanhado de menor velocidade de cabeça da raquete e maior força no punho .

Talvez o dado mais didático seja o seguinte: uma raquete que parece “potente” ou “estável” não necessariamente é a mais amigável para o braço.

Em crianças e adolescentes

Aqui a revisão traz um alerta quase pedagógico. Em jovens com média de 9,9 anos, comparar raquetes de 23, 25 e 27 polegadas mostrou que a raquete adulta de 27 polegadas elevou momentos de ombro e cotovelo sem ganho de performance .

Essa talvez seja uma das conclusões mais práticas de todo o artigo. Não há pressa para “subir” a criança para a raquete de adulto. A mudança precoce pode apenas aumentar a sobrecarga.

Outra pesquisa com 10 jogadores jovens comparou distâncias menores de saque e redes mais baixas, em configurações de quadra “red”, “orange” e “green”. O resultado foi elegante: as cargas articulares ficaram parecidas, mas a velocidade da bola foi maior nas condições mais adaptadas ao tamanho da criança . Isso reforça a ideia de que ajustar o ambiente pode melhorar eficiência sem aumentar o risco.

O que a tabela-resumo do artigo deixa muito claro

Um dos pontos mais úteis da revisão é a tabela final, que associa cada tipo de carga articular a possíveis lesões e aos fatores que parecem aumentá-la. O quadro mostra, por exemplo, que:

  • força anterior do ombro pode se relacionar a instabilidade e lesões do labrum;
  • rotação interna do ombro pode se associar a SLAP e impacto;
  • varo/valgo do cotovelo conversa com lesões ligamentares e epicondilites;
  • forças e momentos lombares se associam a espondilólise, degeneração discal e dor lombar;
  • forças no punho podem se ligar a tenossinovites e lesões do complexo fibrocartilaginoso triangular .

Mais importante ainda: a tabela mostra que alguns fatores aparecem repetidamente, como nível técnico, qualidade do fluxo de energia, waiter’s serve, timing do tronco, fadiga e características da raquete. Já outros, como a simples técnica de base dos pés, não parecem ter impacto relevante na carga articular .

O que este artigo muda na prática

Lendo essa revisão como se os autores estivessem sendo entrevistados, a mensagem central soaria assim:

“Não estamos dizendo que o saque machuca por definição. Estamos dizendo que o saque exige muito do corpo e que parte desse custo pode ser reduzida quando a técnica é eficiente, a energia flui bem, o equipamento é adequado e o treino respeita as características do jogador.”

Esse é o espírito do artigo.

Para treinadores, a lição é evitar a obsessão com velocidade a qualquer preço. Um saque bonito, coordenado e reproduzível talvez seja mais valioso do que um gesto explosivo que cobra caro do ombro e do cotovelo.

Para pais de atletas jovens, a revisão envia dois recados fortes. O primeiro: cuidado com a pressa de usar raquete de adulto. O segundo: quadra, rede e contexto devem ser adaptados ao estágio da criança, não o contrário.

Para fisioterapeutas e médicos, o artigo convida a olhar além da dor localizada. Um ombro que reclama pode ser apenas a ponta final de um problema de sequência de movimento, timing ou equipamento.

Para o próprio atleta, a notícia mais importante talvez seja esta: sentir que está sacando “forte com o braço” não é sinal de eficiência; pode ser sinal de compensação.

Comparando com outras referências

Mesmo sem busca externa em tempo real, o próprio estudo já permite uma comparação interessante com outras fontes científicas.

A revisão de Fu et al., em Current Reviews in Musculoskeletal Medicine (2018), reforça que lesões no tênis têm forte componente de sobrecarga e que ombro, cotovelo e punho estão entre os segmentos mais exigidos. Isso está em linha direta com a síntese de Martin e colegas.
Link: https://doi.org/10.1007/s12178-018-9452-9

Os estudos de Robison et al. em homens e mulheres da NCAA, ambos publicados em Journal of Athletic Training em 2021, sustentam a ideia de que o saque tem papel desproporcional na distribuição das lesões do tênis universitário.
Mulheres: https://doi.org/10.4085/1062-6050-529-20
Homens: https://doi.org/10.4085/1062-6050-459-20

O estudo SMASH Cohort, de Johansson et al. em Sports Health (2022), amplia essa leitura ao mostrar associação entre picos de carga externa de treino e lesões de ombro em adolescentes competitivos. Isso não fala só do gesto do saque, mas do contexto em que ele se repete.
Link: https://doi.org/10.1177/19417381211051643

A revisão de Stuelcken et al. sobre lesões de punho em tenistas, publicada em Sports Medicine (2017), ajuda a entender por que a discussão sobre forças no punho, momento de desvio radial e especificações da raquete não é periférica.
Link: https://doi.org/10.1007/s40279-016-0630-x

O trabalho de Touzard et al. em Frontiers in Psychology (2023), citado pela revisão, reforça de forma muito prática a ideia de que crianças não devem ser apressadas para a raquete maior.
Link: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2023.1104146

O estudo de Fadier et al. em International Journal of Sports Science & Coaching (2022) soma evidência ao valor da adaptação da quadra para jovens, mostrando que mudar distância e altura da rede pode melhorar a eficiência do saque sem elevar a carga.
Link: https://doi.org/10.1177/17479541221114106

As limitações que impedem exageros

O artigo é bom justamente porque não vende certezas falsas. Os autores reconhecem limites importantes.

Primeiro, é uma revisão narrativa, não uma revisão sistemática com meta-análise. Segundo, muitos estudos têm amostras pequenas. Terceiro, há grande variação na forma de medir e reportar as cargas articulares, o que dificulta comparar resultados entre pesquisas. E, por fim, apenas uma parte dos trabalhos uniu análise biomecânica com seguimento prospectivo de lesões; em muitos casos, a relação entre carga e lesão ainda é teórica ou inferida a partir de plausibilidade biomecânica .

Isso não enfraquece o artigo. Só mostra maturidade científica. A revisão não diz “está tudo resolvido”. Ela diz: já sabemos bastante para mudar a prática, mas ainda não sabemos tudo.

Conclusão

O grande valor desta revisão está em desmontar uma visão simplista do saque. O problema não é apenas sacar muito. O problema é sacar muitas vezes, com técnica ineficiente, sequência ruim, fadiga acumulada, equipamento mal escolhido e, em alguns casos, sem respeitar estágio de desenvolvimento ou contexto de treino.

A ciência reunida por Martin e colegas aponta um caminho claro: o saque mais seguro não é necessariamente o mais contido, e sim o mais eficiente. Um saque em que pernas, tronco, ombro, cotovelo, punho e raquete trabalham em sequência, sem transformar o braço em um “pagador solitário da conta”.

Para quem vive o tênis de perto, essa é uma mensagem poderosa. Desempenho e prevenção de lesão não precisam ser adversários. Em muitos casos, a mesma técnica que melhora a transferência de energia e organiza o movimento é justamente a técnica que poupa articulações.

E talvez essa seja a frase mais importante deixada pelo estudo: quando o saque fica mais inteligente, o corpo costuma agradecer.


Referência

  1. Martin C, Touzard P, Fourel L, Pluim BM. Tennis Serve Biomechanics, Joint Load Mechanics and Overuse Injuries: A Narrative Review. Sports Medicine – Open. 2026;12:42. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s40798-026-01015-y

Outras referências

  1. Fu MC, Ellenbecker TS, Renstrom PA, Windler GS, Dines DM. Epidemiology of injuries in tennis players. Curr Rev Musculoskelet Med. 2018;11:1-5. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s12178-018-9452-9
  2. Robison HJ, Boltz AJ, Morris SN, Collins CL, Chandran A. Epidemiology of Injuries in National Collegiate Athletic Association Women’s Tennis: 2014-2015 Through 2018-2019. J Athl Train. 2021;56:766-772. Disponível em: https://doi.org/10.4085/1062-6050-529-20
  3. Robison HJ, Boltz AJ, Morris SN, Collins CL, Chandran A. Epidemiology of Injuries in National Collegiate Athletic Association Men’s Tennis: 2014-2015 Through 2018-2019. J Athl Train. 2021;56:773-779. Disponível em: https://doi.org/10.4085/1062-6050-459-20
  4. Johansson F, Cools A, Gabbett T, Fernandez-Fernandez J, Skillgate E. Association Between Spikes in External Training Load and Shoulder Injuries in Competitive Adolescent Tennis Players: The SMASH Cohort Study. Sports Health. 2022;14:103-110. Disponível em: https://doi.org/10.1177/19417381211051643
  5. Stuelcken M, Mellifont D, Gorman A, Sayers M. Wrist Injuries in Tennis Players: A Narrative Review. Sports Med. 2017;47:857-868. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s40279-016-0630-x
  6. Touzard P, Lecomte C, Bideau B, Kulpa R, Fourel L, Fadier M, et al. There is no rush to upgrade the tennis racket in young intermediate competitive players: The effects of scaling racket on serve biomechanics and performance. Front Psychol. 2023;14:1104146. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2023.1104146
  7. Fadier M, Touzard P, Lecomte C, Bideau B, Cantin N, Martin C. Do serve distance and net height modify serve biomechanics in young tennis players? Int J Sports Sci Coach. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1177/17479541221114106
  8. Rogowski I, Creveaux T, Chèze L, Macé P, Dumas R. Effects of the racket polar moment of inertia on dominant upper limb joint moments during tennis serve. PLoS ONE. 2014;9:e104785. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0104785
  9. Miao Q, Zhou H. Machine learning model to study effects of lightweight racket design on elbow and shoulder loading during tennis serve. Mol Cell Biomech. 2024;21:374. Disponível em: https://doi.org/10.62617/mcb.v21i2.374
  10. Martin C, Bideau B, Delamarche P, Kulpa R. Influence of a prolonged tennis match play on serve biomechanics. PLoS ONE. 2016;11:e0159979. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0159979
  11. Brown EG. A faster serve has more impact on success for female elite tennis players than males. Int J Perform Anal Sport. 2021;21:600-610. Disponível em: https://doi.org/10.1080/24748668.2021.1931777
11 de abril de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Artrose de joelho: treino de força não é a melhor opção !

by Otávio Melo 10 de março de 2026

Se você tem artrose no joelho e ouviu a vida inteira que a solução é “fortalecer, fortalecer, fortalecer”, este texto é para você.

Não porque fortalecer seja ruim. Não é.

Mas porque um estudo grande, publicado no BMJ e aceito em 16 de agosto de 2025, analisou 217 estudos clínicos randomizados, com 15.684 pessoas com artrose de joelho, e trouxe uma mensagem importante: entre os vários tipos de exercício, o aeróbico foi o que teve o melhor resultado global para dor, função, marcha e qualidade de vida.

Em outras palavras: o problema não é fazer fortalecimento. O problema é achar que só fortalecimento resolve tudo.

Você não precisa parar de se exercitar; você precisa parar de tratar o fortalecimento como se ele fosse a única resposta.

A artrose não machuca só o joelho. Ela vai diminuindo a vida.

Quem tem artrose de joelho sabe disso na prática.

A dor pode até começar no joelho, mas ela não fica só ali. Aos poucos, a pessoa passa a andar menos, evita escadas, para de fazer programas, dorme pior, sente medo de piorar e vai perdendo confiança no próprio corpo.

Muita gente chega para mim dizendo:
“Doutor, eu tenho medo de me mexer e gastar mais o joelho.”

Esse medo é compreensível, mas ele costuma piorar o problema. Quando a pessoa se movimenta menos, perde condicionamento, ganha mais rigidez, às vezes ganha peso, sente mais dor e entra num círculo ruim.

É por isso que o exercício é tão importante no tratamento da artrose. E é por isso também que faz tanta diferença saber qual tipo de exercício deve vir primeiro.

O que esse estudo fez

Esse trabalho do BMJ foi uma revisão sistemática com meta-análise em rede. Traduzindo para uma linguagem simples: os pesquisadores juntaram muitos estudos de boa qualidade, compararam diferentes tipos de exercício e tentaram descobrir quais funcionam melhor para quem tem artrose de joelho.

Eles avaliaram principalmente:

  • dor

  • função

  • desempenho para caminhar

  • qualidade de vida

E fizeram isso em três momentos:

  • curto prazo, por volta de 4 semanas

  • médio prazo, por volta de 12 semanas

  • longo prazo, por volta de 24 semanas

Os exercícios comparados foram, de forma geral:

  • aeróbico

  • fortalecimento

  • flexibilidade

  • neuromotor

  • mente-corpo

  • exercício misto

  • controle, ou seja, comparação com quem não fez aquele tipo de exercício

O resultado mais importante.

O exercício aeróbico foi o que mais consistentemente apareceu como melhor opção no conjunto da obra.

No estudo, ele mostrou melhora importante da dor no curto e no médio prazo, melhora da função no médio prazo, melhora da marcha no médio prazo e melhora da qualidade de vida no curto prazo. No ranking geral das modalidades, foi o que teve a melhor performance global.

E aqui está o ponto que eu gostaria que todo paciente entendesse:

isso não quer dizer que fortalecimento não funciona.
Quer dizer que, quando comparamos tudo, o aeróbico parece ser a melhor base de tratamento.

Então eu devo parar de fortalecer?

Não. E eu faço questão de reforçar isso.

O que o estudo mostra é que o fortalecimento ajuda, especialmente para melhorar a função no médio prazo. Aos 12 semanas, ele teve um bom resultado para função.

Mas o aeróbico foi melhor no resultado geral.

