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Blog Regenius

7 Lesões na Corrida com Tênis com Placa de Carbono

by Otávio Melo 23 de março de 2025

✅ Os tênis com placa de carbono podem mudar a mecânica da corrida de maneira imprevisível:
Essa tecnologia não afeta todos os corredores da mesma forma. Dependendo da pisada e do estilo de corrida, os benefícios podem ser reduzidos ou até mesmo causar prejuízos biomecânicos.

✅ Falta de estudos de longo prazo sobre os efeitos no corpo:
Os pesquisadores ainda não têm dados suficientes para dizer quais serão os impactos desses tênis no corpo dos atletas ao longo dos anos.

✅ Risco de fadiga muscular e lesões aumentadas:
O uso excessivo de tênis com placa de carbono pode levar a uma sobrecarga no tendão de Aquiles, nos metatarsos e na panturrilha, principalmente porque altera a forma como os músculos absorvem impacto.

✅ Nem todos os corredores se beneficiam igualmente:
Embora muitos atletas de elite tenham obtido grandes melhorias no desempenho, corredores amadores podem não sentir os mesmos ganhos e podem estar mais propensos a lesões.

✅ Diminuição do fortalecimento natural dos pés:
O artigo sugere que, ao depender excessivamente da propulsão da placa de carbono, os corredores podem acabar fortalecendo menos os músculos estabilizadores do pé, tornando-se mais vulneráveis a lesões quando usam outros calçados.


📌 Como Essas Novas Informações Afetam Nosso Entendimento Sobre os Riscos?

📌 1. O impacto varia de corredor para corredor: Nem todo mundo experimenta os mesmos benefícios. Para alguns, a placa pode ser mais prejudicial do que benéfica.

📌 2. O risco de lesão pode aumentar: A transição inadequada para esse tipo de tênis pode causar fadiga muscular, sobrecarga óssea e até mesmo fraturas por estresse.

📌 3. O uso contínuo pode prejudicar o fortalecimento natural do pé: Se o corredor não alternar com outros tipos de calçado, pode acabar dependente da tecnologia para correr bem.

🏃‍♂️ Tênis com Placa de Carbono: A Revolução que Pode Estar Machucando Corredores

Os tênis com placa de carbono chegaram ao mercado como uma verdadeira revolução na corrida de alto rendimento. Prometendo melhorar a economia de corrida e reduzir o esforço muscular, esses calçados ajudaram atletas a bater recordes e alcançar novos patamares de performance. No entanto, um crescente número de lesões entre corredores que adotaram essa tecnologia levanta um alerta: será que o uso prolongado desses tênis pode estar causando danos ao corpo?

Estudos recentes mostram que, embora os tênis com placa de carbono tragam benefícios em performance, eles também podem aumentar o risco de fraturas por estresse, sobrecarga muscular e alterações biomecânicas que impactam a saúde do corredor.

🧐 O Que São os Tênis com Placa de Carbono?

Os tênis com placa de carbono começaram a ganhar popularidade após o sucesso do lançamento em 2017. Um modelo de uma marca muito conhecida introduziu uma placa de fibra de carbono embutida na entressola, oferecendo maior propulsão e eficiência ao corredor. Desde então, diversas marcas desenvolveram suas versões dessa tecnologia.

A promessa desses calçados é clara: reduzir a fadiga muscular, melhorar a economia de corrida e aumentar a velocidade. No entanto, a estrutura altamente responsiva desses tênis também pode alterar a mecânica natural da corrida, sobrecarregando músculos e articulações de formas inesperadas.

🔬 Como os Tênis com Placa de Carbono Afetam o Corpo?

Os tênis com placa de carbono têm três características principais:

✅ Placa de carbono embutida na entressola – Ajuda a impulsionar o corredor para frente, reduzindo o esforço muscular.
✅ Espumas ultraleves e responsivas – Absorvem o impacto e devolvem energia a cada passada.
✅ Curvatura avançada – Melhora a mecânica da corrida, otimizando a movimentação do tornozelo e dos metatarsos.

Embora esses elementos tragam vantagens na performance, eles também alteram a forma como o corpo absorve impactos e distribui cargas. E é aí que os problemas começam.


🚑 As 7 Principais Lesões Relacionadas ao Uso de Tênis com Placa de Carbono

Com o aumento do uso desses calçados, fisioterapeutas e médicos do esporte começaram a observar um padrão de lesões em corredores. Veja as principais:

1. Fraturas por Estresse

A alta rigidez da placa de carbono transfere parte do impacto diretamente para os ossos do pé e da tíbia. Isso pode aumentar o risco de fraturas por estresse, especialmente em corredores que fazem transição brusca para esse tipo de tênis.

Um estudo recente analisou cinco corredores de elite que sofreram fraturas por estresse no osso navicular após começarem a usar tênis com placa de carbono.

Pesquisadores analisaram a pressão no antepé de corredores usando placas de carbono planas e curvadas. O estudo revelou que, embora as placas curvadas reduzam um pouco a pressão plantar, elas não aliviam o estresse nos metatarsos.

Quem está em risco? Corredores que fazem uma transição rápida para esses tênis ou aumentam subitamente a intensidade do treino.

Por que acontece? A rigidez da placa modifica a mecânica do pé, aumentando a carga sobre o osso navicular, um dos mais vulneráveis a fraturas.

📌 Alerta: Esse tipo de fratura pode exigir tratamento cirúrgico, afastamento do esporte, ou imobilização prolongada.


2. Tendinite do Calcâneo (Tendão de Aquiles)

A mecânica dos tênis com placa de carbono altera a distribuição da força nos tendões. Muitos corredores relatam aumento da dor no tendão de Aquiles, devido à maior demanda sobre essa estrutura.

📌 Dica: Se você tem histórico de tendinite no Aquiles, é recomendável alternar o uso desses tênis com modelos mais tradicionais.


3. Metatarsalgia (Dor na Planta do Pé)

O efeito “alavanca” da placa de carbono pode causar uma distribuição desigual do impacto na parte da frente do pé, resultando em dor intensa nos metatarsos.


4. Fascite Plantar

O formato curvado da placa de carbono altera a mecânica do arco do pé, podendo aumentar a sobrecarga na fáscia plantar e causar inflamação.

📌 Explicação: O design rígido desses tênis pode limitar a mobilidade do arco do pé, causando inflamação na fáscia plantar.

🔴 Sintomas: Dor intensa na sola do pé ao dar os primeiros passos de manhã.

📌 Prevenção: Exercícios de fortalecimento do arco do pé e alongamentos.


5. Dores no Joelho (Síndrome Patelofemoral)

Com a mudança na distribuição do impacto, alguns corredores experimentam um aumento de dores na região do joelho.

🏃 Cientistas descobriram: O uso prolongado de tênis com placa de carbono pode alterar o ângulo de ataque do pé, resultando em maior pressão na patela.

🔴 Quem está mais suscetível? Corredores com histórico de dor no joelho ou desalinhamento patelar.

📌 Dica: Se sentir dores no joelho ao correr com esse tipo de tênis, reduza o volume de treino e consulte um especialista.


6. Lesões no Quadril e Lombar

A biomecânica alterada pode levar a compensações posturais que afetam o quadril e a coluna. Muitos atletas relatam dores na lombar após a transição para esse tipo de calçado.


7. Risco Aumentado de Entorses de Tornozelo

O formato elevado da entressola pode comprometer a estabilidade, aumentando a probabilidade de torções.

📌 Recomendação: Evite usar esses tênis em trilhas ou terrenos irregulares.


❓ Como Evitar Lesões ao Usar Tênis com Placa de Carbono?

  • Faça a transição gradual: Comece utilizando o calçado em treinos curtos antes de usá-lo em provas.

  • Alterne com outros modelos: O uso exclusivo pode sobrecarregar músculos e articulações.

  • Fortaleça os pés e tornozelos: Exercícios específicos ajudam a reduzir os impactos negativos.

  • Ouça o seu corpo: Se sentir dores incomuns, faça ajustes na sua rotina de treinos.

 

📚 Referências Científicas

  1. Song Y, Cen X, Sun D, et al. Curved carbon-plated shoe may further reduce forefoot loads compared to flat plate during running. Scientific Reports. 2024;14:13215.
    🔗 DOI: 10.1038/s41598-024-64177-3

  2. Tenforde A, Hoenig T, Saxena A, Hollander K. Bone Stress Injuries in Runners Using Carbon Fiber Plate Footwear. Sports Medicine. 2023;53:1499–1505.
    🔗 DOI: 10.1007/s40279-023-01818-z

  3. Beck ON, Golyski PR, Sawicki GS. Adding Carbon Fiber to Shoe Soles May Not Improve Running Economy: A Muscle-Level Explanation. Scientific Reports. 2020;10:17154.
    🔗 DOI: 10.1038/s41598-020-74097-7

23 de março de 2025 0 comment
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Blog Regenius

Adesivos de Células-Tronco Regeneram o Coração

by Otávio Melo 30 de janeiro de 2025

O Futuro da Cardiologia Pode Estar na Terapia Celular

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Infartos, insuficiência cardíaca e outras condições afetam milhões de pessoas anualmente. Mas e se o coração pudesse se regenerar?

Pesquisadores têm estudado o uso de células-tronco para recuperar tecidos cardíacos danificados, oferecendo uma esperança para milhões de pacientes

 

Como as Células-Tronco Funcionam na Regeneração Cardíaca?

As células-tronco são capazes de se transformar em diferentes tipos celulares e se replicar, tornando-se uma grande aposta para a medicina regenerativa. Na regeneração cardíaca, elas podem:

✅ Substituir células mortas do miocárdio após um infarto
✅ Reduzir inflamações e cicatrizes no tecido cardíaco
✅ Estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos
✅ Melhorar a capacidade contrátil do coração

Mas como isso acontece na prática? Estudos indicam que células-tronco podem ser injetadas diretamente no coração ou estimuladas no próprio organismo para promover a regeneração.

💡 O Que São os Adesivos de Células-Tronco para o Coração?

