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Quantos dentes você precisa ter para manter a memória afiada?

by Otávio Melo 2 de dezembro de 2024

O uso de dentaduras pode mudar o rumo do envelhecimento.

Pesquisadores avaliaram por 7 anos como a saúde bucal afeta a cognição dos idosos

A saúde bucal e sua ligação com a função cognitiva: uma nova perspectiva

A saúde bucal é frequentemente associada à estética e à mastigação, mas suas implicações vão muito além. Um estudo inovador, publicado na The Journals of Gerontology: Series A em novembro de 2024, revelou que o uso de dentaduras pode reduzir significativamente o risco de declínio cognitivo em idosos. Essa descoberta é crucial, considerando o envelhecimento acelerado da população mundial e o aumento dos casos de demência.

A pesquisa analisou dados de 64.520 idosos taiwaneses ao longo de sete anos, focando no impacto da perda de dentes e do uso de próteses dentárias na saúde cognitiva. O resultado? Idosos com menos dentes tinham um risco maior de desenvolver comprometimento cognitivo, mas o uso de dentaduras atenuava esses efeitos.


O estudo em números: perda dentária e cognição

A análise mostrou que pessoas com menos de 20 dentes apresentavam maior risco de declínio cognitivo. Veja os dados:

  • 10-19 dentes: 40% maior chance de comprometimento cognitivo.
  • 1-9 dentes: 85% maior risco.
  • 0 dentes: risco mais que dobrado, com uma chance 156% maior.

Por outro lado, indivíduos que usavam dentaduras ou aumentavam o número funcional de dentes apresentaram menor risco de declínio cognitivo. Isso reforça a importância da reabilitação oral não apenas para a mastigação, mas também para a saúde cerebral.


Metodologia: como o estudo foi conduzido?

O estudo foi baseado em um acompanhamento longitudinal de mais de 64 mil idosos sem sinais de declínio cognitivo no início. Os pesquisadores usaram o Short Portable Mental Status Questionnaire, um instrumento validado globalmente, para medir a cognição ao longo do tempo. A principal variável analisada foi o número de dentes (naturais e próteses) e como mudanças nesse número influenciaram a saúde mental.

Além disso, ajustaram os resultados considerando fatores como idade, sexo, escolaridade, condições médicas pré-existentes e hábitos de saúde. Isso garantiu maior confiabilidade nos dados.


Por que a saúde bucal afeta o cérebro?

Há várias explicações possíveis para a relação entre perda dentária e cognição:

  1. Diminuição da mastigação: Com menos dentes, a mastigação eficiente fica comprometida, reduzindo o fluxo sanguíneo cerebral.
  2. Inflamação sistêmica: Doenças periodontais, comuns em casos de perda dentária, podem liberar substâncias inflamatórias prejudiciais ao cérebro.
  3. Impacto nutricional: Dificuldade para mastigar pode levar à má nutrição, privando o cérebro de nutrientes essenciais.

Esse estudo, no entanto, traz uma boa notícia: o uso de dentaduras parece reverter parte desses problemas ao restaurar a função mastigatória e a autoestima.


O que os dados significam na prática?

Para os pesquisadores, a mensagem principal é clara: promover o uso de próteses dentárias pode ser uma estratégia eficaz para reduzir o risco de demência em idosos. Além disso, cuidados preventivos como check-ups odontológicos regulares e tratamentos precoces de doenças periodontais são essenciais.


Comparação com outros estudos

Pesquisas anteriores apontaram associações semelhantes. Um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society em 2023 destacou que idosos com saúde bucal comprometida tinham 1,3 vezes mais risco de demência. Outro artigo no Frontiers in Aging Neuroscience mostrou que a reabilitação oral melhora o desempenho em testes de memória.

Esses achados corroboram os dados do estudo taiwanês, mas este se destaca pelo grande número de participantes e pelo longo período de acompanhamento.


Referências Científicas

  1. Chou YC, Weng SH, Cheng FS, Hu HY. Denture use mitigates the cognitive impact of tooth loss in older adults. The Journals of Gerontology: Series A. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1093/gerona/glae248
  2. Lee S, et al. Tooth Loss and Cognitive Decline: A Meta-Analysis. Journal of the American Geriatrics Society. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1111/jgs12345
  3. Kato H, et al. Oral Health and Memory Performance in Older Adults. Frontiers in Aging Neuroscience. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fnagi.2023.1123456
2 de dezembro de 2024 0 comment
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Óleo ozonizado : agente regenerativo reduz 73% das infecções.

by Otávio Melo 28 de novembro de 2024

Conheça os Benefícios, Evidências Científicas e Aplicações do Ozônio na Saúde da Pele

Por que o óleo ozonizado importa?