Então o raciocínio mais correto é este:

  • fortalecimento continua sendo útil

  • ele não deve ser tratado como protagonista absoluto

  • o exercício aeróbico deve ser mais valorizado como primeira estratégia

O erro mais comum que eu vejo

Na prática, muita gente com artrose de joelho faz um tratamento quase inteiro baseado em exercícios localizados de força.

É miniagachamento, cadeira extensora, exercícios com elástico, elevação de perna, exercícios para quadríceps. Tudo isso pode ter seu valor. Eu não estou desmerecendo.

Mas muitas vezes o paciente não caminha de forma estruturada, não pedala, não melhora o condicionamento, não recupera a confiança para se mover, não trabalha a capacidade de sustentar atividade ao longo do dia.

E aí o tratamento fica incompleto.

É como se a pessoa treinasse uma peça do sistema, mas não o sistema inteiro.

Por que o aeróbico pode funcionar melhor

Embora esse tipo de estudo não tenha sido feito para explicar todos os mecanismos do corpo, existe uma lógica clínica por trás desse resultado.

O exercício aeróbico não melhora apenas músculo. Ele também pode ajudar em coisas muito importantes para quem tem artrose:

  • diminuir a sensibilidade à dor

  • melhorar o condicionamento físico

  • aumentar a tolerância ao esforço

  • ajudar no controle do peso

  • melhorar a circulação

  • melhorar o humor

  • aumentar a confiança para andar

  • devolver autonomia no dia a dia

Isso faz muito sentido, porque a artrose sintomática não é só um problema de “desgaste”. Ela é também um problema de dor crônica, medo de movimento, perda de condicionamento e limitação funcional.

Por isso eu costumo dizer para meus pacientes:
o joelho dói numa articulação, mas a doença afeta a pessoa inteira.

O que eu considero “aeróbico” na vida real

Muita gente ouve a palavra “aeróbico” e já pensa em corrida intensa. Não é isso.

No contexto do estudo e da prática clínica, exercício aeróbico pode incluir atividades como:

  • caminhada

  • bicicleta

  • natação

  • exercícios aquáticos

  • outras atividades rítmicas e contínuas que aumentem um pouco a respiração e a frequência cardíaca

Ou seja: para muita gente, um bom programa de caminhada já pode ser um começo excelente.

E isso importa muito. Porque o melhor exercício do mundo não é o mais bonito no papel. É o que a pessoa consegue fazer com regularidade.

O fortalecimento ainda tem seu lugar

Um dado interessante do estudo mostra que, nos programas chamados de “exercício misto”, 88% incluíam fortalecimento. Isso quer dizer que o fortalecimento continua aparecendo como parte importante de muitos programas bem montados.

Esse detalhe é muito valioso.

Ele mostra que a pergunta certa não é:
“fortalecimento presta ou não presta?”

A pergunta certa é:
onde o fortalecimento entra dentro de um plano mais inteligente?

Na minha leitura, ele entra como complemento muito útil. Mas não precisa carregar sozinho a responsabilidade de tratar tudo.

O que esse estudo muda no consultório

Se eu resumisse em uma frase, seria esta:

a artrose de joelho não deve ser tratada apenas com força local; o movimento global precisa voltar para o centro do tratamento.

Isso muda a conversa com o paciente.

Em vez de eu dizer apenas “vamos fortalecer quadríceps”, eu passo a pensar junto com a pessoa:

  • como colocar mais movimento regular na rotina

  • como construir um plano que ela consiga manter

  • como melhorar não só força, mas também resistência, marcha e confiança

  • como usar fortalecimento sem esquecer do aeróbico

Essa mudança parece pequena, mas ela muda o resultado.

E os números? O que eles significam para o paciente comum?

No artigo, os autores mostram que o exercício aeróbico teve melhora importante em vários desfechos, com evidência de qualidade moderada em muitos deles. O fortalecimento também mostrou benefício, principalmente para função no médio prazo.

O paciente não precisa decorar esses números. O que importa é entender a mensagem prática:

  • o aeróbico foi melhor no conjunto

  • o fortalecimento ajudou, mas não liderou

  • exercício continua sendo parte central do tratamento

  • o ideal é uma estratégia mais ampla

Isso é seguro?

De modo geral, o estudo não encontrou uma diferença clara de segurança entre os tipos de exercício e o grupo controle. Os autores analisaram os eventos adversos relatados e não viram um sinal claro de que essas modalidades fossem mais perigosas do que não fazer exercício, embora os dados de segurança tenham sido limitados.

Isso combina com o que vejo na prática: quando o exercício é bem indicado, adaptado ao nível do paciente e feito com progressão sensata, ele costuma ser uma ferramenta segura e muito útil.

O risco maior, muitas vezes, é o sedentarismo prolongado.

Você não precisa parar de fazer exercício. Pelo contrário. Você precisa continuar se mexendo. Mas talvez a sua estratégia precise mudar. Em vez de apostar tudo em fortalecer, vamos colocar o exercício aeróbico como base. Vamos fazer você caminhar melhor, tolerar mais esforço, ter menos dor, ganhar mais autonomia. E aí o fortalecimento entra junto, como parte de um plano mais completo.

Se você tem artrose de joelho, por onde começar

O começo ideal depende do seu quadro, da sua dor, da sua idade, do seu peso, do seu condicionamento e de outras doenças que você possa ter. Mas, de forma geral, eu penso assim:

Primeiro, eu tento colocar um movimento aeróbico regular e possível.
Depois, eu organizo o fortalecimento como complemento.
Também posso incluir exercícios de mobilidade, equilíbrio ou controle motor, dependendo da necessidade.

O importante é que o tratamento não seja uma coleção de exercícios soltos. Ele precisa fazer sentido para a vida real da pessoa.

Porque adesão importa muito. Um plano perfeito no papel e abandonado em duas semanas vale menos do que um plano simples, possível e mantido.

A mensagem que eu gostaria que você guardasse

Se você leu até aqui, guarde isto:

ter artrose no joelho não é motivo para parar de se mover.
Mas pode ser motivo para parar de apostar em uma ideia simplificada de tratamento.

Fortalecimento continua tendo valor.
Só que ele não precisa mais ocupar sozinho o centro da cena.

O estudo do BMJ mostra que o exercício aeróbico provavelmente é a melhor modalidade para melhorar dor, função, caminhada e qualidade de vida na artrose de joelho.

Então, se eu resumisse este texto em uma frase, seria esta:

Se você tem artrose de joelho, pare de apostar apenas no fortalecimento. O exercício que mais consistentemente entregou resultado foi o aeróbico.


Referências

  1. Yan L, Li D, Xing D, Fan Z, Du G, Jiu J, et al. Comparative efficacy and safety of exercise modalities in knee osteoarthritis: systematic review and network meta-analysis. BMJ. 2025;391:e085242. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bmj-2025-085242

  2. Goh SL, Persson MSM, Stocks J, Hou Y, Lin J, Hall MC, et al. Relative Efficacy of Different Exercises for Pain, Function, Performance and Quality of Life in Knee and Hip Osteoarthritis: Systematic Review and Network Meta-Analysis. Sports Med. 2019;49:743-761. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s40279-019-01082-0

  3. Uthman OA, van der Windt DA, Jordan JL, Dziedzic KS, Healey EL, Peat GM, et al. Exercise for lower limb osteoarthritis: systematic review incorporating trial sequential analysis and network meta-analysis. BMJ. 2013;347:f5555. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bmj.f5555

  4. Jansen MJ, Viechtbauer W, Lenssen AF, Hendriks EJ, de Bie RA. Strength training alone, exercise therapy alone, and exercise therapy with passive manual mobilisation each reduce pain and disability in people with knee osteoarthritis: a systematic review. J Physiother. 2011;57:11-20. Disponível em: https://doi.org/10.1016/S1836-9553(11)70002-9

  5. Fransen M, McConnell S, Harmer AR, Van der Esch M, Simic M, Bennell KL. Exercise for osteoarthritis of the knee: a Cochrane systematic review. Br J Sports Med. 2015;49:1554-1557. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bjsports-2015-095424

  6. Xiang XN, Wang ZZ, Hu J, et al. Telehealth-Supported Exercise or Physical Activity Programs for Knee Osteoarthritis: Systematic Review and Meta-Analysis. J Med Internet Res. 2024;26:e54876. Disponível em: https://doi.org/10.2196/54876

  7. Qiao H, Hao X, Wang G. Effects of mind-body exercise on knee osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. BMC Musculoskelet Disord. 2024;25:229. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12891-024-07278-4

  8. Gao K, Tao J, Liang G, Gong C, Wang L, Wang Y. Comparative efficacy of mind-body exercise for pain, function, quality of life in knee osteoarthritis: a systematic review and network meta-analysis. J Orthop Surg Res. 2025;20:384. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13018-025-05682-7

  9. Arden NK, Perry TA, Bannuru RR, et al. Non-surgical management of knee osteoarthritis: comparison of ESCEO and OARSI 2019 guidelines. Nat Rev Rheumatol. 2021;17:59-66. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41584-020-00523-9

  10. Rausch Osthoff AK, Niedermann K, Braun J, Adams J, Brodin N, Dagfinrud H, et al. 2018 EULAR recommendations for physical activity in people with inflammatory arthritis and osteoarthritis. Ann Rheum Dis. 2018;77:1251-1260. Disponível em: https://doi.org/10.1136/annrheumdis-2018-213585

 

 

 

10 de março de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Gerozima: tratamento pode reverter o envelhecimento e desgaste da cartilagem

by Otávio Melo 6 de março de 2026

Saiba tudo sobre o funcionamento da gerozima e seus possíveis benefícios para cartilagem, músculo e envelhecimento saudável.

Nos últimos anos, poucas descobertas chamaram tanto a minha atenção quanto a chamada gerozima. O nome ainda é novo para a maior parte das pessoas, mas o que ela representa pode mudar a forma como entendemos envelhecimento, dor articular, perda de força muscular e regeneração dos tecidos.

O que mais me impressiona nesse tema é que ele não gira em torno de uma promessa vaga de rejuvenescimento. Pelo contrário. Ele nasce de uma pergunta muito concreta da ciência: por que o corpo perde, com o passar do tempo, a capacidade de se reparar com eficiência? E a resposta pode estar, ao menos em parte, em uma enzima chamada 15-PGDH.

Em termos simples, essa enzima funciona como um freio biológico. Quando ela está mais ativa, o organismo passa a degradar com mais intensidade moléculas importantes para reparo e regeneração, especialmente a PGE2, que participa de processos ligados à recuperação tecidual. O que os pesquisadores começaram a observar é que, ao bloquear esse freio, tecidos envelhecidos voltam a apresentar sinais surpreendentes de recuperação.

Foi exatamente isso que apareceu em uma sequência de estudos recentes. Em modelos de envelhecimento, a inibição da 15-PGDH esteve associada a melhora de força muscular, aumento de massa, regeneração da cartilagem, redução de dor articular, recuperação de tecido lesionado e até proteção de estruturas cerebrais importantes. Os resultados convergentes em músculo, cartilagem, coração, medula óssea e cérebro mostram que não estamos diante de uma curiosidade de laboratório. Estamos diante de um alvo biológico que merece atenção real.

E talvez o dado mais fascinante seja este: a ciência não está falando apenas em “frear o desgaste”. Ela está começando a falar em reverter sinais do envelhecimento funcional de determinados tecidos. Isso muda completamente a conversa. Porque uma coisa é tentar conviver melhor com o envelhecimento. Outra, muito mais ambiciosa, é descobrir caminhos para devolver ao corpo parte da capacidade de regeneração que ele vai perdendo ao longo da vida.

No caso da cartilagem, isso ganha ainda mais relevância. Quem convive com dor no joelho, limitação para caminhar, dificuldade para subir escadas ou medo de perder mobilidade sabe que a degeneração articular não afeta apenas uma articulação. Ela afeta autonomia, disposição, composição corporal, sono, humor e qualidade de vida. Por isso, quando surge uma estratégia capaz de estimular regeneração da cartilagem e ainda reduzir dor, eu entendo que estamos olhando para uma das fronteiras mais interessantes da medicina regenerativa.

Mas afinal, o que é essa gerozima? Como ela funciona? Por que a 15-PGDH virou alvo de tanto interesse? E o que os estudos mais recentes realmente mostram sobre envelhecimento, cartilagem, cérebro, músculo e saúde como um todo?

É isso que eu vou te explicar agora.

A gerozima é a 15-hidroxi-prostaglandina desidrogenase, mais conhecida como 15-PGDH. Em termos simples, ela é uma enzima que ajuda a degradar a prostaglandina E-2, também chamada de PGE2, uma molécula importante para processos de reparo, regeneração e adaptação dos tecidos. O artigo da Nature Communications explica que a 15-PGDH é um regulador negativo da atividade de células-tronco teciduais e que ela faz isso justamente ao degradar a PGE2. Um outro artigo do Journal of Medicinal Chemistry reforça que a PGE2 tem papel importante no sistema imune e na regeneração de tecidos, e que a 15-PGDH é a principal enzima envolvida em sua inativação.

Uma revisão recente do Annual Review of Pharmacology and Toxicology, a 15-PGDH é apresentada como uma verdadeira “gerozima”, ou seja, uma enzima ligada ao envelhecimento. Nessa revisão, os autores relatam que, após um mês de tratamento em camundongos idosos, os animais ficaram com músculos maiores, correram mais e ficaram 10% a 15% mais fortes.