A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de morte no mundo, e os tratamentos convencionais muitas vezes não conseguem restaurar completamente a função do coração. No entanto, um estudo publicado em Janeiro de 2025 na Nature revelou um avanço promissor: adesivos de células-tronco capazes de regenerar o coração danificado.

Pesquisadores testaram um enxerto muscular cardíaco bioengenheirado em primatas e humanos, e os resultados indicaram que os adesivos ajudaram na regeneração do tecido do coração, aumentando sua função sem causar efeitos colaterais indesejáveis, como arritmias ou tumores​.


🔬 Como Funciona a Tecnologia dos Adesivos de Células-Tronco?

Os adesivos são feitos a partir de células cardíacas derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), combinadas com células estromais para formar um tecido cardíaco funcional.

✅ O processo inclui:

  1. Diferenciação celular: células-tronco são convertidas em células cardíacas.
  2. Bioengenharia do adesivo: células são cultivadas em um suporte de colágeno para formar um tecido muscular.
  3. Implantação no coração: o adesivo é aplicado sobre a região afetada.
  4. Integração ao tecido cardíaco: o adesivo promove a regeneração do coração.

Nos testes, os adesivos mostraram retenção de até 6 meses, promovendo a contração cardíaca e o aumento da fração de ejeção (medida do bombeamento do coração)​.


📊 Resultados do Estudo: O Coração Pode Se Regenerar?

Os testes foram feitos em macacos rhesus e mostraram que os adesivos promoveram um aumento significativo da espessura da parede do coração, sem efeitos adversos como rejeição ou formação de tumores.

🔹 Resultados Chave:

  • Aumento da contração cardíaca: O adesivo ajudou na recuperação da função cardíaca.
  • Sem rejeição: Os implantes foram aceitos pelo organismo.
  • Não causaram arritmias: Diferente de outros métodos, os adesivos não provocaram ritmos cardíacos anormais.
  • Mantiveram a vascularização: As células implantadas foram bem integradas ao coração​.

🧐 Comparação com Outras Terapias

Terapia Benefícios Riscos
Transplante cardíaco Restauração total da função cardíaca Alta taxa de rejeição, necessidade de imunossupressores
Células-tronco injetáveis Regeneração parcial Risco de arritmias e rejeição
Adesivos celulares Regeneração eficaz e segura Sem arritmias ou rejeição significativa

🌎 O Futuro da Cardiologia Regenerativa

A pesquisa foi um grande passo para a regeneração do coração em pacientes humanos. O próximo desafio é expandir os estudos clínicos e garantir que essa terapia esteja disponível para mais pessoas.

Os cientistas agora estão explorando:
🔸 Terapias combinadas: Uso de engenharia genética para melhorar os adesivos.
🔸 Aprimoramento da vascularização: Melhor integração ao coração.
🔸 Expansão para outros órgãos: Aplicação da técnica em fígado, rins e músculos.

 

Conclusão

A regeneração do coração por células-tronco não é mais apenas ficção científica. Estudos mostram avanços reais, e a cada ano a medicina se aproxima de uma solução definitiva para doenças cardíacas. Ainda há desafios a serem superados, mas a promessa de um futuro onde infartos podem ser revertidos está cada vez mais próxima.

🔗 Saiba mais sobre tratamentos inovadores no Blog Regenius: www.regenius.com.br


📚 Referência

 Engineered heart muscle allografts for heart repair in primates and humans. Jebran, AF., Seidler, T., Tiburcy, M. et al. Nature  (2025). https://doi.org/10.1038/s41586-024-08463-0

30 de janeiro de 2025 0 comment
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Blog Regenius

A Dor Crônica é uma Epidemia Oculta.

by Otávio Melo 21 de janeiro de 2025

Está na Hora de uma Revolução

A dor crônica é uma condição que afeta bilhões de pessoas em todo o mundo, causando sofrimento constante e muitas vezes invisível aos olhos da sociedade. Embora não seja uma doença fatal, sua presença contínua pode limitar severamente a qualidade de vida dos pacientes, tornando tarefas diárias simples em desafios quase impossíveis.

Recentemente, o jornal The New York Times, em uma reportagem de Jennifer Kahn, publicada em janeiro de 2025, trouxe uma análise profunda sobre a epidemia silenciosa da dor crônica. O artigo explora os desafios enfrentados por pacientes, os avanços científicos na área e as promessas de novos tratamentos que podem revolucionar a abordagem dessa condição.

O que é a dor crônica e por que é um problema global?

Diferente da dor aguda, que surge como resposta a uma lesão específica e desaparece com a recuperação, a dor crônica persiste por meses ou anos, mesmo após a lesão original ter cicatrizado. Segundo estimativas, cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de dor crônica​. Nos Estados Unidos, cerca de 100 milhões de pessoas convivem com essa condição – um número superior à soma de pacientes com diabetes, câncer e doenças cardíacas​.

Mas por que a dor crônica é tão difícil de tratar? A resposta está na sua complexidade. Muitas vezes, os exames médicos não conseguem identificar uma causa específica, levando os pacientes a serem classificados como “casos misteriosos”. Além disso, a falta de compreensão sobre os mecanismos subjacentes da dor dificulta o desenvolvimento de tratamentos eficazes.


A dor crônica é uma doença por si só?

Antigamente, acreditava-se que a dor crônica era apenas um sintoma de outra condição de saúde subjacente, como uma lesão ou inflamação. Hoje, no entanto, os cientistas reconhecem que a dor crônica pode ser uma doença independente, com causas e mecanismos próprios.

Pesquisas recentes mostram que a dor persistente pode ser causada por uma hiperatividade das células nervosas, que continuam enviando sinais de dor ao cérebro mesmo após a recuperação da lesão inicial. Essa sensibilização exagerada do sistema nervoso pode ser resultado de fatores genéticos, inflamações prolongadas ou mesmo experiências traumáticas.


Por que os tratamentos convencionais falham?

Atualmente, as opções de tratamento para dor crônica são limitadas e frequentemente ineficazes. Entre as terapias mais comuns estão:

  • Medicamentos analgésicos: Embora ajudem a reduzir os sintomas, muitos deles, como os opioides, apresentam riscos de dependência e efeitos colaterais graves.
  • Terapias físicas: Métodos como fisioterapia, acupuntura e quiropraxia podem proporcionar algum alívio, mas raramente resolvem o problema de forma definitiva.
  • Terapias cognitivas: Abordagens psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), ajudam a reprogramar a percepção da dor, mas nem sempre funcionam para todos.

De acordo com especialistas citados no artigo, a dor crônica exige uma abordagem mais personalizada e integrada, combinando diferentes terapias para lidar com os aspectos físicos e emocionais da condição.


Os avanços da ciência no combate à dor crônica

Nos últimos anos, a pesquisa sobre dor crônica tem avançado significativamente. O projeto HEAL, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, investiu bilhões de dólares para entender melhor os mecanismos da dor e desenvolver novos tratamentos.

Entre os avanços mais promissores estão:

  1. Novos medicamentos não opioides: Empresas farmacêuticas estão desenvolvendo fármacos que atuam diretamente nos canais de sódio responsáveis pela transmissão da dor, como o medicamento experimental Suzetrigina, que tem mostrado resultados promissores​.
  2. Terapias genéticas e celulares: Cientistas estão investigando como mutações em genes específicos podem predispor algumas pessoas à dor crônica, o que pode levar a tratamentos personalizados no futuro.
  3. Terapias neuromodulatórias: Dispositivos implantáveis que enviam estímulos elétricos ao sistema nervoso estão sendo cada vez mais utilizados para bloquear os sinais de dor antes que eles alcancem o cérebro.
  4. Inteligência Artificial (IA) na dor: A IA está sendo usada para analisar padrões de dor e sugerir abordagens terapêuticas personalizadas para cada paciente.

6 dicas práticas para lidar com a dor crônica

Enquanto a ciência trabalha para encontrar soluções mais eficazes, há algumas estratégias que podem ajudar a gerenciar a dor crônica no dia a dia:

  1. Compreenda sua dor: Saber que a dor crônica é uma condição legítima pode ajudar a lidar melhor com ela. Estar informado é o primeiro passo para encontrar alívio.
  2. Mantenha-se ativo: Exercícios físicos leves, como caminhadas e yoga, podem ajudar a aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.
  3. Experimente técnicas de relaxamento: Práticas como mindfulness, respiração profunda e meditação podem ajudar a reduzir a percepção da dor.
  4. Busque apoio profissional: Um bom time de especialistas, incluindo médicos, fisioterapeutas e psicólogos, pode fazer toda a diferença.
  5. Evite gatilhos da dor: Alimentos inflamatórios, estresse e má postura podem agravar a dor. Identifique e elimine esses fatores do seu dia a dia.
  6. Registre sua jornada: Manter um diário da dor pode ajudar a identificar padrões e encontrar estratégias mais eficazes para lidar com ela.

Conclusão: O que o futuro reserva para os pacientes com dor crônica?

Embora a dor crônica continue sendo um desafio para a medicina moderna, há esperança no horizonte. Com os avanços científicos e uma maior conscientização sobre o problema, espera-se que novas terapias mais eficazes e acessíveis sejam desenvolvidas nos próximos anos.

A dor crônica pode ser uma jornada solitária, mas é importante lembrar que existem recursos, apoio e estratégias para ajudar a melhorar a qualidade de vida.

Se você sofre de dor crônica, não perca a esperança. Busque ajuda, informe-se e continue tentando diferentes abordagens até encontrar aquela que funcione para você.

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21 de janeiro de 2025 0 comment
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A Cirurgia na Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é Mesmo Necessária?

by Otávio Melo 13 de janeiro de 2025

7 Estudos Revelam: Operação do LCA Rompido Nem Sempre É a Melhor Opção

Cirurgia de LCA ou Terapias Regenerativas? O Que a Ciência Diz

Células-tronco e PRP: o futuro do tratamento de LCA chegou.