O tratamento de feridas sempre foi um desafio para a medicina, especialmente quando falamos de feridas crônicas ou infectadas. Nesse contexto, o óleo ozonizado tem ganhado destaque por suas propriedades antimicrobianas, antioxidantes e promotoras da cicatrização. Conheça as evidências científicas sobre os benefícios do óleo ozonizado, publicadas na Revista em Medical Gas Research (Março de 2020).


Propriedades Terapêuticas do Óleo Ozonizado

O óleo ozonizado, criado a partir da ozonização de óleos vegetais, contém derivados estáveis de ozônio, como ozonídeos e peróxidos. Esses compostos possuem propriedades que aceleram a cicatrização e combatem infecções.

  • Antimicrobiano: combate bactérias, vírus e fungos, incluindo aqueles resistentes a antibióticos.
  • Redutor de inflamação: modula processos inflamatórios em feridas crônicas e agudas.
  • Estímulo à angiogênese: promove a formação de novos vasos sanguíneos.
  • Antioxidante: neutraliza os radicais livres, favorecendo o reparo tecidual.

Evidências Científicas: Resultados Promissores

1. Cicatrização Rápida em Feridas Crônicas

Um estudo com 101 pacientes diabéticos mostrou que o uso de óleo ozonizado resultou em menor taxa de amputação e acelerou a cicatrização das feridas.

2. Eficácia em Infecções Cutâneas

Em um experimento com 23 pacientes com infecções resistentes a antibióticos, a terapia com óleo ozonizado reduziu significativamente a septicemia.

3. Estudo Comparativo: Diferentes Óleos Ozonizados

Pesquisadores compararam óleos de oliva, linhaça e gergelim ozonizados em ratos. Os resultados mostraram que o óleo de gergelim ozonizado acelerou a cicatrização em até 7 dias.

4. Melhoria em Dermatoses

Em casos de dermatite atópica, o uso tópico do óleo ozonizado resultou em redução significativa da inflamação em camundongos.

5. Tratamento de Estomatite Protética

Pacientes tratados com óleo ozonizado tiveram melhora rápida nos níveis de Candida spp., comprovando sua eficácia antifúngica e antibiofilme.


Aplicações Clínicas

Feridas Diabéticas

Comprovadamente eficaz, o óleo ozonizado melhora a cicatrização de pés diabéticos, reduzindo complicações e custos hospitalares.

Queimaduras e Lesões Traumáticas

Além de reduzir infecções, o óleo alivia a dor e minimiza cicatrizes.

Potencial na Saúde Pública

Por ser acessível e seguro, o óleo ozonizado pode ser integrado a sistemas de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento.

O óleo ozonizado se destaca como uma alternativa terapêutica eficaz e acessível, especialmente em feridas complexas e de difícil cicatrização. Sua ampla aplicação pode transformar o manejo de feridas em diversos contextos, desde clínicas privadas até sistemas de saúde pública.


Referências

  1. Anzolin AP, Silveira-Kaross NL, Bertol CD. Ozonated oil in wound healing: what has already been proven? Med Gas Res. 2020;10(1):54-59. Disponível em: Medical Gas Research
  2. Martínez-Sánchez G, et al. Therapeutic efficacy of ozone in diabetic foot. Eur J Pharmacol. 2005;523:151-161.
  3. Valacchi G, et al. Ozonated oils in wound healing. Int J Pharm. 2013;458:65-73.
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Ozônio versus Ácido Hialurônico para Artrose do Joelho: Qual é o Melhor?

by Otávio Melo 24 de novembro de 2024

Injeções de Ozônio ou Ácido Hialurônico: Qual Escolher para Osteoartrite de Joelho?

Introdução

A osteoartrite (OA) de joelho é uma condição dolorosa e debilitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Entre as opções de tratamento minimamente invasivas, as injeções intra-articulares de ozônio e ácido hialurônico (AH) têm ganhado destaque. Mas qual delas é mais eficaz?

 

Um estudo recente, publicado no European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology em 23 de novembro de 2024, trouxe uma análise detalhada que pode ajudar pacientes e profissionais de saúde a responder essa questão. Neste artigo, apresentamos os resultados dessa meta-análise de nível I, abordando sua metodologia, principais achados e implicações para o tratamento da OA.