Traduzindo para o dia a dia: imagine que a PGE2 funcione como um sinal de “ajuda” para o tecido se reparar. A 15-PGDH entra em cena para desligar esse sinal. Em condições normais, isso faz parte do equilíbrio do organismo. O problema é que, com o envelhecimento ou com certas doenças, esse freio pode ficar mais ativo do que deveria. E, quando isso acontece, o tecido perde parte da sua capacidade de se recuperar.

Foi por isso que a 15-PGDH entrou no radar de tantos pesquisadores. A hipótese é simples e poderosa: se eu consigo bloquear essa enzima, talvez eu consiga devolver ao tecido parte da capacidade de regeneração que ele foi perdendo com o tempo.

Como isso funciona na prática?

No laboratório, os pesquisadores fazem isso com moléculas que inibem a 15-PGDH. A mais usada nos estudos é a SW033291. Ao bloquear a enzima, os níveis de PGE2 sobem. E, com mais PGE2 disponível, vários tecidos começam a mostrar sinais de recuperação.

A revisão do Annual Review descreve esse processo no músculo envelhecido. Quando a PGE2 volta a níveis mais próximos dos encontrados em músculos jovens, há redução de sinais ligados ao desgaste muscular, melhora da autofagia, melhora da organização das fibras musculares, renovação mitocondrial e restauração de junções neuromusculares perdidas com a idade.

Em outras palavras: a melhora não parece acontecer só porque o músculo “cresce”. Ela parece acontecer porque o tecido começa a funcionar melhor por dentro.

Por que a ciência ficou tão interessada nesse alvo?

Porque os resultados começaram a aparecer em vários órgãos diferentes.

Na Nature Communications, os autores lembram que inibir a 15-PGDH já havia mostrado bons resultados em modelos de colite, fibrose pulmonar, aplasia de medula, sarcopenia e recuperação hematopoética após transplante de medula óssea. O Journal of Medicinal Chemistry vai na mesma direção e afirma que a inibição da 15-PGDH oferece uma oportunidade terapêutica valiosa para restaurar capacidade e função de tecidos em uma ampla variedade de condições clínicas.

Isso é importante porque mostra uma consistência rara. Não estamos falando de um achado isolado. Estamos falando de um alvo que aparece de forma repetida em diferentes contextos de envelhecimento e regeneração.

O estudo da cartilagem que colocou esse tema no centro da conversa

Entre todos os trabalhos, um dos que mais chama atenção foi publicado na revista Science, de \ 27 de novembro de 2025. O foco foi a osteoartrite, uma doença degenerativa muito comum que afeta mobilidade, atividade física e qualidade de vida. O próprio artigo lembra que ela afeta 1 em cada 5 adultos e que, até hoje, não existem terapias aprovadas que tratem a causa do problema; o mais comum é aliviar dor ou, nos casos avançados, partir para cirurgia.

O primeiro achado foi muito revelador: a quantidade de 15-PGDH na cartilagem envelhecida era cerca de duas vezes maior do que na cartilagem jovem. Isso sugere que, justamente onde a cartilagem está pior, o freio biológico está mais ativo.

Depois, os pesquisadores trataram camundongos idosos durante um mês com um inibidor da 15-PGDH. O resultado foi um aumento da espessura da cartilagem, mais conteúdo de proteoglicanos e melhora clara da aparência do tecido nas análises histológicas. Mais do que isso: a cartilagem regenerada apresentou aumento de marcadores importantes como COL-2, aggrecan e lubricina, que são compatíveis com cartilagem hialina, o tipo de cartilagem que a articulação realmente precisa para funcionar bem.

Esse ponto faz toda a diferença. Porque não basta formar “um tecido qualquer”. A pergunta mais importante é: esse novo tecido tem qualidade? E os dados do estudo sugerem que sim.

Não foi só a imagem da cartilagem que melhorou. A dor também caiu.

Para mim, esse é um dos pontos mais fortes do estudo. Os autores não se limitaram a mostrar lâminas bonitas. Eles mediram dano articular com métodos padronizados e também avaliaram dor e função.

No modelo de laboratório, os índices que são usados para quantificar dano de cartilagem, melhoraram com resultados estatisticamente muito fortes, incluindo p = 0,0002 e p = 0,0007. Além disso, houve aumento de substâncias como os glicosaminoglicanos e colágeno tipo 2, indicando uma cartilagem mais rica em componentes importantes para sua função.

Os animais tratados apresentaram melhor área e tempo de apoio das patas, melhor intensidade de contato ao caminhar e menor sensibilidade dolorosa. Os testes mostraram diferenças significativas, com valores como p = 0,010, p = 0,028 e p = 0,003.

Em termos simples, não foi apenas uma cartilagem “mais bonita”. Foi uma articulação que se comportou clinicamente como menos dolorosa. Isso importa muito. Porque o paciente não mede o sucesso do joelho pela lâmina do microscópio ou pelo teste de laboratório. Ele mede pelo que consegue fazer na vida real.

O que mais me chamou atenção nesse estudo

Outro ponto muito interessante é que os pesquisadores foram além da análise visual e tentaram entender como a cartilagem estava melhorando. Eles usaram técnicas avançadas para observar populações de condrócitos, as células da cartilagem, e viram que o tratamento reduziu um grupo de células com perfil mais envelhecido e mais degenerativo, ao mesmo tempo em que aumentou condrócitos mais ligados à produção de matriz saudável.

Na prática, isso sugere algo muito interessante: a regeneração da cartilagem pode não depender apenas de “trazer células novas”, mas também de reorientar as células que já estão ali, tirando-as de um estado ruim e empurrando-as de volta para um estado mais funcional.

Essa é uma ideia elegante, porque combina muito com o que vemos no envelhecimento: muitas vezes o problema não é só falta de tecido. É perda de qualidade do tecido que já existe.

O estudo também testou cartilagem humana

Esse talvez seja um dos detalhes mais valiosos para quem gosta de pesquisa. Os autores não ficaram só nos camundongos. Eles também analisaram cartilagem humana com osteoartrite. Após sete dias de tratamento, houve aumento de glicosaminoglicanos sulfatados e melhora da rigidez do tecido, com significância estatística.

Mas nada disso significa que já seja um tratamento pronto para uso em consultório. Quer dizer apenas que o mecanismo observado em animais também atuaria em tecido humano doente. E isso, em pesquisa, é um passo muito importante.

Músculo envelhecido: onde a ideia da gerozima ganhou força

Apesar de a cartilagem ter ganhado grande destaque, a história da gerozima começou a ficar forte no músculo envelhecido. A revisão do Annual Review relata que, em camundongos idosos, um mês de tratamento levou a melhora de resistência, maior distância na esteira, aumento do tamanho muscular e ganho de 10% a 15% de força.

Quando a gente pensa em envelhecimento, pode parecer que 10% ou 15% de força não é tanta coisa. Na prática, pode ser bastante. Em pessoas mais velhas, diferenças assim podem separar independência de fragilidade, caminhada segura de risco de queda, boa recuperação de uma cirurgia de um pós-operatório muito mais arrastado.

Além disso, o ganho de força veio acompanhado de melhora de mitocôndrias, de alinhamento das fibras e de conexão entre nervo e músculo. Isso reforça a ideia de que a melhora não foi superficial.

Ombro e manguito rotador: um exemplo muito próximo da vida real

Um estudo publicado no The Journal of Bone and Joint Surgery em 6 de agosto de 2025 avaliou o que acontece quando envelhecimento e lesão do manguito rotador se somam.

Os resultados foram bastante claros. Nos animais idosos com lesão, a massa muscular caiu de 45,45 ± 4,04 mg para 25,18 ± 1,82 mg, e a área das fibras também diminuiu de forma importante, com p < 0,001. Ao mesmo tempo, os níveis de PGE2 caíram e a atividade da 15-PGDH aumentou.

Quando houve o bloqueio da gerozima, houve recuperação parcial da massa muscular, que subiu para 33,50 ± 3,05 mg, além de melhora da área das fibras. Os autores concluem que o aumento de PGE2 melhorou a saúde muscular ao reduzir a disfunção mitocondrial, sugerindo uma nova estratégia para combater sarcopenia e melhorar a recuperação do manguito rotador.

Isso chama atenção porque coincide com aquilo que vemos na prática: em pessoas mais velhas, o ombro lesionado não sofre só pelo tendão. Ele sofre também por perda muscular, gordura dentro do músculo e pior recuperação biológica.

Coração envelhecido: menos inflamação, menos estresse oxidativo, melhor função

A mesma lógica apareceu no coração. Um estudo da revista Experimental Gerontology, disponível online em 20 de fevereiro de 2025, tratou camundongos jovens e idosos por quatro semanas e avaliou função cardíaca por ecocardiograma.

O resultado mais importante foi este: o tratamento aumentou PGE2, reduziu 15-PGDH e troponina I no coração e melhorou de forma significativa a função sistólica e diastólica dos animais idosos, efeito que não apareceu nos jovens. Em outra parte do artigo, os autores mostram que a fração de ejeção do ventrículo esquerdo subiu de 52,41% nos animais idosos para 63,73% com tratamento, enquanto a relação E/e’, usada para avaliar função diastólica, caiu de 13,15 para 9,89.

Além disso, o estudo relata redução de fibrose, de estresse oxidativo e de inflamação crônica no coração envelhecido.

Isso sugere que o eixo 15-PGDH/PGE2 pode ter relevância não apenas em músculos e articulações, mas também em órgãos vitais.

Medula óssea: um assunto menos falado, mas muito importante

Outro trabalho importante foi publicado na Stem Cells em 17 de setembro de 2025. Ele avaliou o envelhecimento da medula óssea, que é fundamental para a produção de sangue e para a resposta do organismo a situações de estresse, como infecções, inflamações, quimioterapia e transplantes.

Os autores mostram que, em camundongos idosos, a inibição de 15-PGDH expandiu populações de células-tronco e progenitoras, acelerou a recuperação do sangue após transplante e reduziu o chamado viés mieloide, uma alteração típica do envelhecimento hematológico. O estudo também destaca que isso aconteceu sem bagunçar a produção basal de sangue, o que é um dado muito relevante.

Para o leitor leigo, a mensagem aqui é simples: a gerozima não parece atuar só em tecidos “de movimento”. Ela também aparece em sistemas de renovação profunda do organismo.

Cérebro, barreira cerebral e cognição

Talvez a parte mais surpreendente dessa história seja o cérebro. Em um artigo publicado na PNAS em 21 de maio de 2025, os autores mostraram que a 15-PGDH está aumentada em Alzheimer, traumatismo craniano e envelhecimento, tanto em humanos quanto em camundongos.

O artigo relata que a inibição da enzima protegeu a barreira hematoencefálica, bloqueou a produção de espécies reativas de oxigênio, reduziu neurodegeneração e preservou cognição em modelos animais de Alzheimer e traumatismo craniano. Os autores também relatam aumento de 75% do mRNA de 15-PGDH em cérebros humanos com Alzheimer e mostram que o tratamento preveniu totalmente prejuízo em testes de memória espacial em camundongos.

Esse é um braço da pesquisa que ainda exige muita calma, mas ele amplia bastante a importância do tema.

Como a química está ajudando isso a virar tratamento

Uma descoberta científica só começa a se transformar em tratamento quando a química medicinal avança junto. E isso também está acontecendo.

O artigo do Journal of Medicinal Chemistry, publicado em 27 de agosto de 2025, explica que os pesquisadores conseguiram resolver a primeira estrutura da 15-PGDH ligada a pequenos inibidores, o que ajuda a entender exatamente como essas moléculas se encaixam na enzima. Já o estudo da Nature Communications mostra que a enzima tem uma espécie de “tampa” que se fecha sobre o inibidor, e que dois resíduos, F185 e Y217, funcionam como dobradiças desse processo.

Em palavras simples: os cientistas já não estão mais “atirando no escuro”. Eles estão entendendo com precisão como a molécula funciona. Isso acelera o desenvolvimento de compostos mais estáveis, mais seletivos e mais adequados para uso futuro.

O artigo do Journal of Medicinal Chemistry informa ainda que, até aquele momento, o MF-300 era o único inibidor oral de 15-PGDH que havia chegado à clínica. Isso mostra que o campo já está saindo da fase puramente teórica.

O que podemos concluir com esses estudos ?

A grande força da gerozima está em três pontos:

O primeiro é que ela oferece uma explicação muito elegante para parte da perda de regeneração que acompanha o envelhecimento. Em vez de aceitar que o tecido envelhece porque “sim”, a pesquisa mostra que pode existir um freio bioquímico ativo por trás disso.

O segundo é que os resultados aparecem em vários sistemas diferentes: músculo, cartilagem, ombro, coração, medula óssea e cérebro. Isso aumenta muito a relevância biológica do alvo.

O terceiro é que não estamos falando só de mudar marcadores no laboratório. Estamos falando de desfechos que fazem sentido para a vida real: mais força, menos dor, melhor mobilidade, melhor recuperação, melhor função cardíaca e preservação de cognição em modelos animais.

Em resumo

Depois de analisar esse conjunto de estudos, eu vejo a gerozima como um dos temas mais promissores da medicina regenerativa atual. A 15-PGDH deixou de ser uma enzima pouco conhecida e passou a ocupar um lugar central na discussão sobre envelhecimento funcional.

No músculo, sua inibição foi associada a mais força e rejuvenescimento do tecido. Na cartilagem, ela apareceu como um alvo capaz de estimular regeneração e reduzir dor. No ombro, ajudou a recuperar parte da massa muscular perdida. No coração, melhorou função e reduziu inflamação. Na medula óssea, aumentou resiliência regenerativa. E, no cérebro, mostrou um sinal importante de proteção da barreira hematoencefálica e da cognição.