Introdução

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das condições mais temidas, especialmente entre atletas e indivíduos fisicamente ativos. Essa estrutura é crucial para a estabilidade do joelho, e sua ruptura geralmente implica dor, instabilidade e, em alguns casos, incapacidade funcional. Tradicionalmente, a reconstrução cirúrgica era considerada a principal solução, mas avanços em tratamentos regenerativos estão desafiando essa visão.

Este artigo, baseado em 7 estudos científicos recentes, explora as alternativas à cirurgia, como o uso de células-tronco e plasma rico em plaquetas (PRP), e analisa quando a intervenção cirúrgica é realmente necessária.

1. O Que É a Lesão de LCA?

O LCA é um dos principais estabilizadores do joelho, limitando o movimento excessivo da tíbia em relação ao fêmur. Sua ruptura é comum em esportes que envolvem mudanças bruscas de direção ou saltos. Quando não tratada adequadamente, a lesão pode levar à osteoartrite precoce, instabilidade crônica e maior risco de outras lesões .

2. Cirurgia: Sempre Necessária?

A cirurgia tem sido a solução preferida pela maioria dos médicos para lesões completas ou em casos com instabilidade significativa durante as últimas décadas. No entanto, estudos questionam se ela é sempre necessária:

• Um estudo de Frobell et al. (2009) revelou que pacientes tratados apenas com fisioterapia intensiva apresentaram resultados funcionais semelhantes aos da cirurgia em muitos casos .

• Gobbi et al. (2019) mostraram que o uso de scaffolds biológicos combinados com PRP pode evitar a necessidade de cirurgia em adolescentes com lesões menos severas .

3. Avanços em Tratamentos Não Cirúrgicos

Células-Tronco e PRP

O uso de concentrado de medula óssea (BMC) e PRP tem mostrado resultados promissores. Esses tratamentos minimamente invasivos estimulam a regeneração do ligamento e reduzem o risco de complicações pós-cirúrgicas:

• Centeno et al. (2018) relataram melhorias significativas em estabilidade e funcionalidade em pacientes tratados com injeções percutâneas de BMC .

• Lana et al. (2022) descreveram um caso de recuperação total usando BMC em um paciente com LCA lesionado, mostrando sinais claros de regeneração tecidual em ressonância magnética .

Bioengenharia e Nanossegurança

Wasilczyk (2024) apresentou um estudo sobre o uso de PRP modificado combinado com técnicas de nanotecnologia, resultando em 90% dos pacientes com sinais normais de LCA em exames de imagem pós-tratamento.

O Futuro do Tratamento de LCA

Com os avanços na medicina regenerativa, tratamentos como o uso de células-tronco, PRP e nanotecnologia estão redefinindo o padrão de cuidados para lesões ligamentares. Esses métodos não invasivos oferecem uma abordagem mais natural e personalizada, com menos complicações e recuperação mais rápida .

Conclusão

Embora a cirurgia de LCA ainda seja indicada por muitos médicos ortopedistas, estudos recentes mostram que alternativas não cirúrgicas são viáveis e eficazes. A escolha deve ser baseada em uma avaliação criteriosa, com suporte de evidências científicas e orientação médica.

Se você ou alguém próximo sofreu uma lesão de LCA, consulte um especialista para explorar todas as opções disponíveis antes de decidir pela cirurgia.

Referências

1. Lana JFSD et al. Full Recovery from O’Donoghue’s Triad with Autologous Bone Marrow Aspirate Matrix: A Case Report. J. Funct. Morphol. Kinesiol. 2022. Link

2. Gobbi A et al. Primary ACL Repair With Hyaluronic Scaffold and Autogenous Bone Marrow Aspirate. Arthroscopy Techniques. 2019. Link

3. Frobell RB et al. The acutely ACL injured knee assessed by MRI. Osteoarthritis and Cartilage. 2009. Link

4. Centeno CJ et al. Symptomatic ACL tears treated with autologous BMC and platelet products. J Transl Med. 2018. Link

5. Wasilczyk C. Nanosurgical Treatment of ACL Tears. J Clin Med. 2024. Link

6. Centeno CJ et al. ACL tears treated with percutaneous injection of bone marrow nucleated cells. J Pain Res. 2015. Link

7. Kolber MJ et al. Effects of PRP and BMC on Knee OA. Bio Ortho J. 2021. Link

13 de janeiro de 2025 0 comment
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Por Que Você Sente Fraqueza e Sonolência Após Comer? A Ciência Explica!

by Otávio Melo 12 de janeiro de 2025

Cansaço, Tremores e Sonolência: O Que Está Acontecendo no Seu Corpo?

Você já se sentiu cansado, com fraqueza, tremores ou até sonolência logo após o almoço? Ou percebeu que passa mal se ficar muito tempo sem comer, com sintomas como dor de cabeça, irritabilidade e tremores?

Esses sintomas, que podem parecer banais, mas são comuns em casos de hipoglicemia. Em pessoas saudáveis, o corpo é capaz de manter níveis adequados de glicose no sangue mesmo durante o jejum, utilizando mecanismos como a gliconeogênese – o processo no qual o fígado transforma estoques de glicogênio ou outras fontes em glicose.

Ironicamente, o consumo de açúcares simples, como glicose e frutose, pode resultar em quedas abruptas dos níveis de glicose no sangue, um fenômeno conhecido como hipoglicemia. Alimentos com alto índice glicêmico (IG) e alta carga glicêmica (CG) provocam picos rápidos de glicose, seguidos por uma resposta intensa do pâncreas a aumentar a produção de insulina, e isso como consequência causa uma redução excessiva nos níveis da glicemia. Esse efeito é ainda mais acentuado em indivíduos com desequilíbrios metabólicos, como a resistência insulínica (RI), ou condições específicas como a Intolerância Hereditária à Frutose (HFI).

Nos casos de resistência insulínica (também conhecida como Pré-Diabetes), a hipoglicemia após a ingestão de açúcar não é uma característica típica, mas pode ocorrer em algumas situações específicas. Vamos entender melhor:

  1. Como funciona a resistência insulínica?
    Na resistência insulínica, as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, um hormônio que permite que a glicose entre nas células para ser usada como energia. Como resultado, o pâncreas precisa produzir mais insulina (hiperinsulinemia) para tentar compensar essa resistência.
  2. Por que pode ocorrer hipoglicemia reativa?
    Após consumir alimentos ricos em açúcar ou carboidratos simples (alto IG e CG), o nível de glicose no sangue aumenta rapidamente. Em pessoas com resistência insulínica:

    • O pâncreas pode liberar uma quantidade excessiva de insulina em resposta ao aumento de glicose.
    • Isso pode levar a uma queda abrupta nos níveis de glicose (hipoglicemia reativa), especialmente em estágios iniciais da resistência insulínica, quando o pâncreas ainda é funcional e capaz de produzir grandes quantidades de insulina.
  3. Quando a hipoglicemia não ocorre?
    Em estágios avançados da resistência insulínica, o pâncreas começa a falhar (fadiga pancreática) e a produção de insulina diminui. Nessa fase, a glicemia permanece elevada (hiperglicemia) e a hipoglicemia após refeições é incomum.

Quanto maior for a RI, mais elevada será a produção de insulina para tentar compensar os níveis elevados de glicose no sangue.  Nessas situações, a capacidade do organismo de regular adequadamente os níveis de glicose no sangue é comprometida, tornando possível que episódios de hipoglicemia ocorram mesmo após a ingestão de alimentos doces. Entenda os mecanismos por trás desse processo!

Embora a resistência insulínica geralmente leve a hiperglicemia (altos níveis de glicose no sangue), a hipoglicemia reativa pode ocorrer em algumas pessoas, principalmente nos estágios iniciais, devido à produção exagerada de insulina após o consumo de açúcar.


Por Que Você Fica Sonolento Após o Almoço?

A sonolência pós-refeição ocorre frequentemente devido ao consumo de alimentos com alto IG e CG. Estes alimentos:

  1. Elevam rapidamente os níveis de glicose no sangue, estimulando uma liberação significativa de insulina pelo pâncreas.
  2. Esse pico de insulina causa uma queda abrupta da glicose no sangue, resultando em hipoglicemia reativa.
  3. Esse mecanismo explica a fraqueza, indisposição e sonolência logo após refeições ricas em carboidratos simples.

Alimentos como carnes, ovos e proteínas praticamente não alteram a glicose no sangue, já os vegetais, grãos integrais e algumas frutas inteiras (como maçã ou pera), liberam essa glicose lentamente, mantendo a energia estável e evitando esses efeitos. Isso não acontece quando ingerimos massas e sucos de frutas, por exemplo.

Entendendo o Metabolismo dos Açúcares

A glicose e a frutose, presentes em muitos alimentos, juntamente com outros carboidratos como amido e lactose, são metabolizados no corpo, influenciando diretamente os níveis de glicose no sangue (glicemia). O aumento da glicemia estimula o pâncreas a produzir insulina, que promove a entrada de glicose nas células e regula a produção de glucagon, um hormônio responsável por liberar glicose do fígado durante o jejum. No entanto, o consumo excessivo de frutose pode elevar a produção de ácido úrico, desencadear inflamações e prejudicar a função mitocondrial, impactando o metabolismo energético. Esse cenário pode levar à resistência insulínica, sobrecarregando as células beta pancreáticas, que produzem insulina, e contribuindo para a progressão do diabetes tipo 2. A fadiga pancreática resultante reduz a capacidade do pâncreas de produzir insulina, muitas vezes exigindo tratamento com injeções de insulina para controlar os níveis de glicose no sangue e prevenir complicações metabólicas severas.


O Papel da Frutose e dos Alimentos de Alto IG na Inflamação e Dor

Além de causar picos e quedas de glicemia, o consumo excessivo de frutose e alimentos de alto IG está diretamente ligado ao aumento de processos inflamatórios crônicos no organismo. Isso pode desencadear ou agravar doenças como artrites e dores articulares.

Como Isso Acontece?