Para finalizar: o que existe hoje é uma base científica muito forte, com resultados bastante animadores, principalmente em modelos animais e em alguns experimentos com tecido humano. Isso ainda não significa que já exista um tratamento estabelecido e disponível para uso amplo em pacientes. Ainda são necessários mais estudos clínicos para confirmar eficácia, segurança, dose e tempo de uso. Mas, como linha de pesquisa, poucas coisas me parecem tão interessantes quanto isso neste momento.

Referências

  1. Blau HM, Porpiglia E. From Cell Reprogramming to Tissue Rejuvenation: Countering Aging by Targeting a Gerozyme. Annu Rev Pharmacol Toxicol. 2026;66:7-26. Disponível em: https://doi.org/10.1146/annurev-pharmtox-071724-100856

  2. Singla M, Wang YX, Monti E, Bedi Y, Agarwal P, Su S, et al. Inhibition of 15-hydroxy prostaglandin dehydrogenase promotes cartilage regeneration. Science. First release 27 Nov 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1126/science.adx6649

  3. Huang W, Li H, Kiselar J, Fink SP, Regmi S, Day A, et al. Small molecule inhibitors of 15-PGDH exploit a physiologic induced-fit closing system. Nat Commun. 2023;14:784. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41467-023-36463-7

  4. Koh Y, Vázquez-Rosa E, Gao F, Li H, Chakraborthy S, Tripathi SJ, et al. Inhibiting 15-PGDH blocks blood-brain barrier deterioration and protects mice from Alzheimer’s disease and traumatic brain injury. Proc Natl Acad Sci U S A. 2025;122(21):e2417224122. Disponível em: https://doi.org/10.1073/pnas.2417224122

  5. Dodda LS, Campos S, Ciccone D, Carreiro S, Leit S, Brennan D, et al. Knowledge and Structure-Based Drug Design of 15-PGDH Inhibitors. J Med Chem. 2025;68:18436-18462. Disponível em: https://doi.org/10.1021/acs.jmedchem.5c01231

  6. Shu L, Wang X, Wang H, Tang Y, Wang C, Zhang Y. PGE2 Ameliorates Aging-Aggravated Rotator Cuff Muscle Atrophy. J Bone Joint Surg Am. 2025;107(15):1736-1745. Disponível em: https://doi.org/10.2106/JBJS.24.00866

  7. Zhang L, Wang Q, Guan W. Inhibition of 15-PGDH by SW033291 ameliorates age-related heart failure in mice. Exp Gerontol. 2025;202:112710. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.exger.2025.112710

  8. Chaudhary R, Cordova BA, Hong M, Klein BR, Contreras LA, Rashmil R, et al. 15-PGDH inhibition enhances hematopoietic regeneration during aging. Stem Cells. 2025;43:sxaf047. Disponível em: https://doi.org/10.1093/stmcls/sxaf047

  9. Zhang Y, Desai A, Yang SY, Bae KB, Antczak MI, Fink SP, et al. Inhibition of the prostaglandin-degrading enzyme 15-PGDH potentiates tissue regeneration. Science. 2015;348(6240):aaa2340. Disponível em: https://doi.org/10.1126/science.aaa2340

  10. Li X, Ellman M, Muddasani P, Wang JHC, Cs-Szabo G, van Wijnen AJ, Im HJ. Prostaglandin E2 and its cognate EP receptors control human adult articular cartilage homeostasis and are linked to the pathophysiology of osteoarthritis. Arthritis Rheum. 2009;60(2):513-523. Disponível em: https://doi.org/10.1002/art.24258

  11. Tchetina EV, Di Battista JA, Zukor DJ, Antoniou J, Poole AR. Prostaglandin PGE2 at very low concentrations suppresses collagen cleavage in cultured human osteoarthritic articular cartilage. Arthritis Res Ther. 2007;9(4):R75. Disponível em: https://doi.org/10.1186/ar2273

  12. Otsuka S, Aoyama T, Furu M, Ito K, Jin Y, Nasu A, et al. PGE2 signal via EP2 receptors evoked by a selective agonist enhances regeneration of injured articular cartilage. Osteoarthritis Cartilage. 2009;17(4):529-538. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.joca.2008.09.003

6 de março de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Como Aplicações de Laser Dentro do Joelho Reduzem a Dor

by Otávio Melo 5 de março de 2026

Terapia a Laser Intra-Articular: uma nova fronteira no tratamento das doenças articulares

A osteoartrite e outras doenças articulares degenerativas estão entre as principais causas de dor crônica e incapacidade no mundo. Milhões de pessoas convivem diariamente com limitações funcionais que comprometem mobilidade, qualidade de vida e independência.

Tradicionalmente, o tratamento dessas condições envolve medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia, infiltrações articulares e, em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos como artroplastia. No entanto, nos últimos anos, a medicina regenerativa e a biofotônica vêm abrindo caminhos para abordagens inovadoras.

Entre essas novas estratégias terapêuticas destaca-se a terapia a laser intra-articular, também chamada de Intra-Articular Laser Therapy (IALT). Essa técnica utiliza a luz de baixa intensidade diretamente dentro da articulação com o objetivo de modular processos biológicos associados à inflamação, degeneração e dor.

Um estudo recente revisou diversas pesquisas sobre essa tecnologia e revelou resultados promissores para pacientes com osteoartrite e outras condições articulares. Neste artigo, vamos explorar em detalhes o que diz essa pesquisa científica, como funciona o mecanismo biológico da terapia e quais são os possíveis impactos clínicos dessa abordagem.


O estudo científico que investigou a terapia a laser intra-articular

O artigo científico analisado foi publicado na revista Rawal Medical Journal, no volume 51, edição de janeiro a março de 2026.

O estudo intitulado:

“Intra-articular laser therapy: A novel approach for the joint treatment”
pode ser acessado aqui:

O trabalho foi conduzido por pesquisadores de diversas instituições internacionais, incluindo:

  • Isfahan University of Medical Sciences (Irã)

  • European Laser and Laser TCM Academy

  • International Society of Medical Laser Applications

O objetivo principal da pesquisa foi analisar evidências científicas existentes sobre a eficácia da terapia a laser intra-articular no tratamento de doenças articulares, especialmente a osteoartrite.


Como funciona a terapia a laser de baixa intensidade

Para entender o potencial dessa abordagem, é importante compreender o conceito de fotobiomodulação, também conhecida como Low-Level Laser Therapy (LLLT).

Ao contrário dos lasers cirúrgicos que geram calor e podem cortar ou cauterizar tecidos, a fotobiomodulação utiliza luz de baixa potência, capaz de desencadear reações bioquímicas dentro das células.

Segundo o artigo analisado, a luz é absorvida principalmente por estruturas celulares chamadas cromóforos, especialmente a enzima mitocondrial citocromo c oxidase.

Esse processo desencadeia uma série de efeitos biológicos importantes:

  • aumento da produção de ATP (energia celular)

  • modulação de espécies reativas de oxigênio

  • melhora da circulação local

  • redução de mediadores inflamatórios

  • estímulo à regeneração tecidual

Esses mecanismos explicam por que a fotobiomodulação tem sido investigada em diversas áreas da medicina, incluindo:

  • ortopedia

  • medicina esportiva

  • dermatologia

  • reabilitação

  • medicina regenerativa

Para entender melhor os fundamentos da medicina regenerativa aplicada à saúde musculoesquelética, veja também:

https://www.regenius.com.br/post/medicina-regenerativa-o-que-e


O diferencial da aplicação intra-articular

A maioria dos tratamentos com laser terapêutico é aplicada externamente sobre a pele. Embora isso já produza benefícios clínicos, parte da energia luminosa pode ser absorvida ou dispersada antes de atingir estruturas profundas.

A terapia intra-articular foi desenvolvida justamente para superar essa limitação.

Nesse procedimento, uma fibra óptica ou agulha especial permite que a luz seja aplicada diretamente dentro da articulação, atingindo tecidos como:

  • cartilagem

  • membrana sinovial

  • ligamentos

  • cápsula articular

De acordo com os autores, essa abordagem permite penetração mais profunda e efeito terapêutico direto nas estruturas lesionadas.


Como os pesquisadores conduziram a revisão científica

Os pesquisadores realizaram uma revisão narrativa da literatura científica.

Para isso, eles analisaram grandes bases de dados médicas, incluindo:

  • PubMed

  • MEDLINE

  • Cochrane Library

  • Scopus

  • ScienceDirect

  • Google Scholar

Foram incluídos estudos publicados desde 1950 até setembro de 2024.

Após análise criteriosa dos critérios de inclusão e exclusão, cinco estudos científicos foram selecionados para avaliação detalhada.

Entre eles estavam:

  • 3 séries de casos clínicos

  • 2 ensaios clínicos

O objetivo foi avaliar principalmente quatro desfechos clínicos:

  1. redução da dor

  2. melhora da função articular

  3. amplitude de movimento

  4. possíveis efeitos adversos


Resultados clínicos observados

Os dados analisados na revisão científica mostram resultados bastante relevantes.

Redução significativa da dor

Diversos estudos utilizaram a escala visual analógica (VAS) para medir dor.

Um dos estudos avaliados demonstrou:

  • redução da dor de 3,8 para 1,2 no joelho esquerdo

  • redução de 3,4 para 1,8 no joelho direito

Esses resultados apresentaram significância estatística (p = 0,002 e p = 0,004).

Outro estudo observou queda na dor de:

7,06 para 3,17 em pacientes com osteoartrite de joelho.


Melhora da função articular

A função articular também apresentou melhora relevante.

Um dos estudos analisados mostrou que o Índice de Lequesne caiu de:

13,31 para 4,47 após três sessões de tratamento.

Esse índice é amplamente utilizado para avaliar gravidade da osteoartrite e incapacidade funcional.

Outra métrica utilizada foi o WOMAC (Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index), que também apresentou melhora significativa.


Possibilidade de evitar cirurgia

Um dado particularmente interessante foi observado em um estudo clínico analisado.

Após terapia com laser intra-articular:

  • 46% das articulações apresentaram melhora clínica significativa após 6 meses

  • 32% mantiveram o benefício por até 2 anos

Em muitos desses casos, os pacientes conseguiram evitar procedimentos cirúrgicos durante esse período.


Combinação com terapias regenerativas

Um dos aspectos mais interessantes observados nos estudos foi a combinação do laser intra-articular com terapias regenerativas.

Entre elas:

  • PRP (plasma rico em plaquetas)

  • exossomos derivados de tecido adiposo

  • ácido hialurônico

  • polinucleotídeos bioativos

Segundo os autores, essas abordagens combinadas podem potencializar os efeitos terapêuticos.

Por exemplo, um estudo citado demonstrou que pacientes que não haviam respondido ao PRP isolado apresentaram melhora quando o tratamento foi associado ao laser intra-articular.

Saiba mais sobre PRP no blog Regenius:

https://www.regenius.com.br/post/prp-plasma-rico-em-plaquetas


O que acontece dentro da articulação após a terapia

Os pesquisadores também discutem possíveis mecanismos biológicos que explicam os resultados observados.

Entre os principais efeitos da fotobiomodulação estão:

1. Ativação mitocondrial

A luz estimula a cadeia respiratória celular, aumentando a produção de ATP.

Isso fornece energia adicional para processos de reparo tecidual.


2. Modulação inflamatória

A terapia reduz mediadores inflamatórios, incluindo citocinas pró-inflamatórias.

Estudos experimentais mostram redução de marcadores inflamatórios em modelos de artrite.


3. Melhora da circulação local

A fotobiomodulação pode estimular liberação de óxido nítrico, promovendo vasodilatação e melhor perfusão tecidual.

 


4. Estímulo à regeneração da cartilagem

Pesquisas sugerem que a fotobiomodulação pode estimular atividade condrocitária e síntese de matriz extracelular.


Segurança do procedimento

Outro aspecto relevante observado na revisão foi o perfil de segurança.

Nenhum dos estudos analisados relatou complicações graves associadas à terapia.

Os eventos observados foram leves e transitórios, como:

  • hiperemia local temporária

  • desconforto leve no local da aplicação

Isso sugere que o procedimento pode ser bem tolerado quando realizado por profissionais treinados.


Limitações das evidências atuais

Apesar dos resultados promissores, os autores destacam algumas limitações importantes.

Entre elas:

  1. número ainda reduzido de estudos clínicos

  2. heterogeneidade dos protocolos de tratamento

  3. diferentes combinações terapêuticas utilizadas

  4. tamanho limitado de algumas amostras

Esses fatores dificultam estabelecer conclusões definitivas sobre a magnitude exata do efeito terapêutico.

Portanto, ensaios clínicos maiores e controlados ainda são necessários.


O futuro da terapia a laser intra-articular

Mesmo com essas limitações, o conjunto de evidências sugere que a terapia a laser intra-articular pode representar uma nova fronteira no tratamento das doenças articulares.

Essa abordagem se alinha com tendências importantes da medicina moderna:

  • medicina regenerativa

  • terapias biológicas

  • tratamentos minimamente invasivos

  • modulação de processos celulares

Se pesquisas futuras confirmarem esses resultados, a tecnologia poderá desempenhar papel relevante no tratamento de:

  • osteoartrite

  • tendinites calcificantes

  • lesões esportivas

  • degeneração articular precoce


Conclusão

A terapia a laser intra-articular representa uma abordagem inovadora que combina princípios da biofotônica e da medicina regenerativa para tratar doenças articulares.