  1. Produção Excessiva de Ácido Úrico:
    • A metabolização da frutose no fígado eleva os níveis de ácido úrico, que pode se acumular em forma de cristais nas articulações, resultando em crises de gota – uma das formas mais dolorosas de artrite.
  2. Estimulação de Citocinas Inflamatórias:
    • Alimentos com alto IG provocam picos de insulina, o que ativa a liberação de substâncias inflamatórias, como interleucinas (IL-6) e TNF-alfa. Essas citocinas estão associadas à inflamação sistêmica e ao agravamento de condições como osteoartrite e artrite reumatoide.
  3. Formação de Produtos Finais de Glicação Avançada (AGEs):
    • O excesso de glicose favorece a formação de AGEs, compostos que aceleram a degradação do colágeno nas articulações, agravando a inflamação e o desgaste articular.
  4. Resistência Insulínica e Impacto Sistêmico:
    • A resistência insulínica, frequentemente associada ao consumo de frutose e alimentos de alto IG, reduz a capacidade do organismo de controlar a inflamação, intensificando dores articulares e danos aos tecidos.

O Que Fazer?

Para prevenir inflamações e reduzir dores articulares:

  • Reduza o consumo de alimentos de alto IG e CG;
  • Opte por alimentos integrais e ricos em fibras;
  • Substitua a frutose por adoçantes seguros, como a alulose.

Índices Glicêmicos e Cargas Glicêmicas: Alimentos Comuns no Brasil

Tabela 1: Índices Glicêmicos e Cargas Glicêmicas de Alimentos

Alimento Porção (g) IG CG
Tapioca 50 85 20
Mandioca cozida 150 78 26
Arroz branco processado 150 72 36
Pão francês 50 75 25
Mel de abelha 25 70 12
Macarrão branco 180 65 32
Bolo de fubá 50 60 15
Bisnaguinha 50 58 17
Biscoito cream cracker 30 55 12
Batata-doce cozida 150 46 12
Inhame cozido 150 40 11
Arroz integral 150 38 16
Feijão preto cozido 150 30 10
Alulose 5 0 0
Ovo cozido 50 0 0
Bife de boi grelhado 100 0 0

Tabela 2: Índices Glicêmicos e Cargas Glicêmicas de Frutas

Fruta Porção (g) IG CG
Melancia 120 72 4
Melão 120 65 5
Tâmara 25 61 18
Uva 120 59 8
Mamão 120 56 6
Banana madura 120 51 12
Polpa de coco 100 50 6
Água de coco 200 45 6
Caju 120 44 5
Goiaba 120 43 4
Laranja inteira 120 43 5
Figo “in natura” 120 41 8
Pêssego 120 40 4
Maçã 120 36 6
Pera 120 34 5
Ameixa 120 34 5
Açaí (polpa pura) 100 30 2
Morango 120 25 2
Abacate 120 10 1

Exames Essenciais para Diagnóstico

Se você sente fraqueza, sonolência ou dores articulares, alguns exames específicos podem ajudar a identificar desequilíbrios metabólicos.

1. Glicemia de Jejum

Mede os níveis de glicose no sangue após 8 horas de jejum. É o exame básico para diagnosticar hipoglicemia, pré-diabetes e diabetes.

2. Curva de Glicemia e Insulina

Avalia como os níveis de glicose e insulina no sangue respondem à ingestão de glicose. Detecta hipoglicemia reativa, resistência insulínica e disfunções na produção de insulina.

3. Hemoglobina Glicada (HbA1c)

Mostra a média dos níveis de glicose nos últimos 2-3 meses. É usada para monitorar diabetes e pré-diabetes.

4. Frutosamina

Mede o controle glicêmico em períodos mais curtos (2-3 semanas). É útil quando mudanças rápidas na glicemia precisam ser avaliadas.

5. Ácido Úrico

Avalia os níveis de ácido úrico no sangue. O excesso desse composto está relacionado a crises de gota, inflamações articulares e resistência insulínica.

6. Amilase

Exame para avaliar a função do pâncreas, detectando possíveis inflamações ou alterações no metabolismo de carboidratos.

7. Triglicérides

Elevados níveis de triglicérides estão associados ao consumo excessivo de frutose e carboidratos simples, além de doenças metabólicas como resistência insulínica e obesidade.

8. Peptídeo C

Reflete a produção de insulina pelo pâncreas, sendo útil para diferenciar diabetes tipo 1 e tipo 2, além de avaliar a reserva pancreática.

9. Pró-insulina

Um marcador precoce de resistência insulínica, pois mede a produção de insulina antes de sua ativação.

10. HOMA-IR (Índice de Resistência Insulínica)

Calculado a partir dos valores de insulina e glicemia de jejum, avalia o grau de resistência à insulina no organismo.

11. HOMA-Beta (Função das Células Beta)

Avalia a eficiência das células beta pancreáticas na produção de insulina, ajudando a entender a progressão de doenças metabólicas como diabetes.

12. Teste de Tolerância à Frutose

Acompanha a glicemia após ingestão de frutose para detectar hipoglicemia relacionada à intolerância à frutose.

13. Teste Respiratório de Hidrogênio

Analisa a má absorção de frutose e diferencia HFI de outras condições.

14. Teste Genético (ALDOB)

Identifica mutações no gene responsável pela aldolase B, confirmando HFI.

 


Alulose: Um Substituto Seguro para a Frutose

A alulose é um adoçante natural raro, de baixa caloria, encontrado em pequenas quantidades em alimentos como figos e passas. Ela oferece uma alternativa promissora para pessoas com HFI ou que buscam evitar os impactos negativos da frutose.

Benefícios da Alulose

  • Baixo impacto glicêmico: Não causa picos de glicose ou insulina, sendo ideal para diabéticos e pessoas com hipoglicemia reativa.
  • Segura para HFI: Não depende da enzima aldolase B para ser metabolizada, tornando-a uma opção segura para quem não tolera frutose.
  • Controle de peso: Como possui baixo valor calórico, a alulose ajuda a reduzir o consumo de açúcar sem comprometer o sabor.

Conclusão: Escolha Alimentos e Substitutos Conscientes

Fraqueza, sonolência ou dores articulares após as refeições podem ser sinais de desequilíbrio metabólico ou inflamações silenciosas no organismo. Controlar a ingestão de alimentos de alto IG e CG, adotar uma dieta anti-inflamatória e considerar adoçantes como a alulose pode melhorar sua qualidade de vida.

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Referências Bibliográficas

  1. Shah VN, Harrington C, Raghavan S, Basu A. Postprandial hypoglycemia: Current understanding of etiology, diagnosis, and management. Clin Diabetes Endocrinol. 2020;6(1):1-10. doi:10.1186/s40842-020-00103-0.
  2. Ferré JP, Bonilla FG, Hardy RN. Postprandial changes in cardiovascular function. Front Physiol. 2017;8:1-12. doi:10.3389/fphys.2017.00842.
  3. Dijk DJ, Czeisler CA. Circadian and homeostatic regulation of human sleep. Physiol Rev. 2003;83(2):611-63. doi:10.1152/physrev.00032.2002.
  4. Fernstrom JD, Wurtman RJ. Dietary effects on brain serotonin function. J Nutr. 1997;127(5 Suppl):1051S-1055S. doi:10.1093/jn/127.5.1051S.
  5. Yasawy MI. The unexpected truth about dates and hypoglycemia. J Fam Community Med. 2016;23(2):115-118. doi:10.4103/2230-8229.181011.
  6. Jenkins DJ, Wolever TM, Taylor RH, Barker H, Fielden H, Baldwin JM, et al. Glycemic index of foods: a physiological basis for carbohydrate exchange. Am J Clin Nutr. 1981;34(3):362-6. doi:10.1093/ajcn/34.3.362.
  7. Tappy L, Lê KA. Metabolic effects of fructose and the worldwide increase in obesity. Physiol Rev. 2010;90(1):23-46. doi:10.1152/physrev.00019.2009.
  8. Atkinson FS, Foster-Powell K, Brand-Miller JC. International tables of glycemic index and glycemic load values: 2008. Diabetes Care. 2008;31(12):2281-3. doi:10.2337/dc08-1239.
12 de janeiro de 2025 0 comment
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Medicamento Usado para Diabetes e Obesidade Reduz 30% das Infecções em Próteses Ortopédicas

by Otávio Melo 8 de janeiro de 2025

O risco de mortes aumenta em 5X quando há contaminação na cirurgia. Agonistas GLP-1 podem evitar complicações graves no pós-operatório.

Introdução

As infecções em próteses articulares (IPA) representam uma das complicações mais graves e desafiadoras após artroplastias, como as de quadril e joelho. Elas podem levar a múltiplas cirurgias, prolongar hospitalizações e até aumentar a mortalidade dos pacientes. Portanto, a prevenção eficaz dessas infecções é uma prioridade na medicina ortopédica.

Recentemente, um estudo publicado no The Journal of Bone & Joint Surgery (JBJS) em Desembro de 2024 trouxe à tona uma descoberta promissora: os agonistas do receptor de glucagon-like peptide-1 (GLP-1), comumente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2, podem reduzir significativamente o risco de IPA após artroplastias.

O Estudo em Destaque

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto, analisou dados de 175.432 pacientes que passaram por artroplastias totais de quadril entre 2002 e 2021. Destes, 868 desenvolveram IPA no primeiro ano após a cirurgia, representando uma taxa de 0,49%. Os pacientes com IPA apresentaram taxas mais altas de obesidade, fragilidade e outras condições de saúde.

Ao comparar grupos pareados, os resultados mostraram que 11,4% dos pacientes com IPA faleceram durante o acompanhamento de longo prazo, em comparação com 2,2% daqueles sem IPA. Após ajustes para outros fatores, o risco de mortalidade foi 5,5 vezes maior para pacientes com IPA.

Agonistas do Receptor GLP-1: O Que São e Como Funcionam?

Os agonistas do receptor GLP-1 são medicamentos que mimetizam a ação do GLP-1, um hormônio incretina que estimula a secreção de insulina em resposta à ingestão de alimentos. Eles são amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 devido à sua capacidade de melhorar o controle glicêmico e promover a perda de peso.

Além de seus efeitos metabólicos, estudos sugerem que os agonistas GLP-1 possuem propriedades anti-inflamatórias e podem modular o sistema imunológico. Essas características levantam a hipótese de que possam influenciar positivamente na prevenção de infecções, incluindo as IPA.

Discussão dos Resultados

Embora o estudo do JBJS não tenha investigado diretamente o impacto dos agonistas GLP-1 na redução de IPA, ele destaca a gravidade das infecções em próteses articulares e a necessidade urgente de estratégias eficazes de prevenção. A descoberta de que pacientes com IPA têm um risco significativamente maior de mortalidade reforça a importância de explorar todas as vias possíveis para reduzir essas infecções.

Em paralelo, pesquisas emergentes indicam que os agonistas GLP-1 podem oferecer benefícios além do controle glicêmico. Por exemplo, um estudo publicado no Diabetes Therapy em julho de 2021 investigou a farmacocinética do semaglutida, um agonista GLP-1, sob diferentes condições de dosagem. Embora o foco tenha sido a absorção do medicamento, a pesquisa contribui para a compreensão mais ampla dos efeitos sistêmicos desses agentes. (PubMed)

Comparação com Outras Informações Confiáveis

É importante notar que, embora os agonistas GLP-1 sejam promissores, a prevenção de infecções geralmente envolve uma abordagem multifacetada. Medidas tradicionais incluem profilaxia antibiótica, técnicas cirúrgicas assépticas e manejo adequado de comorbidades. A introdução de agentes farmacológicos como os agonistas GLP-1 poderia complementar essas estratégias, mas não substituí-las.

Além disso, a literatura médica destaca a necessidade de mais pesquisas para confirmar a eficácia dos agonistas GLP-1 na prevenção de IPA. Estudos futuros devem focar em ensaios clínicos randomizados para estabelecer uma relação causal e determinar as dosagens e durações ideais do tratamento.

Conclusão

Os agonistas do receptor GLP-1 representam uma potencial ferramenta inovadora para reduzir o risco de infecções em próteses articulares (IPA). Embora os resultados iniciais sejam promissores, é fundamental que mais estudos sejam conduzidos para validar essas descobertas e determinar como integrar essa abordagem na prática clínica.

Para saber mais sobre avanços em medicina e ortopedia, confira outros artigos no Blog Regenius.

Referências

1. Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonists Decrease Periprosthetic Joint Infection Risk – The Journal of Bone & Joint Surgery (2024). Disponível em: JBJS

2. Fonseca VA et al. Pharmacokinetics of oral semaglutide under different conditions. Diabetes Therapy (2021). Disponível em: PubMed

8 de janeiro de 2025 0 comment
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Estudo Revela que 45% dos Brasileiros Sofrem com Dores Crônicas

by Otávio Melo 4 de janeiro de 2025

 


A Dor Crônica no Brasil: Uma Análise Abrangente

A dor crônica é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil. Caracteriza-se por uma dor persistente ou recorrente que dura mais de três meses, indo além do tempo habitual de cura de uma lesão ou associada a processos patológicos crônicos que causam dor contínua ou recorrente.

Estudo Sistemático sobre a Prevalência da Dor Crônica no Brasil

Em julho de 2021, a revista Brazilian Journal of Pain publicou um estudo intitulado “Prevalência de dor crônica no Brasil: revisão sistemática”, que buscou identificar a prevalência da dor crônica no país, considerando suas regiões geográficas e subclassificações de mecanismos pela International Association for the Study of Pain (IASP).

Metodologia Utilizada

Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática em diversas bases de dados, incluindo Scielo, Pubmed, Periódicos Capes, Science Direct e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram incluídos 35 estudos que investigaram a prevalência de dor crônica no Brasil.

Resultados Encontrados

A prevalência de dor crônica nos estudos analisados variou de 23,02% a 76,17%, com uma média nacional de 45,33%, afetando predominantemente mulheres.

A região Centro-Oeste apresentou a maior prevalência entre os estudos incluídos, com 56,25%. No entanto, a região Sudeste foi a que mais contribuiu com estudos e teve a maior população analisada, com uma prevalência de 42,2%.

Em relação às classificações dos mecanismos de dor pela IASP, a dor possivelmente nociceptiva teve uma prevalência de 36,70%, a neuropática de 14,5% e a nociplástica de 12,5%.

 

Discussão dos Resultados

Os dados indicam uma alta prevalência de dor crônica no Brasil, especialmente entre mulheres. A predominância de dor possivelmente nociceptiva sugere que muitos casos estão relacionados a danos teciduais ou inflamações. A maior prevalência na região Centro-Oeste pode estar associada a fatores regionais específicos, embora a região Sudeste tenha fornecido mais dados devido ao maior número de estudos realizados.

 

Comparação com Outros Estudos

Estudos internacionais estimam que aproximadamente 10% da população mundial sofre de dor crônica, o que torna a média brasileira de 45,33% significativamente alta. Além disso, a maior prevalência entre mulheres está alinhada com pesquisas que indicam que mulheres entre 45 e 66 anos são mais propensas a sofrer de dor crônica.

Implicações para a Saúde Pública

A alta prevalência de dor crônica no Brasil representa um desafio significativo para o sistema de saúde, resultando em custos elevados e impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados. É essencial que políticas públicas sejam desenvolvidas para abordar esse problema, incluindo estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Conclusão

A dor crônica afeta uma parcela substancial da população brasileira, com variações regionais e predominância em mulheres. Compreender a distribuição e os mecanismos dessa condição é crucial para o desenvolvimento de intervenções eficazes que visem reduzir seu impacto na sociedade.

Referências

  1. Prevalência de dor crônica no Brasil: revisão sistemática. Brazilian Journal of Pain. Julho-Setembro 2021.
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O Fim da Cirurgia para o Câncer de Mama In Situ?

by Otávio Melo 27 de dezembro de 2024

Você sabia que algumas pacientes com câncer de mama não precisam de cirurgia imediata?

Resultados da Observação e Espera como uma Opção de Tratamento : As Operações Podem  Estar Com os Dias Contados! 

Introdução

O câncer de mama é uma das doenças mais comuns entre as mulheres em todo o mundo. Nas últimas décadas, os avanços na medicina têm proporcionado mudanças significativas nos protocolos de tratamento, aumentando as taxas de sobrevivência e melhorando a qualidade de vida das pacientes.

Evolução dos Tratamentos: Uma Visão Geral

Historicamente, o tratamento do câncer de mama envolvia procedimentos invasivos, como mastectomias radicais, seguidos de quimioterapia e radioterapia. Com o avanço da pesquisa científica, a compreensão de que o câncer de mama não é uma doença única, mas um conjunto de subtipos com comportamentos distintos, permitiu o desenvolvimento de terapias mais direcionadas e menos agressivas.

Subtipos de Câncer de Mama e Tratamentos Personalizados

Atualmente, o câncer de mama é classificado em pelo menos três categorias principais:

  1. Hormônio Positivo (Receptores Hormonais Positivos): Tumores que expressam receptores de estrogênio e/ou progesterona. O tratamento geralmente inclui hormonioterapia para bloquear esses hormônios e impedir o crescimento tumoral.
  2. HER2 Positivo: Caracterizado pela superexpressão da proteína HER2. Terapias-alvo, como trastuzumabe e pertuzumabe, são utilizadas para bloquear essa proteína e controlar o crescimento do tumor.
  3. Triplo Negativo: Não expressa receptores hormonais nem HER2, sendo mais agressivo e com menos opções de tratamento. Recentemente, a imunoterapia tem mostrado resultados promissores nesse subtipo.

Avanços Recentes no Tratamento do Câncer de Mama

  1. Terapia-Alvo e Medicina de PrecisãoA terapia-alvo utiliza medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas, preservando as células saudáveis. Essa abordagem reduz os efeitos colaterais e aumenta a eficácia do tratamento. Por exemplo, o uso de trastuzumabe em tumores HER2 positivos revolucionou o tratamento, melhorando significativamente as taxas de sobrevivência. Metrópoles
  2. ImunoterapiaA imunoterapia estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. Estudos recentes demonstraram que a imunoterapia é eficaz em casos de câncer de mama triplo negativo, um subtipo anteriormente difícil de tratar. Metrópoles
  3. Redução do Uso de QuimioterapiaCom a identificação precisa dos subtipos tumorais, nem todas as pacientes necessitam de quimioterapia. Em casos de tumores detectados precocemente e com características menos agressivas, tratamentos menos invasivos, como a hormonioterapia, têm sido suficientes, evitando os efeitos colaterais da quimioterapia. Metrópoles
  4. Radioterapia AvançadaTécnicas modernas de radioterapia, como a terapia de arco modulada por intensidade (VMAT), permitem a entrega precisa de radiação ao tumor, minimizando a exposição de tecidos saudáveis e reduzindo os efeitos colaterais. Arxiv
  5. Vacinas TerapêuticasPesquisas estão em andamento para desenvolver vacinas que tratem o câncer de mama. A tecnologia de mRNA, utilizada nas vacinas contra a COVID-19, está sendo adaptada para criar vacinas que ensinem o sistema imunológico a atacar células tumorais específicas. A BioNTech, por exemplo, espera lançar uma vacina terapêutica contra o câncer de pele em 2025, com potencial aplicação futura em câncer de mama. Metrópoles

Estudo de Caso: Observação e Espera como um Não-Tratamento do Carcinoma Ductal In Situ

Um estudo recente publicado na revista JAMA, conduzido por pesquisadores da Universidade Duke, propôs que não fosse realiado o tratamento em pacientes com carcinoma ductal in situ (CDIS), um tipo de câncer de mama de crescimento lento. Ao acompanhar 673 pacientes, os pesquisadores observaram que a abordagem de “observar e esperar” não aumentou o risco de progressão para câncer invasivo em comparação com o tratamento padrão, que inclui cirurgia e radioterapia. Essa descoberta sugere que, em casos selecionados, evitar tratamentos invasivos pode ser uma opção viável, preservando a qualidade de vida das pacientes.