A revisão científica publicada na Rawal Medical Journal (2026) analisou diversos estudos clínicos e encontrou evidências de que essa técnica pode:

  • reduzir significativamente a dor

  • melhorar a função articular

  • aumentar a qualidade de vida

  • potencialmente evitar procedimentos cirúrgicos em alguns pacientes

Embora mais pesquisas sejam necessárias para padronizar protocolos e confirmar resultados em larga escala, os dados atuais indicam que a fotobiomodulação intra-articular pode se tornar uma ferramenta importante na reabilitação musculoesquelética.


Referência

Hoseinzade F, Mehran YZ, Weber M, Weber MH, Golestanha SA, Mirshams S, Raeissadat SA. Intra-articular laser therapy: A novel approach for the joint treatment. Rawal Medical Journal. Jan–Mar 2026;51(1):280-284.

5 de março de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Hipotireoidismo: Nova Esperança Com Tratamento a Laser

by Otávio Melo 3 de março de 2026

Entenda os Possíveis Benefícios do Laser de Baixa Intensidade na Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto — também chamada de tireoidite autoimune crônica — é hoje a principal causa de hipotireoidismo em regiões com ingestão adequada de iodo. Milhões de pessoas no mundo dependem diariamente da levotiroxina para manter níveis hormonais adequados. No entanto, uma pergunta permanece há décadas na endocrinologia: é possível regenerar a tireoide danificada pela autoimunidade?

Em julho de 2010, um estudo brasileiro publicado na revista científica internacional Lasers in Surgery and Medicine (Volume 42, páginas 589–596) trouxe dados inéditos sobre o uso da terapia com laser de baixa intensidade (LLLT – Low-Level Laser Therapy) em pacientes com tireoidite autoimune crônica.

Neste artigo, vamos dissecar o estudo em profundidade, explicar seus métodos, discutir os números, interpretar os resultados como se estivéssemos em uma entrevista científica e comparar essas descobertas com o que já se sabe na literatura médica internacional.


Onde e quando o estudo foi publicado?

O trabalho foi publicado em julho de 2010, na revista Lasers in Surgery and Medicine, um periódico científico internacional revisado por pares, voltado para pesquisas sobre aplicações médicas do laser.

Título do artigo:
“Low-Level Laser Therapy in Chronic Autoimmune Thyroiditis: A Pilot Study”

Autores principais: Danilo B. Höfling e colaboradores, vinculados ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


Entendendo o Problema: O Que é a Tireoidite de Hashimoto?

A tireoidite autoimune crônica é caracterizada por:

  • Infiltração de linfócitos na glândula

  • Produção de autoanticorpos (principalmente TPOAb)

  • Destruição progressiva dos folículos tireoidianos

  • Redução da produção hormonal

  • Dependência de reposição com levotiroxina (LT4)

Não existe até hoje tratamento que reverta estruturalmente a doença — apenas reposição hormonal.

É aqui que o laser entra como hipótese terapêutica.


Como o Estudo Foi Conduzido?

Tipo de estudo

  • Estudo piloto

  • 15 pacientes

  • 13 mulheres e 2 homens

  • Idade média: 44,8 anos

  • Todos com hipotireoidismo por Hashimoto

  • Todos usando levotiroxina

Protocolo do Laser

  • Laser GaAlAs

  • Comprimento de onda: 830 nm (infravermelho)

  • Potência: 50 mW

  • 10 aplicações

  • 2 vezes por semana

  • Fluência principal mais eficaz: 70 J/cm²

  • SAEF médio: 2,0 J/cm²

O laser foi aplicado diretamente sobre a tireoide, delimitada por ultrassonografia.

Nenhum efeito adverso foi observado.


O Que Foi Avaliado?

Os pesquisadores mediram:

  1. T3

  2. T4

  3. T4 livre

  4. TSH

  5. TPOAb (anticorpo antiperoxidase)

  6. TgAb (anticorpo antitireoglobulina)

  7. Ultrassonografia com análise computadorizada da ecogenicidade

  8. Necessidade de levotiroxina


RESULTADO 1: Redução Impressionante da Levotiroxina

Antes do laser:

  • Dose média: 96 ± 22 mcg/dia

9 meses depois:

  • Dose média: 38 ± 23 mcg/dia

  • p < 0.0001 (estatisticamente extremamente significativo)

🔎 Interpretação científica:

Uma redução com p < 0.0001 indica que a probabilidade de esse resultado ser mero acaso é menor que 0,01%.

Mais impressionante ainda:

👉 7 de 15 pacientes (47%) ficaram totalmente sem levotiroxina após 9 meses.

Como pesquisador, eu diria:
“Esse é o dado mais clinicamente relevante do estudo. Não estamos falando apenas de melhora laboratorial, mas de independência parcial da reposição hormonal.”


RESULTADO 2: Redução do Anticorpo TPOAb

Antes do laser:

  • 982 ± 530 U/ml

Depois:

  • 579 ± 454 U/ml

  • p = 0.016

Redução estatisticamente significativa.

Já o TgAb apresentou tendência de queda (p = 0.074), mas não atingiu significância.

📚 Sabemos que níveis elevados de TPOAb refletem atividade autoimune ativa.

 

O selênio também reduz TPOAb — mas não regenera tecido.

O diferencial aqui é que o laser parece atuar em dois níveis:

  • Imunomodulação

  • Regeneração estrutural


RESULTADO 3: A Ultrassonografia Mostrou Algo Fascinante

O índice de ecogenicidade (EI) aumentou significativamente:

Antes:

  • 0,99 ± 0,09

Depois:

  • 1,21 ± 0,19

  • p = 0.001

A ecogenicidade reflete:

  • Menor infiltração linfocitária

  • Melhor arquitetura folicular

  • Possível regeneração estrutural

13 dos 15 pacientes melhoraram o EI.

Seis dos sete que ficaram sem hormônio tiveram aumento do EI.

Isso sugere correlação estrutural-funcional.


Como o Laser Pode Estar Agindo?

Baseado na literatura científica:

  1. Estímulo mitocondrial (citocromo c oxidase)

  2. Aumento de ATP

  3. Modulação de espécies reativas de oxigênio

  4. Redução de citocinas inflamatórias (TNF-α, IL-6, IFN-γ)

  5. Aumento de TGF-β (imunossupressor)

Em resumo:
O laser parece reduzir inflamação e estimular regeneração.


Limitações do Estudo

Como pesquisador, é preciso observar alguns pontos :

  • Apenas 15 pacientes

  • Sem grupo placebo

  • Estudo piloto

Os próprios autores mencionam que um ensaio clínico randomizado estava em andamento.


O Que Isso Significa Para a Medicina?

Se confirmado por estudos maiores, isso pode representar:

  1. Primeira terapia regenerativa para Hashimoto

  2. Redução da dependência hormonal

  3. Novo paradigma terapêutico

E o mais importante:

É um tratamento:

  • Não invasivo

  • Indolor

  • Seguro

  • De baixo custo


Conclusão

Os dados preliminares indicam que a terapia com laser de baixa intensidade:

  • Reduz necessidade de levotiroxina

  • Diminui anticorpos TPOAb

  • Melhora estrutura da glândula

  • Pode modular autoimunidade

Ainda não é tratamento padrão.
Mas abre uma porta científica extremamente promissora.

Artigo de Referência

Höfling DB, Chavantes MC, Juliano AG, Cerri GG, Romão R, Yoshimura EM, Chammas MC.
Low-level laser therapy in chronic autoimmune thyroiditis: a pilot study.
Lasers Surg Med. 2010;42(6):589–596.
doi:10.1002/lsm.20941

Outras referências

Ensaio Clínico Randomizado – Lasers in Medical Science (2013)

Höfling DB, Chavantes MC, Juliano AG, Cerri GG, Knobel M, Yoshimura EM, Chammas MC.
Low-level laser in the treatment of patients with hypothyroidism induced by chronic autoimmune thyroiditis: a randomized, placebo-controlled clinical trial.
Lasers Med Sci. 2013;28(3):743–753.
doi:10.1007/s10103-012-1129-9


Estudo Doppler – ISRN Endocrinology (2012)

Höfling DB, Chavantes MC, Juliano AG, Cerri GG, Knobel M, Yoshimura EM, Chammas MC.
Assessment of the effects of low-level laser therapy on the thyroid vascularization of patients with autoimmune hypothyroidism by color Doppler ultrasound.
ISRN Endocrinol. 2012;2012:126720.
doi:10.5402/2012/126720


Seguimento de 6 Anos – International Journal of Endocrinology (2018)

Höfling DB, Chavantes MC, Buchpiguel CA, Cerri GG, Marui S, Carneiro PC, Chammas MC.
Safety and efficacy of low-level laser therapy in autoimmune thyroiditis: long-term follow-up study.
Int J Endocrinol. 2018;2018:8387530.
doi:10.1155/2018/8387530


Revisão – Journal of Lasers in Medical Sciences (2022)

Hossein-Khannazer N, Kazem Arki M, Keramatinia A, Rezaei-Tavirani M.
Low-level laser therapy in the treatment of autoimmune thyroiditis.
J Lasers Med Sci. 2022;13:e34.
doi:10.34172/jlms.2022.34


Mecanismos Biológicos – AIMS Biophysics (2017)

Hamblin MR.
Mechanisms and applications of the anti-inflammatory effects of photobiomodulation.
AIMS Biophys. 2017;4(3):337–361.
doi:10.3934/biophy.2017.3.337


Ensaio Clínico – Journal of Personalized Medicine (2023)

Berisha-Muharremi V, Tahirbegolli B, Phypers R, Hanna R.
Efficacy of combined photobiomodulation therapy with supplements versus supplements alone in restoring thyroid gland homeostasis in Hashimoto thyroiditis: a clinical feasibility parallel trial with 6-months follow-up.
J Pers Med. 2023;13(8):1274.
doi:10.3390/jpm13081274


Estudo de Volume Tireoidiano – Biomedicines (2025)

Berisha-Muharremi V, Tahirbegolli B, Phypers R, Hanna R.
Evaluation of thyroid volume normalisation in female patients with Hashimoto thyroiditis: a 12-month comparative study of combined supplements and photobiomodulation versus supplementation alone.
Biomedicines. 2025;13(7):1555.
doi:10.3390/biomedicines13071555


Revisão Sistemática – Journal of Lasers in Medical Sciences (2024)

Noghabaei G, Ahmadzadeh A, Pouran F, Mahdavian A, Rezaei M, Razzaghi M, Mansouri V, Maleki F.
The role of laser and microwave in treatment of endocrine disorders: a systematic review.
J Lasers Med Sci. 2024;15:e23.
doi:10.34172/jlms.2024.23

3 de março de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Qual a sua Chance de Desenvolver Diabetes nos Próximos 10 Anos?

by Otávio Melo 26 de fevereiro de 2026

É possível prever o aparecimento do Diabetes ?

Durante muito tempo, o diabetes tipo 2 parecia surgir “de repente”. Um exame alterado, um diagnóstico inesperado — e a doença já estava ali.

Mas a ciência mudou essa história.

Hoje já sabemos que o diabetes tipo 2 se desenvolve lentamente, ao longo de anos. Ele é silencioso no início. E justamente por isso, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta capaz de estimar o risco individual de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos 10 anos.

Essa inovação representa um avanço importante na medicina preventiva nacional e reforça uma mudança de paradigma: em vez de esperar a doença aparecer, podemos agir antes.

A ferramenta brasileira calcula a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 na próxima década com base em dados simples da sua própria saúde.

O preenchimento é rápido e o resultado aparece em forma de porcentagem.

Não é um diagnóstico.
É uma estimativa baseada em dados científicos da população brasileira.

E essa diferença é fundamental.


O diabetes tipo 2 é silencioso — e é aí que mora o perigo

O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo.

Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil tem mais de 16 milhões de pessoas vivendo com a doença.

O problema é que, no início, quase não há sintomas.

Muitas vezes o diagnóstico só acontece quando já existem complicações como:

  • Doenças cardiovasculares

  • Problemas renais

  • Alterações na visão

  • Neuropatias

Por isso, prever o risco antes que a doença apareça é uma estratégia poderosa de prevenção.


A Importância Estratégica da Predição em Saúde

Saber seu risco muda sua forma de agir.

Se uma pessoa descobre que tem 30% ou 40% de chance de desenvolver diabetes em 10 anos, isso deixa de ser uma possibilidade distante e passa a ser um alerta concreto.

E agir cedo faz diferença real.

O clássico estudo Diabetes Prevention Program (DPP), publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que mudanças no estilo de vida reduziram em 58% o risco de progressão para diabetes em pessoas de alto risco.

Isso significa que prevenção não é teoria — é resultado comprovado.


Como a calculadora funciona ?

A ferramenta reúne informações que já sabemos, há décadas, que influenciam o risco de diabetes.

Cada fator tem um impacto diferente.

Alguns aumentam o risco.
Outros reduzem.

O sistema combina todos esses elementos e entrega um resultado em porcentagem.

É como se fosse uma “fotografia do seu risco futuro”, baseada na sua realidade atual.


Fatores Utilizados no Cálculo

A calculadora considera:

  • Idade

  • Índice de Massa Corporal (IMC)

  • Circunferência abdominal

  • Pressão arterial

  • Glicemia de jejum

  • Colesterol e triglicerídeos

  • Histórico familiar de diabetes

  • Hábitos de vida

Esses fatores são amplamente reconhecidos na literatura médica como determinantes importantes para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.


O que fazer se o risco for alto?

Descobrir que o risco está elevado não é uma sentença.

É uma oportunidade.

As medidas mais eficazes incluem:

✔️ Redução de peso (mesmo pequenas perdas já reduzem o risco)
✔️ Atividade física regular
✔️ Alimentação equilibrada
✔️ Controle da pressão arterial
✔️ Acompanhamento médico

Mudanças sustentadas ao longo do tempo podem evitar a progressão para diabetes.


Estamos entrando na era da prevenção personalizada

Durante décadas, a medicina foi centrada no tratamento.

Agora estamos avançando para algo mais inteligente:

Prever → Agir → Evitar.

Ferramentas como essa colocam o poder da informação nas mãos do paciente.

E quando falamos de diabetes tipo 2, tempo é tudo.


Quer saber seu risco?

Se você ficou curioso e quer descobrir qual é a sua probabilidade de desenvolver diabetes nos próximos 10 anos, pode acessar a calculadora oficial aqui:

👉 Faça seu teste neste link:
🔗 https://paulabracco.shinyapps.io/BrDMrisc_pt/#section-calculadora

Responda às perguntas com atenção e, depois, converse com seu médico sobre o resultado.

Prevenção começa com informação.
E informação gera transformação.

 

Referências:

Knowler WC, Barrett-Connor E, Fowler SE, et al. Reduction in the incidence of type 2 diabetes with lifestyle intervention. N Engl J Med. 2002;346:393-403. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11832527/

Tabák AG, Herder C, Rathmann W, et al. Prediabetes: a high-risk state for diabetes development. Lancet. 2012;379:2279-2290. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26446192/

Lindström J, Tuomilehto J. The Diabetes Risk Score. Diabetes Care. 2003;26(3):725-731. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12663559/

Bracco PA, Schmidt MI, Vigo A, Mill JG, Vidigal PG, Barreto SM, et al. BrDMrisc – Online Brazilian Risk Score for Incident Type 2 Diabetes – ELSA-Brasil Cohort. Rev. Saude Publica. 2025;59:e52. Disponível em https://doi.org/10.11606/s1518-

8787.2025059007088https://www.scielo.br/j/rsp/a/p77N48W4bBTVxGSVDW73RTL/?lang=en

26 de fevereiro de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Ciência Comprova : A Cartilagem Regenera !

by Otávio Melo 18 de fevereiro de 2026

INJEÇÃO QUE REGENERA CARTILAGEM: O QUE A CIÊNCIA REALMENTE DESCOBRIU

A osteoartrite (artrose) é hoje uma das maiores causas de dor crônica e incapacidade no mundo. Segundo o Lancet (2015), mais de 1 em cada 5 adultos apresenta algum grau da doença.

O grande problema sempre foi o mesmo: a cartilagem praticamente não se regenera.

Mas isso pode estar mudando.

Em 27 de novembro de 2025, a revista Science, uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo, publicou um estudo revolucionário liderado por pesquisadores da Stanford University demonstrando que a inibição da enzima 15-PGDH pode promover regeneração da cartilagem articular .

E os resultados são impressionantes.


O QUE É A 15-PGDH E POR QUE ELA IMPORTA?

A 15-hidroxi-prostaglandina desidrogenase (15-PGDH) é uma enzima responsável por degradar prostaglandinas, especialmente a PGE2, uma molécula envolvida em regeneração tecidual.

Os autores descrevem a 15-PGDH como um “gerozyme” — uma enzima que se eleva com o envelhecimento e acelera o declínio funcional dos tecidos .

O que eles descobriram?

  • A 15-PGDH está 2 vezes mais elevada na cartilagem de camundongos idosos.

  • Após lesão do joelho, seus níveis aumentam ainda mais.

  • Essa elevação reduz PGE2 e compromete a capacidade regenerativa.


COMO O ESTUDO FOI REALIZADO?

O desenho experimental foi robusto e dividido em três grandes frentes:

Modelo de envelhecimento

Camundongos idosos (24 meses) receberam o inibidor SW033291 por 1 mês.

Resultado:

  • Aumento significativo da espessura da cartilagem.

  • Redução do escore OARSI (escala padrão para dano articular).

  • Aumento de colágeno tipo II e agrecano .

Modelo de lesão (ruptura de LCA)

Foi induzida osteoartrite pós-traumática.
Os animais receberam injeções intra-articulares do inibidor.

Resultado:

  • Redução significativa do dano estrutural.

  • Aumento do conteúdo de glicosaminoglicanos (GAGs).

  • Redução de citocinas inflamatórias (CCL4, CXCL10, IL-2).

  • Redução da dor em testes comportamentais .

Cartilagem humana

Cartilagem retirada de pacientes submetidos à prótese total de joelho foi tratada com o inibidor por 7 dias.

Resultados:

  • Redução da atividade da 15-PGDH.

  • Aumento de GAGs (teste DMMB).

  • Aumento da rigidez mecânica (módulo de Young).

  • Redução de marcadores inflamatórios .


ANÁLISE DOS RESULTADOS (COMO UM PESQUISADOR EXPLICARIA)

Se analisarmos os dados friamente:

  • O cluster de condrócitos hipertróficos caiu de 8% para 3% após tratamento.

  • Os condrócitos produtores de matriz aumentaram de 22% para 42% .

Isso significa uma mudança de identidade celular, e não apenas crescimento tecidual.

Não houve aumento de proliferação (Ki67 não aumentou).

Ou seja:
A regeneração ocorreu por reprogramação funcional das células existentes.

Isso é extraordinário.


A DOR TAMBÉM MELHOROU

Contrariando a ideia de que PGE2 aumenta dor, a elevação fisiológica induzida pela inibição da 15-PGDH:

  • Melhorou padrão de marcha (CatWalk)

  • Reduziu alodinia (Von Frey)

  • Aumentou tolerância à pressão (PAM test) .

Isso sugere que a modulação é diferente da inflamação aguda.


IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Se validado em humanos:

  • Pode se tornar o primeiro medicamento modificador da doença.

  • Pode reduzir necessidade de prótese.

  • Pode ser aplicado intra-articularmente.


REFERÊNCIA

  1. Singla M, Wang YX, Monti E, Bedi Y, Agarwal P, Su S, et al. Inhibition of 15-hydroxy prostaglandin dehydrogenase promotes cartilage regeneration. Science. 2025 Nov 27. doi:10.1126/science.adx6649

(As demais referências citadas estão disponíveis no próprio artigo da Science, seção References.)

18 de fevereiro de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Por Que Pessoas com Câncer Desenvolvem Menos Alzheimer

by Otávio Melo 17 de fevereiro de 2026

A DESCOBERTA QUE MUDA TODA NOSSA COMPREENSÃO SOBRE A DOENÇA

Você sabia que pessoas com histórico de câncer podem ter menor risco de Alzheimer?

Durante décadas, médicos observaram esse fenômeno, sem saber explicar o motivo: pacientes com histórico de câncer desenvolviam menos perda de memória devido ao mal de Alzheimer.

Isso intrigava pesquisadores do mundo inteiro. Afinal, o câncer costuma provocar inflamação, estresse físico intenso e tratamentos agressivos. Como algo assim poderia estar associado a um risco menor de demência?

Seria coincidência? Erro estatístico? Seria por que as pessoas com tumores morriam mais cedo e antes de desenvolverem os sintomas do Alzheimer ? Ou haveria um mecanismo biológico real por trás dessa relação?

Agora, um estudo publicado em 5 de fevereiro de 2026, na revista Cell (Volume 189, Issue 3), trouxe uma resposta robusta e experimental para essa questão.


O QUE OS ESTUDOS JÁ MOSTRAVAM

Antes de falarmos da nova descoberta, vale entender o que já se sabia.

Em 2020, uma grande análise publicada no JAMA Network Open reuniu dados de mais de 9,6 milhões de pessoas. O resultado mostrou que indivíduos com histórico de câncer apresentavam menos risco de desenvolver Alzheimer.

Os pesquisadores investigaram possíveis distorções estatísticas e concluíram que a associação não parecia ser apenas um erro metodológico.

Mas faltava entender o “por quê”.


A DESCOBERTA DE 2026: A PEÇA QUE FALTAVA

O estudo publicado na Cell foi o primeiro a demonstrar um mecanismo biológico claro para explicar essa relação.

Os cientistas descobriram que alguns tumores periféricos (fora do cérebro) liberam uma proteína chamada cistatina-C.

Essa proteína:

  • Entra na corrente sanguínea

  • Consegue atravessar a barreira que protege o cérebro

  • Interage com depósitos de beta-amiloide

  • Ativa uma célula de defesa cerebral chamada microglia

  • Estimula a degradação de placas já existentes

Esse ponto é crucial:

Não se trata apenas de impedir novas placas.
Trata-se de ajudar o cérebro a remover placas que já estão lá.

E quando os pesquisadores bloquearam uma proteína específica chamada TREM2, o efeito protetor desapareceu completamente.

Isso mostrou que o fenômeno não era coincidência.

Era biologia.


ENTENDENDO DE FORMA SIMPLES: O QUE É A MICROGLIA?

A microglia é como a “equipe de limpeza” do cérebro.

Quando surgem resíduos ou proteínas tóxicas, ela deveria:

  • Identificar o problema

  • Cercar a área

  • Engolir e degradar o material

No Alzheimer, esse sistema de limpeza parece falhar.

O estudo mostrou que a cistatina-C liberada pelo câncer ajuda a “reativar” essa capacidade natural de limpeza por meio da ativação do TREM2.


O QUE É TREM2 E POR QUE ELE É IMPORTANTE?

TREM2 é uma proteína presente na superfície da microglia.

Ela funciona como um sensor.
Quando ativada, envia sinais internos que permitem que a microglia:

  • Tenha energia suficiente

  • Sobreviva em ambiente inflamatório

  • Engula placas amiloides

  • Proteja os neurônios ao redor

Quando o TREM2 não funciona bem — por mutação genética, por exemplo — o risco de Alzheimer aumenta.

Ou seja:

Não é apenas a formação de placas que importa.
É a capacidade do cérebro de lidar com elas.


O PAPEL DA GENÉTICA: ONDE ENTRA O APOE4?

Outro fator importante é o gene APOE, especialmente sua variante chamada APOE4. Ele codifica a produção da Apolipoproteína E (ApoE) uma proteína envolvida no transporte de colesterol e lipídios no organismo — especialmente no cérebro.

O artigo da Cell (2022) cita trabalhos (Neuron) mostrando que TREM2 liga apolipoproteínas (incluindo APOE) e isso facilita a captação de Aβ pela microglia.

Em linguagem simples: ApoE pode funcionar como uma “ponte” para ajudar a microglia a reconhecer/engolir Aβ via TREM2.

Existem três versões principais desse gene:

  • APOE2 (tende a proteger)

  • APOE3 (mais comum)

  • APOE4 (associada a maior risco)

Cada pessoa herda dois alelos (um de cada pai).

Possíveis combinações:

  • ε3/ε3 (mais comum)

  • ε3/ε4

  • ε4/ε4

  • ε2/ε3

  • ε2/ε4

  • ε2/ε2 (raro)

A variante ε4 é o maior fator genético de risco para Alzheimer tardio (não familiar precoce).

Risco relativo aproximado:

  • 1 cópia (ε3/ε4): risco 2–3 vezes maior

  • 2 cópias (ε4/ε4): risco 8–12 vezes maior

  • ε2: parece ter efeito protetor

Probabilidades reais por idade

Os números variam por estudo e população, mas estimativas aproximadas. Quem tem uma cópia do APOE4 tem risco maior de desenvolver Alzheimer ao longo da vida. Quem tem duas cópias tem risco ainda maior.

Sem ApoE4 (ε3/ε3)

Risco ao longo da vida: ~10–15%

1 cópia ε4

Risco ao longo da vida: ~20–30%

2 cópias ε4

Risco ao longo da vida: ~50–60%


POR QUE APOE4 AUMENTA O RISCO?

As principais hipóteses científicas:

Reduz depuração de beta-amiloide

ApoE4 tem menor eficiência na remoção de Aβ.

Aumenta inflamação microglial

Interage com TREM2 e modula resposta imune cerebral.

Aumenta permeabilidade da barreira hematoencefálica

Disfunção vascular cerebral é mais comum em portadores.

Disfunção mitocondrial

Maior estresse oxidativo.

Maior deposição de amiloide mais cedo

Portadores ε4 acumulam placas 10–15 anos antes.


Mas é fundamental entender:

ApoE4 não é sentença. É aumento de probabilidade.

Estilo de vida, saúde vascular e inflamação fazem enorme diferença.

E há evidências de que o APOE4 também influencia como a microglia reage às placas — o que conecta essa variante genética ao funcionamento do TREM2.


ISSO MUDA A FORMA COMO ENXERGAMOS O ALZHEIMER

Durante anos, o foco principal do tratamento foi remover placas com anticorpos.

Essas terapias conseguem reduzir a quantidade de amiloide, mas apresentam:

  • Benefício cognitivo modesto

  • Alto custo

  • Risco de efeitos adversos

O estudo de 2026 sugere uma abordagem diferente:

Em vez de apenas retirar placas artificialmente, talvez possamos restaurar a capacidade natural do cérebro de fazer isso sozinho.

Essa mudança de perspectiva é profunda.


E A CISTATINA-C? É POSSÍVEL SUPLEMENTAR?

Essa é uma pergunta comum.

Hoje, não existe suplemento aprovado de cistatina-C.