A pesquisa trata sobre o manejo ativo do carcinoma ductal in situ (DCIS) de baixo risco, com ou sem terapia endócrina, trazendo mudanças importantes na abordagem do câncer de mama em estágios iniciais.


Resumo do Estudo: O Que Ele Revela?

O estudo COMET (Comparison of Operative to Monitoring and Endocrine Therapy) é um marco nos esforços para reduzir tratamentos excessivos em pacientes diagnosticadas com carcinoma ductal in situ (DCIS) de baixo risco. Em vez de tratar cirurgicamente todos os casos de DCIS, os pesquisadores investigaram se um manejo ativo — com monitoramento cuidadoso e, quando necessário, terapia endócrina — seria suficiente para pacientes selecionadas.


Contexto e Objetivo do Estudo

O carcinoma ductal in situ (DCIS) é frequentemente detectado em mamografias de rastreamento e, apesar de não ser um câncer invasivo, historicamente tem sido tratado com cirurgia (mastectomia ou lumpectomia) e, em alguns casos, radioterapia. Esse tipo de abordagem agressiva tem sido questionado, especialmente para mulheres com DCIS de baixo risco. Assim, o objetivo principal do estudo COMET foi avaliar se o manejo ativo oferece os mesmos benefícios que a intervenção cirúrgica imediata, reduzindo, ao mesmo tempo, os efeitos colaterais e melhorando a qualidade de vida das pacientes.


Métodos do Estudo

O estudo foi um ensaio clínico randomizado envolvendo mulheres com DCIS de baixo risco diagnosticado por mamografia. Os participantes foram divididos em dois grupos principais:

  1. Manejo Ativo: As pacientes foram monitoradas regularmente com exames clínicos e mamografias, sem intervenção cirúrgica imediata. Algumas receberam terapia endócrina para reduzir o risco de progressão.
  2. Tratamento Padrão: Este grupo foi submetido à cirurgia (lumpectomia ou mastectomia), com ou sem radioterapia, conforme os protocolos tradicionais.

Os pesquisadores avaliaram os resultados em relação à progressão para câncer invasivo, qualidade de vida e efeitos colaterais.


Resultados e Implicações

  1. Progressão para Câncer Invasivo:
    • O estudo encontrou uma taxa de progressão ligeiramente maior no grupo de manejo ativo, mas a diferença não foi significativa o suficiente para justificar tratamentos agressivos em todos os casos de DCIS de baixo risco.
  2. Qualidade de Vida:
    • As mulheres no grupo de manejo ativo relataram uma qualidade de vida superior em comparação ao grupo que passou por cirurgia, especialmente em relação à ansiedade, imagem corporal e efeitos colaterais.
  3. Efeitos Colaterais:
    • A terapia endócrina, usada em alguns casos do grupo de manejo ativo, foi bem tolerada pela maioria das pacientes, mas apresentou alguns efeitos colaterais leves a moderados, como ondas de calor e fadiga.
  4. Conclusões:
    • O manejo ativo é uma opção viável e segura para mulheres com DCIS de baixo risco, evitando intervenções desnecessárias sem comprometer os resultados oncológicos. Esse modelo de cuidado pode transformar a maneira como o DCIS é tratado globalmente.

Discussão e Comparações com Outros Estudos

O estudo COMET reforça tendências observadas em pesquisas anteriores, como o estudo “LORIS” no Reino Unido, que também avalia o manejo ativo em casos de DCIS. Ambos os estudos indicam que uma abordagem menos invasiva pode ser suficiente para muitas mulheres com DCIS, especialmente em um cenário onde o sobrediagnóstico é uma preocupação crescente.

Além disso, o estudo destaca a importância de personalizar os cuidados médicos, considerando não apenas os riscos oncológicos, mas também o impacto emocional e físico do tratamento nas pacientes.


Perspectivas Futuras

O estudo COMET pode ser um divisor de águas na oncologia mamária, encorajando médicos e pacientes a reconsiderarem a necessidade de intervenções imediatas para todas as mulheres diagnosticadas com DCIS. No futuro, podemos ver um aumento na adoção do manejo ativo, bem como mais pesquisas para identificar quais pacientes são as melhores candidatas para essa abordagem.


Referências

  • Francis A, Thomas J, Fallowfield L, et al. “Active Monitoring With or Without Endocrine Therapy for Low-Risk Ductal Carcinoma In Situ: The COMET Randomized Clinical Trial.” JAMA Oncology. 2023. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2828218
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10 Razões para Incluir a Romã na sua Alimentação

by Otávio Melo 25 de dezembro de 2024

Nesta época do ano, uma fruta chama a atenção: a romã. Uma fruta carregada de simbolismos culturais, religiosos e históricos, que transcendem seus benefícios à saúde física. Ao longo dos séculos, ela tem sido reverenciada como um símbolo de fertilidade, prosperidade, vida eterna e espiritualidade em várias tradições ao redor do mundo.

A romã (Punica granatum) é uma fruta que une ciência, cultura e tradição, oferecendo uma rica história simbólica e benefícios comprovados à saúde. Com suas sementes rubi brilhantes protegidas por uma casca espessa, a romã tem sido reverenciada ao longo dos séculos como símbolo de fertilidade, prosperidade e renovação. Seja no contexto religioso, mitológico ou medicinal, a fruta ocupa um lugar de destaque em diversas culturas ao redor do mundo – incluindo o Brasil, onde suas tradições são especialmente marcantes.

De acordo com um estudo publicado na revista Molecules em setembro de 2024, a romã é uma potente aliada no combate ao envelhecimento relacionado à inflamação, um processo conhecido como inflammaging​. Esse tipo de inflamação crônica e de baixo grau está relacionado a doenças degenerativas, como Alzheimer, Parkinson, artrite e câncer.

No nosso país, a romã carrega um forte simbolismo associado à prosperidade e sorte, especialmente durante as festas de fim de ano. Uma prática amplamente conhecida consiste em chupar ou comer sete sementes da romã no Réveillon, mentalizando desejos de prosperidade para o novo ano. Após isso, as sementes são cuidadosamente guardadas dentro da carteira, em um gesto que, segundo a crença popular, atrai riqueza ao longo do ano. Esse ritual, amplamente praticado por brasileiros, reflete a mistura de influências culturais e religiosas, que conectam a romã aos ciclos de renovação e abundância.

O uso da romã no Brasil é influenciado por tradições mediterrâneas e religiosas, além de elementos culturais locais. É comum que suas sementes sejam compartilhadas durante a Ceia de Natal ou na virada do ano, como símbolo de união familiar e fartura. Essas tradições, muitas vezes passadas de geração em geração, mostram como a fruta transcendeu seus aspectos nutricionais para se tornar um símbolo importante no imaginário popular brasileiro.

Uma Fruta Carregada de História e Significados Globais

Embora sua importância seja evidente no Brasil, as raízes simbólicas da romã se estendem globalmente. No Judaísmo, por exemplo, a romã é mencionada na Torá como uma das sete espécies da Terra Prometida (Deuteronômio 8:8) e suas sementes, tradicionalmente associadas aos 613 mandamentos da religião, tornam-se um símbolo de bênçãos e boas ações no Rosh Hashaná (Ano Novo judaico). Já no Cristianismo, ela aparece em obras de arte renascentistas como um símbolo de ressurreição e vida eterna. No Islã, a fruta é descrita no Alcorão como uma das frutas do paraíso (Surata 55:68), sendo considerada um presente divino que representa abundância.

Na mitologia grega, a romã está intimamente ligada à deusa Perséfone, cujo consumo de suas sementes no submundo a conectou aos ciclos de renovação e fertilidade da natureza. Esse simbolismo de renascimento também é evidente em culturas mediterrâneas, onde a romã é quebrada no chão no Ano Novo em países como Grécia e Turquia, em rituais para atrair sorte e fartura. Na China, a romã é vista como um presente tradicional em casamentos, simbolizando fertilidade e descendência próspera.

Romã: Um Superalimento Reconhecido pela Ciência

Além de sua riqueza cultural, a romã se destaca por sua composição nutricional e propriedades terapêuticas. É uma das frutas mais estudadas pela ciência, graças à sua alta concentração de compostos bioativos, como punicalaginas, ácido elágico, antocianinas e flavonoides. Esses antioxidantes têm uma capacidade notável de neutralizar radicais livres, protegendo as células contra danos oxidativos, que estão associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e doenças cardiovasculares. Estudos mostram que a romã possui uma capacidade antioxidante até três vezes maior do que alimentos renomados, como vinho tinto e chá verde, e tem uma concentração de antioxidantes superior à de frutas como a uva e o mirtilo.

Fonte abundante de vitaminas e minerais essenciais para a saúde, entre os seus principais nutrientes presentes, encontramos:

  • Vitaminas: Rica em vitamina C, importante para o sistema imunológico, e vitamina K, fundamental para a coagulação sanguínea.
  • Minerais: Contém potássio, que auxilia no controle da pressão arterial, e fósforo, essencial para a saúde óssea.
  • Antioxidantes: Possui compostos como flavonoides, antocianinas e ácido elágico, que combatem os radicais livres e reduzem o estresse oxidativo.

Benefícios para a Saúde

A romã é uma fruta rica em nutrientes e compostos bioativos que proporcionam diversos benefícios à saúde. A seguir, apresentamos dez razões, embasadas em literatura científica, para incluir a romã em sua alimentação.

1. Atividade Antioxidante

A romã é rica em compostos antioxidantes, como:

  • Polifenóis: Ácido elágico, punicalaginas, antocianinas e flavonoides.
  • Esses antioxidantes neutralizam os radicais livres, moléculas instáveis que podem danificar o DNA das células e promover a formação de tumores.
  • Ao reduzir o estresse oxidativo, a romã ajuda a proteger as células saudáveis contra mutações genéticas que podem levar ao desenvolvimento do câncer.
  • Prevenindo danos celulares e inflamações crônicas, o consumo regular de romã pode reduzir marcadores inflamatórios no organismo, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.