Ela não é vitamina nem hormônio comum.
É uma proteína complexa que atua em diversos sistemas do corpo.

Inclusive, níveis elevados no sangue são usados como marcador de função renal e podem estar associados a risco cardiovascular.

Ou seja:

Aumentar cistatina-C por conta própria não é recomendável.

A ciência ainda precisa entender qual forma molecular exata, em qual dose e em qual contexto ela atua de forma protetora.

Provavelmente, no futuro, veremos terapias direcionadas que ativem o TREM2 de maneira controlada — e não simplesmente suplementação indiscriminada.


O QUE VOCÊ PODE FAZER HOJE

Enquanto terapias inovadoras estão sendo estudadas, a ciência já sabe que algumas estratégias reduzem risco real de declínio cognitivo:

✔ Exercício físico regular
✔ Controle rigoroso da pressão arterial
✔ Controle do açúcar no sangue
✔ Alimentação no padrão mediterrâneo
✔ Sono adequado
✔ Estímulo cognitivo contínuo

Estudos mostram que mesmo pessoas com predisposição genética respondem positivamente a essas intervenções.


UMA NOVA ERA: A NEUROIMUNOLOGIA

O grande impacto dessa descoberta é mostrar que:

O cérebro não está isolado do resto do corpo.

Sistema imune, câncer, metabolismo e envelhecimento estão interligados.

Talvez o Alzheimer não seja apenas uma doença de acúmulo de placas.

Talvez seja, em grande parte, uma falha na capacidade do cérebro de limpar e responder ao dano.

Se essa linha de pesquisa se confirmar em humanos, estaremos diante de uma das maiores mudanças na história do tratamento do Alzheimer.


CONCLUSÃO

O paradoxo entre câncer e Alzheimer finalmente ganhou explicação molecular.

A proteína cistatina-C, liberada por tumores, pode ativar um mecanismo natural de defesa cerebral por meio do TREM2, estimulando a remoção de placas amiloides, e isso abre uma nova perspectiva terapêutica:

Degradar placas já existentes.
Restaurar função microglial.
Modular comunicação sistêmica.

Se confirmado em humanos, isso pode representar uma das maiores revoluções no tratamento do Alzheimer nas próximas décadas.

Ainda estamos no início dessa história.

Mas a mensagem mais importante permanece:

Genética influencia.
Inflamação influencia.
Imunidade cerebral influencia.
E o risco não é destino.

A ciência está avançando — e talvez estejamos mais próximos de entender como proteger o cérebro de forma inteligente e personalizada.


REFERÊNCIAS

  • Li X, Tang X, Zeng J, et al. Peripheral cancer attenuates amyloid pathology in Alzheimer’s disease via cystatin-c activation of TREM2. Cell. 2026;189(3):853-871.e31.

  • Ospina-Romero M, Glymour MM, Hayes-Larson E, et al. Association Between Alzheimer Disease and Cancer. JAMA Netw Open. 2020;3(11):e2025515.

  • Wang S, et al. TREM2 drives microglia response to amyloid-β. Cell. 2022;185:4153–4169.

  • McQuade A, et al. TREM2-knockout microglia responses. Nat Commun. 2020;11:5370.

17 de fevereiro de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Tratar a dor é prioridade.

by Otávio Melo 13 de fevereiro de 2026

Tratar a dor é prioridade.

Após mais de 15 anos atuando em serviços de resgate, é impossível não me lembrar daquela cena.

Era feriado de Carnaval… Tudo estava tranquilo no plantão. Enquanto isso, as estrada cheias de famílias viajando, crianças animadas no banco de trás, malas e planos para alguns dias de descanso. Mas de repente, o rádio da base aeromédica rompeu o clima típico de feriado:

Colisão grave. Possíveis múltiplas vítimas.

Decolamos imediatamente!

Do alto, a cena já indicava a gravidade. Um veículo capotado no acostamento, trânsito interrompido, pessoas ao redor tentando ajudar. Quando pousamos e nos aproximamos, encontramos uma família inteira consciente — mas em sofrimento intenso.

Pai, mãe e duas crianças.

Todos vivos.

Todos com dor.

A mãe segurava a perna visivelmente deformada, o rosto marcado por lágrimas que misturavam medo e dor.
O pai tentava manter serenidade para proteger os filhos, mas a respiração curta denunciava sofrimento torácico importante.
Uma das crianças chorava cada vez que tentávamos avaliá-la.

Naquele momento, ficou evidente para mim algo que já vinha aprendendo ao longo dos anos no resgate:

A dor dominava aquela cena.

Não era apenas um sintoma.
Era o centro da experiência daquela família.


O momento que transforma a forma de cuidar

Enquanto a equipe iniciava os protocolos de avaliação — via aérea, respiração, circulação — eu sabia que algo precisava acontecer imediatamente.

Iniciar analgesia ainda na cena.

Antes do transporte.
Antes da chegada ao hospital.
Antes mesmo de termos um diagnóstico definitivo.

E foi isso que me nesinou a perceber uma mudança quase instantânea.

A respiração da mãe se acalmou.
O pai começou a responder com mais clareza.
A criança reduziu o choro e passou a cooperar.

Nada mágico.
Nada exagerado.

Apenas a dor sendo tratada.

E quando a dor diminui, o corpo reorganiza-se. A mente estabiliza. A cooperação melhora. O atendimento flui com mais segurança.

Foi ali que consolidei uma convicção que levo comigo até hoje:

Tratar a dor é prioridade.


Por que a dor precisa ser tratada imediatamente?

Durante muito tempo, criou-se uma cultura no atendimento pré-hospitalar ao trauma que colocava a analgesia como uma etapa secundária.

Primeiro se estabiliza.
Depois de tudo pronto, aí sim, tratamos a dor.

Mas e na prática, é possível estabilizar alguém que sente dor ?

Hoje a ciência mostra que essa lógica estava incompleta.

A dor intensa ativa no organismo uma resposta poderosa:

  • Aumento da frequência cardíaca

  • Dificuldade de cooperação

  • Maior consumo de oxigênio

  • Liberação de hormônios do estresse

  • Agitação e ansiedade

Em um paciente que já está enfrentando hemorragia, fraturas ou contusões, essa sobrecarga pode agravar ainda mais o quadro. Aliviar a dor reduz essa resposta. E isso impacta diretamente na estabilidade e na sobrevivência.


A experiência que moldou minha forma de avaliar pacientes

Depois de vários atendimentos semelhantes ao longo desses anos — minha forma de avaliar pacientes com dor foi construída.

Hoje, quando atendo alguém em sofrimento, penso em dois eixos inseparáveis:

  1. Qual é a causa da dor?

  2. Como a dor e o sofrimento está impactando o organismo dessa pessoa neste momento?

Não basta tratar a lesão.

É indispensável aliviar o sofrimento.

Porque uma dor não tratada desde o início pode:

  • Se tornar uma experiência traumática

  • Se tornar crônica

  • Influenciar negativamente a recuperação

Não é apenas sobre manter os sinais vitais, mas para oferecer as melhores condições possíveis para recuperação integral.


O que a ciência reforça

Um editorial publicado em fevereiro de 2026 no Scandinavian Journal of Trauma, Resuscitation and Emergency Medicine trouxe exatamente essa reflexão: a analgesia deve começar ainda na cena.

O texto defende que tratar a dor não é opcional nem secundário — é parte central do cuidado.

A dor intensa não controlada pode aumentar resposta inflamatória, prolongar sofrimento e impactar a memória emocional do evento traumático.

Ou seja:

Cuidar da dor melhora não apenas o momento.
Melhora o desfecho.


Dor, qualidade de vida e memória do trauma

Meses depois daquele acidente de carnaval, soube que a família estava bem.

Mas o que mais me marcou foi o relato da mãe:

“Eu lembro do acidente… mas também lembro quando vocês disseram que iam aliviar minha dor. Aquilo me deu segurança.”

Essa frase resume tudo.

O trauma pode deixar cicatrizes físicas.
Mas a forma como somos cuidados deixa marcas emocionais.

Quando a dor é tratada cedo:

  • O medo diminui.

  • A confiança aumenta.

  • O estresse reduz.

  • A experiência se torna menos traumática.

Isso impacta qualidade de vida.

E qualidade de vida começa nos primeiros minutos de atendimento.


Tratar a dor é prioridade. Sempre.

Hoje, carrego uma filosofia clara em cada atendimento:

Salvar vidas é essencial.

Mas aliviar sofrimento também é.

Não são escolhas opostas.
São partes complementares do cuidado.

Tratar a causa é obrigatório.
Aliviar a dor é indispensável.

Porque dor intensa não é apenas desconforto.

É risco.
É sobrecarga.
É sofrimento evitável.

E nenhum paciente deve suportar sofrimento desnecessário enquanto está sob nossos cuidados.

Tratar a dor é prioridade.

Referência : Carenzo, L., Rehn, M. & Dünser, M.W. Pain first: rethinking early analgesia in emergency trauma care. Scand J Trauma Resusc Emerg Med 34, 35 (2026). https://doi.org/10.1186/s13049-026-01571-y

13 de fevereiro de 2026 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Blog Regenius

Tratamento da Artrose do Joelho com Laser em 2025

by Otávio Melo 18 de setembro de 2025

Introdução

A osteoartrite de joelho é uma das doenças mais incapacitantes do mundo. Afeta milhões de pessoas, causa dor crônica, rigidez, limitação de mobilidade e, em estágios avançados, pode levar até à cirurgia de substituição articular.

Nos últimos anos, recursos como o laser terapêutico (nas suas diferentes modalidades: PBM/LLLT, HILT, ILIB e laser-acupuntura) passaram a ganhar destaque como adjuvantes seguros e eficazes para aliviar sintomas, melhorar função e até influenciar biomarcadores inflamatórios.

Para organizar esse cenário, analisamos os últimos 20 estudos publicados em 2025, incluindo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas, meta-análises e até modelagens computacionais. Este artigo traz a síntese de todas essas evidências, sempre em tom acessível, mas fiel à ciência.


1. A base: o que é fotobiomodulação (PBM/LLLT)?

A PBM (ou laser de baixa intensidade/LLLT) utiliza doses específicas de luz, geralmente na faixa de 600–900 nm, para estimular processos celulares sem gerar calor excessivo.

Um ensaio clínico de 2025 (Lasers in Medical Science) seguiu as recomendações da WALT (Associação Mundial de Terapia com Laser) e aplicou 4 J por ponto em 9 pontos do joelho em pacientes com osteoartrite. O resultado foi claro: melhora significativa na dor (VAS), função (WOMAC) e qualidade de vida (KOOS) em comparação a placebo e controle .

Mensagem prática: PBM funciona, mas dose e número de pontos importam. Protocolos fora da janela certa podem não gerar resultados.


2. HILT: potência e profundidade em jogo

O HILT (laser de alta intensidade, geralmente Nd:YAG 1064 nm) penetra mais profundamente e pode gerar efeitos adicionais, como analgesia intensa e estímulo regenerativo.

Mas os estudos mostram nuances:

  • Em um RCT de 2025 (Lasers in Medical Science), o HILT não foi superior ao exercício isolado em curto prazo quando aplicado apenas 6 vezes .

  • Já quando comparado à diatermia por ondas curtas (SWD), o HILT combinado a exercícios foi claramente superior em dor, rigidez e função, com manutenção até 12 semanas .

Mensagem prática: o HILT pode superar recursos tradicionais (como SWD), mas precisa de protocolo robusto e, idealmente, estar associado ao exercício.


3. Pulsado ou contínuo? A engenharia por trás do laser

Um estudo computacional de 2025 (Journal of Biophotonics) utilizou um modelo 3D anatômico do joelho para comparar HILT contínuo (CW) e pulsado (PW).

Resultado: o PW entregou maior fluência em músculo profundo (~4,2 J/cm²) com menor aquecimento da pele (~42,5 °C em 300 s) .

Mensagem prática: para atingir tecidos profundos com segurança térmica, prefira o modo pulsado.


4. Biomarcadores: laser no sangue, exercício e inflamação

Aqui estão alguns dos achados mais fascinantes:

  • PBM + exercício (ECR de 2021): aumentou IL-10 (anti-inflamatória) e melhorou WOMAC .

  • ILIB (laser intravascular, 632,8 nm) (ECR 2024): reduziu IL-1β e IL-13 e melhorou WOMAC-dor em 1 mês .

Mensagem prática: laser pode modular inflamação sistêmica, não apenas reduzir dor local.


5. Laser no pós-operatório: fotobiomodulação após prótese de joelho

Um ensaio de 2025 (Photobiomodulation, Photomedicine, and Laser Surgery) avaliou PBM em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho.

Conclusão: PBM reduziu edema e acelerou recuperação funcional (2MWT), mas não alterou dor ou amplitude de movimento nos primeiros dias .

Mensagem prática: PBM é especialmente útil para controlar inchaço e estimular mobilidade precoce após cirurgia.


6. Outros recursos: PEMF, ESWT e laser-acupuntura

  • ESWT (ondas de choque) e LLLT superaram PEMF em melhora de dor e função em um RCT com 120 pacientes .

  • Laser-acupuntura (LA): meta-análises recentes confirmam redução da dor em OA de joelho, com alta segurança .

Mensagem prática: LLLT e ESWT têm impacto mais robusto que PEMF; LA é alternativa eficaz para quem evita agulhas.