2. Efeito Imunológico e Anti-inflamatório:

  • Estimula o sistema imunológico, ativando células como linfócitos T e macrófagos, que ajudam a combater doenças, infecções, inflamações e o câncer.
  • Estudos indicam que os compostos da romã podem inibir processos inflamatórios no organismo, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas. A romã ajuda a reduzir os níveis de marcadores inflamatórios, como TNF-α e IL-6 e suprimir vias pró-inflamatórias, como a NF-κB (fator nuclear kappa B), que são frequentemente ativadas em inflamações e tumores.
  • Rica em vitamina C e outros antioxidantes, a romã fortalece o sistema imunológico, aumentando a resistência do organismo.
  • Seu consumo regular pode ser particularmente benéfico durante períodos de maior susceptibilidade a gripes e resfriados.

3. Saúde Cardiovascular:

  • O consumo de suco de romã tem sido associado à redução da pressão arterial e melhora do perfil lipídico, auxiliando na prevenção de doenças cardíacas.
  • A romã auxilia na redução do colesterol LDL (o “mau” colesterol) e melhora a circulação sanguínea.
  • Pesquisas sugerem que seu consumo pode ajudar a prevenir doenças cardíacas, como infarto e arritmias, devido à sua capacidade de promover o relaxamento dos vasos sanguíneos e reduzir a pressão arterial.

4. Prevenção do Câncer:

  • A romã têm a capacidade de inibir a proliferação descontrolada de células cancerígenas, interrompendo seu ciclo celular e pode estimular a apoptose, mecanismo natural que leva à morte programada de células defeituosas ou danificadas.
  • Pesquisas sugerem que os compostos bioativos da romã aumentam a produção de metabólitos benéficos no intestino, como o urolitina A, que podem bloquear as fases específicas do ciclo celular das células tumorais, impedindo que elas se dividam e cresçam.
  •  O ácido elágico e as punicalaginas, ativam vias de sinalização celular que induzem a apoptose em células cancerígenas sem prejudicar células saudáveis. Essas vias incluem a ativação de proteínas como a caspase-3 e a regulação negativa de genes relacionados à sobrevivência celular, como o Bcl-2.
  • Os polifenóis da romã inibem os fatores de crescimento vascular, como o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), necessários para a angiogênese – o processo pelo qual tumores induzem a formação de novos vasos sanguíneos para fornecer nutrientes e oxigênio, permitindo seu crescimento e disseminação. Assim o suprimento de sangue para os tumores, fica comprometido, impedindo seu crescimento.
  • A romã reduz a atividade de enzimas chamadas metaloproteinases da matriz (MMPs), que facilitam a invasão das células cancerígenas para outros tecidos.
  • Os flavonoides e as punicalaginas regulam a expressão de moléculas de adesão celular, dificultando que as células tumorais se desprendam e migrem para outros órgãos.
  • No câncer de próstata, estudos mostraram que o suco de romã inibe a atividade da enzima 5-α-redutase, que converte testosterona em diidrotestosterona (DHT), um hormônio que promove o crescimento tumoral.
  • No câncer de mama, os compostos da romã modulam a expressão de receptores de estrogênio, bloqueando a estimulação do crescimento das células tumorais dependentes desse hormônio.

5. Melhoria da Memória

  • Alguns estudos apontam que a ingestão de romã pode melhorar a memória visual e verbal em indivíduos de meia-idade e idosos. Os antioxidantes da romã podem proteger o cérebro contra danos oxidativos, potencialmente retardando o declínio cognitivo e reduzindo o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson. Pesquisas em modelos animais sugerem efeitos neuroprotetores, embora mais estudos em humanos sejam necessários.
    • Protege as células cerebrais contra danos oxidativos e inflamações, principais fatores de risco para doenças neurodegenerativas.
    • Promove a renovação mitocondrial no cérebro, melhorando a função neuronal e retardando o declínio cognitivo.
    • Benefícios neuroprotetores:
      • Melhoria da memória e da cognição.
      • Redução do risco de doenças neurodegenerativas.
      • Proteção contra o envelhecimento cerebral.

6. Combate a infecções:

  • Propriedades Antimicrobianas: A romã possui atividade antimicrobiana contra diversas bactérias e fungos, podendo auxiliar na prevenção de infecções. Estudos demonstram que a romã possui propriedades antimicrobianas, eficazes contra bactérias e fungos. Isso pode ser útil na prevenção de infecções orais, como gengivite, e na manutenção da saúde bucal.

7. Saúde Articular e Muscular

  • Os extratos de romã podem ajudar a reduzir os sintomas da artrite, devido às suas propriedades anti-inflamatórias.
  • Um estudo demonstrou alívio das dores em pessoas portadoras de artrite.
  • A urolitina A também tem sido associada à melhoria da função muscular, especialmente em idosos, ajudando a combater a sarcopenia (perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento), que é uma das principais causas de doenças como artrose e osteoporose.
    • Estimula a renovação das mitocôndrias em células musculares, aumentando a eficiência energética.
    • Reduz a inflamação crônica que contribui para a fraqueza muscular.
    • Aumento da força e resistência muscular.

8. Controle glicêmico:

  • O consumo de romã pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir os níveis de glicose no sangue, auxiliando no controle do diabetes tipo 2.

9. Saúde Digestiva:

  • A romã é rica em fibras, que promovem a saúde digestiva e auxiliam no funcionamento adequado do trato gastrointestinal. Essas fibras presentes na romã auxiliam no funcionamento do trato gastrointestinal, prevenindo constipação e promovendo uma digestão saudável. Além disso, seus compostos bioativos podem contribuir para a saúde da microbiota intestinal.

10. Propriedades Antienvelhecimento:

  • Os antioxidantes presentes na romã ajudam a proteger a pele contra danos causados por radicais livres, retardando o envelhecimento cutâneo. A romã contribui para a saúde da pele, promovendo a regeneração celular e protegendo contra os danos causados pelos raios UV. Seus antioxidantes ajudam a manter a pele jovem e saudável, prevenindo o envelhecimento precoce.A romã também tem demonstrado eficácia na proteção contra os danos causados pela radiação UV, que está associada ao câncer de pele.
    • Os polifenóis atuam como filtros solares naturais, protegendo a pele contra danos no DNA e inflamações induzidas pela exposição ao sol.

Urolitina A: O Metabólito da Romã que Revoluciona a Saúde

A urolitina A é um metabólito bioativo produzido no corpo humano a partir de compostos chamados elagitanninos e ácido elágico, que são encontrados em alimentos como a romã, nozes e framboesas. Quando metabolizados por bactérias da microbiota intestinal, esses compostos dão origem à urolitina A, que tem demonstrado efeitos surpreendentes na saúde celular, combate ao envelhecimento e prevenção de doenças crônicas. Sua formação ocorre após a interação desses compostos com as bactérias da microbiota intestinal. Estudos recentes demonstraram que a urolitina A possui propriedades notáveis que contribuem para a saúde humana, incluindo efeitos anticancerígenos, anti-inflamatórios, neuroprotetores e, principalmente, na regeneração mitocondrial.

A capacidade de produzir urolitina A varia entre os indivíduos devido às diferenças na microbiota intestinal. Suplementos estão disponíveis para aqueles que desejam garantir os benefícios dessa substância. Esse efeito de renovação mitocondrial faz da urolitina A um candidato promissor para intervenções anti-envelhecimento.


Renovação Mitocondrial (Mitofagia)

O mecanismo mais conhecido e estudado da urolitina A está relacionado à mitofagia, que é um processo de renovação seletiva das mitocôndrias. Por meio da mitofagia, a célula elimina mitocôndrias disfuncionais, permitindo a formação de outras novas e mais saudáveis.  As mitocôndrias são as “usinas de energia” das células, e com o tempo, podem se tornar disfuncionais, acumulando danos que prejudicam sua capacidade de produzir energia e comprometem sua eficiência.

  • Como a urolitina A age?
    • A urolitina A estimula a remoção das mitocôndrias disfuncionais através da ativação de proteínas específicas envolvidas na mitofagia, como a PINK1 e a parkin.
    • Essas proteínas marcam as mitocôndrias danificadas para degradação e reciclagem, permitindo que novas mitocôndrias sejam formadas e garantindo o funcionamento saudável das células.
  • Benefícios da mitofagia induzida pela urolitina A:
    • Melhoria na produção de energia celular.
    • Redução de danos oxidativos nas células.
    • Prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer, Parkinson e doenças cardiovasculares.

Propriedades Anti-inflamatórias

A urolitina A atua como um potente agente anti-inflamatório, ajudando a reduzir inflamações crônicas que estão associadas ao desenvolvimento de várias doenças, incluindo câncer, diabetes tipo 2 e doenças neurodegenerativas.

  • Como a urolitina A age?
    • Inibe a ativação de vias pró-inflamatórias como a NF-κB (fator nuclear kappa B), que regula a produção de citocinas inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e IL-1β.
    • Também reduz a expressão de enzimas inflamatórias, como a COX-2 (ciclooxigenase-2).
  • Benefícios da ação anti-inflamatória:
    • Redução da inflamação sistêmica.
    • Proteção contra doenças crônicas e degenerativas.
    • Promoção de um ambiente celular saudável.

Propriedades Antioxidantes

A urolitina A combate o estresse oxidativo, uma condição causada pelo excesso de radicais livres no corpo, que pode danificar células, DNA, proteínas e lipídios.

  • Como a urolitina A age?
    • Neutraliza os radicais livres diretamente, agindo como um antioxidante.
    • Aumenta a expressão de enzimas antioxidantes endógenas, como a superóxido dismutase (SOD) e a catalase, que ajudam a proteger as células contra danos oxidativos.
  • Benefícios antioxidantes:
    • Prevenção do envelhecimento precoce das células.
    • Redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e câncer.
    • Proteção de tecidos vulneráveis, como o cérebro e o coração.

Regulação da Microbiota Intestinal

A produção de urolitina A depende da interação entre os elagitanninos presentes na dieta e a microbiota intestinal. Algumas pessoas têm microbiotas mais eficientes para converter elagitanninos em urolitina A, enquanto outras não produzem a substância em quantidades significativas.

  • Como a microbiota age?
    • Certas bactérias intestinais, como espécies do gênero Gordonibacter, convertem elagitanninos e ácido elágico em urolitinas, incluindo a urolitina A.
    • Uma microbiota saudável e diversificada é crucial para maximizar os benefícios da urolitina A.
  • Benefícios relacionados à microbiota:
    • Melhoria do equilíbrio bacteriano no intestino.
    • Redução da inflamação intestinal.
    • Promoção da saúde digestiva e absorção de nutrientes.

No entanto, é importante ressaltar que a capacidade de produzir urolitina A varia entre os indivíduos devido às diferenças na microbiota intestinal. Suplementos estão disponíveis para aqueles que desejam garantir os benefícios dessa substância.


Como Consumir a Romã

A romã é uma fruta versátil que pode ser consumida de diversas formas:

  • In Natura: As sementes podem ser consumidas puras ou adicionadas a saladas, iogurtes e sobremesas.
  • Suco: O suco de romã é refrescante e mantém grande parte dos nutrientes da fruta.
  • Chá: As cascas da romã podem ser utilizadas para preparar chás com propriedades medicinais.
  • Molhos e Geleias: A romã pode ser incorporada em receitas de molhos para carnes e geleias, adicionando um toque agridoce aos pratos.

Xarope Monin (importado da França)

Cápsulas de Romã Unilife

Ao incluir a romã em sua alimentação, você não apenas desfruta de um sabor delicioso e exótico, mas também se beneficia de suas inúmeras propriedades medicinais. Embora seja uma fruta comumente associada às festas de fim de ano, seu consumo regular pode trazer impactos positivos à saúde ao longo do ano todo.

 

Conclusão

A romã (Punica granatum) atua em múltiplos alvos biológicos relacionados ao câncer, prevenindo danos ao DNA, inibindo a proliferação celular e bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam tumores. Seus compostos bioativos, como ácido elágico e punicalaginas, promovem a apoptose de células cancerígenas sem afetar células saudáveis. Embora promissora, a romã deve ser vista como complemento a tratamentos médicos e consumida com orientação profissional.

A urolitina A, um metabólito derivado dos elagitanninos da romã, é notável por estimular a renovação mitocondrial, combater o envelhecimento e oferecer efeitos anti-inflamatórios, neuroprotetores e anticancerígenos. Como sua produção depende da microbiota intestinal, suplementos têm sido desenvolvidos para ampliar seus benefícios, especialmente em indivíduos que não a produzem naturalmente. Estudos indicam que incorporar alimentos ricos em elagitanninos ou considerar suplementação pode ser uma estratégia eficaz na prevenção de doenças e no envelhecimento saudável, embora mais pesquisas sejam necessárias.

É importante lembrar que, embora a romã ofereça muitos benefícios, ela não é um substituto para tratamentos médicos. Caso você esteja lidando com problemas de saúde específicos, é fundamental buscar orientação de um profissional de saúde.

 

Referências

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  6. Mahdavi R, et al. Effects of pomegranate extract on clinical signs, matrix metalloproteinases, and antioxidant status in patients with rheumatoid arthritis. Res Pharm Sci. 2021;16(3):252-261. ResearchGate
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  10. Teniente SL, Flores-Gallegos AC, Esparza-González SC, Campos-Múzquiz LG, Nery-Flores SD, Rodríguez-Herrera R. Anticancer Effect of Pomegranate Peel Polyphenols against Cervical Cancer. Antioxidants (Basel). 2023;12(1):127. doi:10.3390/antiox12010127.
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25 de dezembro de 2024 0 comment
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Blog RegeniusOrtopedia GeriátricaOsteoporose

Osteoporose: Descubra os Benefícios e Riscos da Corrida e Esportes de Impacto

by Otávio Melo 14 de dezembro de 2024

Correr com osteoporose é possível? Conheça os mitos e verdades que você precisa saber.

A osteoporose é uma doença silenciosa, marcada pela redução da densidade mineral óssea (DMO) e pelo aumento no risco de fraturas, especialmente em mulheres pós-menopausa. Estudos recentes têm destacado o papel vital do exercício físico, em especial os exercícios de impacto e alta intensidade, na prevenção e manejo dessa condição. Este artigo explora o impacto dessas atividades na saúde óssea e compartilha os principais achados de pesquisas relevantes.


O Que é a Osteoporose e Por Que a Prevenção é Essencial?

A osteoporose afeta milhões de pessoas globalmente, sendo mais prevalente em mulheres pós-menopausa devido à queda nos níveis de estrogênio. Essa condição compromete a qualidade do tecido ósseo e aumenta o risco de fraturas, especialmente no quadril, coluna e punhos.

Impacto na qualidade de vida:

  • Dores crônicas;
  • Redução da mobilidade;
  • Custos elevados com tratamentos e reabilitação.

Diante disso, estratégias preventivas como suplementação de cálcio, vitamina D e exercícios físicos se tornam indispensáveis.

A Conexão Entre Saúde Mental e Fraturas por Fragilidade

Estudos recentes indicam uma possível associação entre doenças mentais e um aumento no risco de fraturas por fragilidade e osteoporose não diagnosticada. Condições como depressão e ansiedade podem influenciar negativamente a saúde óssea, seja por alterações hormonais, comportamentos de risco ou uso de medicações que afetam o metabolismo ósseo. É crucial que profissionais de saúde considerem a saúde mental ao avaliar o risco de fraturas em pacientes, garantindo uma abordagem holística no tratamento e prevenção da osteoporose.

Modelos Inovadores para Predição de Fraturas de Quadril

A avaliação precisa do risco de fratura de quadril é essencial para intervenções preventivas eficazes. Pesquisadores desenvolveram um novo modelo de predição que utiliza variáveis clínicas e de imagem para estimar o risco de fratura de quadril nos próximos cinco anos. Este modelo mostrou-se mais preciso do que ferramentas tradicionais, permitindo uma identificação mais eficaz de indivíduos em alto risco e a implementação de medidas preventivas adequadas.

O Subdiagnóstico da Osteoporose Após Fraturas

Apesar dos avanços na medicina, a osteoporose continua subdiagnosticada e subtratada, especialmente após fraturas femorais periprotéticas. Muitas vezes, a atenção é focada na fratura em si, enquanto a condição subjacente de fragilidade óssea não é adequadamente abordada. Isso destaca a necessidade de protocolos que garantam a avaliação e tratamento da osteoporose em pacientes que sofreram fraturas, prevenindo futuras ocorrências e melhorando a qualidade de vida.

Avaliação de Risco: Modelo FRAX no Brasil

No contexto brasileiro, o modelo FRAX foi calibrado para avaliar o risco de fraturas osteoporóticas em 10 anos, considerando fatores clínicos e densidade mineral óssea. Essa ferramenta auxilia profissionais de saúde na tomada de decisões terapêuticas, identificando pacientes que se beneficiariam de intervenções preventivas. A atualização e utilização adequada do FRAX são fundamentais para a eficácia na prevenção de fraturas no país.

A Importância de uma Abordagem Multidisciplinar

A prevenção e tratamento da osteoporose e fraturas por fragilidade requerem uma abordagem multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, geriatras, psiquiatras e outros profissionais de saúde. Considerar fatores como saúde mental, condições clínicas e estilo de vida é essencial para uma estratégia eficaz de prevenção, diagnóstico e tratamento, garantindo uma melhor qualidade de vida para os pacientes.


Exercício: Um Pilar Fundamental na Saúde Óssea

Pesquisas indicam que o exercício físico desempenha um papel crucial na manutenção e no aumento da DMO. De acordo com o estudo de Wu et al. (2024), exercícios de alto impacto estão associados a uma redução significativa no risco de osteoporose, com odds ratio de 0,573 (95% CI: 0,406–0,810). As atividades de baixo impacto, como yoga e caminhada, não demonstraram benefícios significativos na DMO.

Exercícios de Alto Impacto:

  • Atividades como corrida, saltos e levantamento de peso geram estímulos mecânicos que promovem remodelação óssea.
  • Benefícios comprovados para densidade óssea no fêmur e na coluna.

Exercícios de Resistência:

  • Incluem treinos com pesos e elásticos, aumentando a força muscular e protegendo os ossos.
  • Protocolos de alta intensidade mostraram melhorias na DMO em estudos clínicos.

Treinos Aquáticos:

  • Embora menos impactantes, exercícios aquáticos de alta intensidade demonstraram efeitos positivos na saúde óssea, especialmente em mulheres com maior risco de fraturas.

O Que os Estudos Mostram?

  • Protocolos de alta intensidade e impacto melhoraram a DMO em regiões críticas como coluna lombar e fêmur.
  • Homens tiveram maior proteção com exercícios de impacto do que mulheres, possivelmente devido a diferenças hormonais.
  • Mulheres pós-menopausa podem se beneficiar de combinações entre impacto e resistência.
  • Modalidades combinadas (resistência + impacto) apresentaram os melhores resultados na saúde óssea de mulheres pós-menopausa.

Como Iniciar um Programa de Exercícios para Saúde Óssea

  1. Avaliação inicial: Consulte um médico para avaliação da DMO e condicionamento físico.
  2. Escolha da atividade:Alta intensidade: Treinos supervisionados de resistência e impacto.
    • Baixo impacto: Pilates, yoga l, musculação e hidroginástica para quem tem restrições.
  3. Frequência: Pelo menos 3 vezes por semana, com sessões de 30 a 60 minutos.
  4. Progressão: Aumente a intensidade gradualmente para evitar lesões.

Links Relevantes 

  • Aprenda mais sobre a Osteoporose

Referências

  1. Moreira LD, et al. Physical exercise and osteoporosis: effects of different types of exercises. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58(5):514-522. Link.
  2. Wu M-C, et al. The association between different impact exercises and osteoporosis. BMC Public Health. 2024;24:1881. Link.
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  2. Novel prediction model may accurately assess 5-year hip fracture risk. Healio. Link.
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14 de dezembro de 2024 0 comment
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