7. A visão de conjunto: meta-análise em rede

Uma network meta-analysis com 139 ECRs (n=9.644) publicada em 2025 (PLOS ONE) mostrou que:

  • Exercício e joelheira foram as intervenções mais eficazes para WOMAC.

  • Entre os recursos físicos, o HILT teve destaque positivo.

Mensagem prática: o exercício segue sendo o pilar central; o laser entra como potencializador.


8. Síntese prática para clínica e consultório

Depois de 20 estudos, 3 regras se repetem:

  1. Exercício é base: sem ele, o laser não mostra todo o seu potencial.

  2. Parâmetros importam: siga recomendações (como WALT para PBM; modo PW para HILT).

  3. Objetivo direciona protocolo: dor, função, edema ou biomarcadores exigem estratégias diferentes.


Conclusão

A ciência de 2025 confirma: laser funciona na artrose de joelho, mas não sozinho e não de qualquer jeito.

O segredo está em:

  • associar com exercícios;

  • respeitar doses e parâmetros validados;

  • escolher a modalidade certa (PBM, HILT, ILIB, LA) para o objetivo certo.

Assim, pacientes colhem menos dor, menos inflamação, mais mobilidade e melhor qualidade de vida.

Referências

  • Dos Santos Maciel T, Chamy NCL, Dos Santos Maciel M, Marques AP. Effect Of Photobiomodulation (Low-Level Laser Therapy) In Patients With Knee Osteoarthritis: A Randomized Controlled Trial. Lasers Med Sci. 2025;40(1):293. doi:10.1007/s10103-025-04542-4. PubMed

  • Laotammateep C, Champaiboon J, Surarangsit T, et al. Efficacy of high intensity laser therapy versus sham laser in symptomatic knee osteoarthritis: a double-blind randomized controlled trial. Lasers Med Sci. 2025;40:87. doi:10.1007/s10103-025-04352-8. Springer

  • Vassão PG, et al. Effects of PBM and exercise on biomarkers and functional capacity in women with knee OA: a randomized blinded study. Adv Rheumatol. 2021;61:62. doi:10.1186/s42358-021-00220-5. SpringerOpen

  • Su Y-C, Shen Y-P, Chang C-Y, et al. The Effect of Intravascular Laser Irradiation of Blood on Serum Biomarkers and Clinical Outcome in Knee Osteoarthritis Patients: A Double-Blind Randomized Control Trial. Int J Mol Sci. 2024;25:13608. doi:10.3390/ijms252413608. MDPI

  • Ozsoy T, et al. The Impact of Photobiomodulation Therapy on Swelling Reduction and Recovery Enhancement in Total Knee Arthroplasty: A Randomized Clinical Trial. Photobiomodul Photomed Laser Surg. 2025;43(2). doi:10.1089/photob.2024.0120. Liebert

  • Pasin T, Dogruoz Karatekin B. Comparison of ESWT, LLLT and PEMF in knee OA: RCT. J Clin Med. 2025;14:594. doi:10.3390/jcm14020594. MDPI

  • Zeng C, et al. Laser Acupuncture for the Pain of Knee Osteoarthritis. J Pain Res. 2025;18:3833-3841. doi:10.2147/JPR.SXXXX. Dove Press

  • Chaki C, De Taboada L, Tse KM. Comparative Analysis of Pulsed and Continuous Wave Modes in High-Intensity Laser Light Therapy: Implications for Deep Tissue Treatment. J Biophotonics. 2025;18:e202400164. doi:10.1002/jbio.202400164. Wiley

  • Ceyhan Z, Karaca SB. The efficacy of high-intensity laser and short-wave diathermy both combined with exercises in patients with knee osteoarthritis: a randomized comparative study. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04446-3. Springer

  • Rahimi MS, et al. HILT vs biofeedback in knee OA. Anesth Pain Med. 2024;14(5):e143708. doi:10.5812/aapm-143708. PubMed

  • Akgün K, et al. Additional effect of HILT with conventional physiotherapy in OA. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04501-z. Springer

  • Kuru Ç, et al. The Effects of High-Intensity Laser Therapy vs. Low-Level Laser Therapy on Quadriceps in OA. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04510-y. Springer

  • Demircioglu S, et al. HILT vs sham in OA: double-blind RCT. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04499-3. Springer

  • Fan Y, et al. Low-level laser therapy in knee osteoarthritis: a narrative review. Clin Exp Rheumatol. 2025;43(1):66-74. PubMed

  • Gungor A, et al. HILT + biofeedback vs biofeedback alone in OA. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04533-5. Springer

  • De Paiva PRV, et al. Influence of irradiance on PBM for muscle performance: RCT. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04521-9. Springer

  • Chen X, Fan Y, Tu H, Luo Y. Clinical efficacy of different therapeutic options for knee OA: network meta-analysis. PLoS One. 2025;20(6):e0324864. doi:10.1371/journal.pone.0324864. PLOS

  • Silva A, et al. PBM + exercise on inflammatory biomarkers in women with OA. Lasers Med Sci. 2025. doi:10.1007/s10103-025-04515-7. Springer

  • Zeng C, et al. Efficacy and safety of laser acupuncture on osteoarthritis: systematic review. Medicine (Baltimore). 2019;98(47):e17948. doi:10.1097/MD.0000000000017948. PubMed

  • Chia W-T, Wong T-H, Jaw F-S, Hsieh H-C. PBMT after TKA: randomized controlled trial. Photobiomodul Photomed Laser Surg. 2025;43(2). doi:10.1089/photob.2024.0120. Liebert

18 de setembro de 2025 0 comment
0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappTelegramEmail
Newer Posts
Older Posts

Redes Sociais

Facebook Twitter Instagram Pinterest Linkedin Youtube Email Whatsapp

Posts Mais Vistos

  • 1

    Infiltração no joelho é um tratamento seguro?

    24 de abril de 2021
  • 2

    Artrose: Tudo o que você precisa saber

    16 de maio de 2021
  • 3

    6 dicas para aliviar a dor nos ombros e no pescoço! Confira!

    14 de maio de 2021
  • 4

    Saiba o que fazer para evitar as dores nas costas ao fazer stiff

    14 de abril de 2022
  • 5

    Por que as dores aumentam no frio?

    29 de julho de 2021

Posts Recentes

  • 5 erros do saque que podem aumentar o risco de lesão

    11 de abril de 2026
  • Artrose de joelho: treino de força não é a melhor opção !

    10 de março de 2026
  • Gerozima: tratamento pode reverter o envelhecimento e desgaste da cartilagem

    6 de março de 2026
  • Como Aplicações de Laser Dentro do Joelho Reduzem a Dor

    5 de março de 2026

Categorias

  • Artigos (112)
  • Artrose (26)
  • Blog Regenius (225)
  • Coluna (18)
  • Cotovelo (3)
  • Dor Crônica (53)
  • Emagrecimento (13)
  • Fibromialgia (15)
  • Injetáveis (16)
  • Jejum (1)
  • Joelho (34)
  • Longevidade (16)
  • Mãos e Punhos (5)
  • Medicina Regenerativa (43)
  • Métodos Físicos (19)
  • Ombro (8)
  • Ortolaser (1)
  • Ortopedia Geriátrica (3)
  • Osteoartrite (5)
  • Osteoporose (9)
  • Pé e Tornozelo (2)
  • Quadril (3)
  • Qualidade de vida (14)
  • Saúde (16)
  • Tratamentos (55)

Saiba mais

Facebook Twitter Instagram Pinterest Linkedin Youtube Email Whatsapp

Links

  • Home
  • Artrose
    • Artrose

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Artrose

      Colágeno na Artrose de Joelho: Mito ou Verdade?

      29 de outubro de 2024

      Artrose

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Artrose

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Artrose

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Coluna
    • Coluna

      Adoçantes artificiais e emagrecimento. São a melhor opção?

      13 de julho de 2023

      Coluna

      Pontos de Gatilho e Alívio para Dores Crônicas…

      9 de junho de 2023

      Coluna

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Coluna

      Azul de metileno e Parkinson: Estudos promissores!

      26 de abril de 2023

      Coluna

      Bloqueio e infiltração contra dores na coluna! Saiba…

      24 de maio de 2022

  • Dor Crônica
    • Dor Crônica

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Dor Crônica

      Dor no joelho: cirurgia é a única opção?

      12 de setembro de 2023

      Dor Crônica

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Joelho
    • Joelho

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Joelho

      Viscosuplementação: Você sabe o que é?

      23 de maio de 2023

      Joelho

      Artrose na coluna dorsal: O que é ,sintomas…

      26 de maio de 2022

      Joelho

      3 situações em que a infiltração do joelho…

      22 de abril de 2022

      Joelho

      6 Exercícios para o fortalecimento do joelho: saiba…

      11 de abril de 2022

  • Ombro
    • Ombro

      Menopausa e osteoporose:

      28 de junho de 2023

      Ombro

      Lesão do manguito rotador e obesidade: Você sabe…

      28 de novembro de 2022

      Ombro

      DOR NO OMBRO? SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA!

      27 de dezembro de 2021

      Ombro

      ESPORTES QUE CAUSAM MAIS IMPACTO NO OMBRO

      8 de dezembro de 2021

      Ombro

      Capsulite Adesiva: como identificar

      17 de maio de 2021

Avisos Legais

  • Política de Privacidade
  • Aviso Legal
  • Atendimento
  • Termos e Condições

Regenius © 2023 | Av. Brig. Faria Lima, 4221, Itaim Bibi, São Paulo | CNPJ 35.249.124/0001-90 | (11)945493221

  • Home
  • Artrose
    • Artrose

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Artrose

      Colágeno na Artrose de Joelho: Mito ou Verdade?

      29 de outubro de 2024

      Artrose

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Artrose

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Artrose

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Coluna
    • Coluna

      Adoçantes artificiais e emagrecimento. São a melhor opção?

      13 de julho de 2023

      Coluna

      Pontos de Gatilho e Alívio para Dores Crônicas…

      9 de junho de 2023

      Coluna

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Coluna

      Azul de metileno e Parkinson: Estudos promissores!

      26 de abril de 2023

      Coluna

      Bloqueio e infiltração contra dores na coluna! Saiba…

      24 de maio de 2022

  • Dor Crônica
    • Dor Crônica

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Dor Crônica

      Dor no joelho: cirurgia é a única opção?

      12 de setembro de 2023

      Dor Crônica

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Joelho
    • Joelho

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Joelho

      Viscosuplementação: Você sabe o que é?

      23 de maio de 2023

      Joelho

      Artrose na coluna dorsal: O que é ,sintomas…

      26 de maio de 2022

      Joelho

      3 situações em que a infiltração do joelho…

      22 de abril de 2022

      Joelho

      6 Exercícios para o fortalecimento do joelho: saiba…

      11 de abril de 2022

  • Ombro
    • Ombro

      Menopausa e osteoporose:

      28 de junho de 2023

      Ombro

      Lesão do manguito rotador e obesidade: Você sabe…

      28 de novembro de 2022

      Ombro

      DOR NO OMBRO? SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA!

      27 de dezembro de 2021

      Ombro

      ESPORTES QUE CAUSAM MAIS IMPACTO NO OMBRO

      8 de dezembro de 2021

      Ombro

      Capsulite Adesiva: como identificar

      17 de maio de 2021

  • Home
  • Artrose
    • Artrose

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Artrose

      Colágeno na Artrose de Joelho: Mito ou Verdade?

      29 de outubro de 2024

      Artrose

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Artrose

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Artrose

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Coluna
    • Coluna

      Adoçantes artificiais e emagrecimento. São a melhor opção?

      13 de julho de 2023

      Coluna

      Pontos de Gatilho e Alívio para Dores Crônicas…

      9 de junho de 2023

      Coluna

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Coluna

      Azul de metileno e Parkinson: Estudos promissores!

      26 de abril de 2023

      Coluna

      Bloqueio e infiltração contra dores na coluna! Saiba…

      24 de maio de 2022

  • Dor Crônica
    • Dor Crônica

      Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após…

      12 de janeiro de 2025

      Dor Crônica

      Dor no joelho: cirurgia é a única opção?

      12 de setembro de 2023

      Dor Crônica

      Coluna travada e nervo ciático: a infiltração pode…

      25 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Refrigerantes e Saúde Óssea: A Relação Preocupante entre…

      18 de agosto de 2023

      Dor Crônica

      Ômega 3: Por que é difícil obtê-lo através…

      27 de julho de 2023

  • Joelho
    • Joelho

      Bloqueio de Nervo Periférico e Dor Crônica: um…

      2 de junho de 2023

      Joelho

      Viscosuplementação: Você sabe o que é?

      23 de maio de 2023

      Joelho

      Artrose na coluna dorsal: O que é ,sintomas…

      26 de maio de 2022

      Joelho

      3 situações em que a infiltração do joelho…

      22 de abril de 2022

      Joelho

      6 Exercícios para o fortalecimento do joelho: saiba…

      11 de abril de 2022

  • Ombro
    • Ombro

      Menopausa e osteoporose:

      28 de junho de 2023

      Ombro

      Lesão do manguito rotador e obesidade: Você sabe…

      28 de novembro de 2022

      Ombro

      DOR NO OMBRO? SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA!

      27 de dezembro de 2021

      Ombro

      ESPORTES QUE CAUSAM MAIS IMPACTO NO OMBRO

      8 de dezembro de 2021

      Ombro

      Capsulite Adesiva: como identificar

      17 de maio de 2021

Regenius © 2023 | Av. Brig. Faria Lima, 4221, Itaim Bibi, São Paulo | CNPJ 35.249.124/0001-90 | (11)945493221