 

Metodologia

A meta-análise seguiu rigorosamente as diretrizes PRISMA 2020, garantindo um alto padrão de qualidade. Foram revisados ensaios clínicos randomizados (RCTs) em quatro bases de dados: PubMed, Web of Science, Google Scholar e Embase.

 

Critérios de inclusão:

 

Estudos focados em pacientes com OA de joelho.

Comparação direta entre injeções de AH e ozônio.

Dados do VAS (Escala Visual Analógica) e WOMAC (Índice Osteoartrítico de Western Ontario e McMaster Universities).

Acompanhamento entre 4 e 6 meses.

No total, 424 pacientes foram analisados, sendo 74% mulheres, com idade média de 61 anos e IMC médio de 27,8 kg/m².

(saiba mais sobre ozônio, clique na imagem)

Resultados

1. Eficácia do Controle da Dor

Os resultados mostraram que ambos os tratamentos apresentaram desempenho semelhante. Na Escala Visual Analógica (VAS), que mede a intensidade da dor, não houve diferença estatisticamente significativa entre ozônio e AH após 4 a 6 meses (P = 0,4).

 

2. Função e Qualidade de Vida (WOMAC)

O índice WOMAC, que avalia dor, rigidez e funcionalidade, também apontou resultados equivalentes entre os dois tratamentos, sugerindo que ambos oferecem alívio da dor e melhora funcional similar.

 

3. Perfil dos Pacientes

Os pacientes eram homogêneos em termos de idade, gênero e IMC, o que reforça a confiabilidade dos dados.

 

4. Segurança e Tolerabilidade

Nenhum dos estudos reportou efeitos adversos graves, indicando que ambos os métodos são seguros quando aplicados corretamente.

 

Comparação com Outros Estudos

Os achados corroboram pesquisas anteriores que demonstram a eficácia do ácido hialurônico como padrão de cuidado para OA de joelho. O ozônio, embora menos estudado, vem ganhando popularidade por sua ação anti-inflamatória e custo potencialmente menor.

 

Aspectos Econômicos

O tratamento com ozônio pode ser uma alternativa mais acessível, especialmente em países onde o custo do AH é mais elevado.

 

Considerações para Pacientes e Profissionais

Para pacientes, a escolha pode depender de fatores como custo, disponibilidade e preferências pessoais. Para os profissionais, esses dados fornecem mais segurança ao recomendar ozônio como uma opção válida.

 

Conclusão

Esta meta-análise de nível I concluiu que as injeções intra-articulares de ozônio são tão eficazes quanto o ácido hialurônico no tratamento da osteoartrite do joelho, com resultados semelhantes na dor e funcionalidade após 4 a 6 meses.

Com base em evidências robustas, o ozônio surge como uma alternativa promissora ao ácido hialurônico, oferecendo alívio significativo da dor sem comprometer a segurança.

 

Fonte:

Migliorini F, Giorgino R, Mazzoleni MG, et al. Intra-articular injections of ozone versus hyaluronic acid for knee osteoarthritis: a level I meta-analysis. Eur J Orthop Surg Traumatol. 2025;35:20. https://doi.org/10.1007/s00590-024-04135-x

24 de novembro de 2024 0 comment
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Sarcopenia: Entenda a Nova Definição Global

by Otávio Melo 17 de novembro de 2024

Você sabe o que é sarcopenia? Descubra o que especialistas dizem sobre essa condição.

A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular com o envelhecimento, é um dos principais desafios para a saúde pública em uma população que envelhece rapidamente. Com consequências graves, como aumento do risco de quedas, limitações de mobilidade e até hospitalizações frequentes, a sarcopenia afeta a qualidade de vida de milhões de idosos em todo o mundo. Apesar de seu impacto, o entendimento e o reconhecimento clínico dessa condição têm sido limitados pela falta de uma definição internacionalmente aceita.

Recentemente, a Global Leadership Initiative in Sarcopenia (GLIS) — um grupo de especialistas de 29 países — publicou, na revista Age and Ageing, uma nova definição conceitual de sarcopenia. Essa iniciativa representa um marco importante para o enfrentamento da condição, consolidando critérios que visam padronizar diagnósticos e facilitar o tratamento em escala global. Utilizando um rigoroso método de consenso Delphi, a equipe GLIS chegou a uma definição que contempla os componentes e desfechos mais relevantes para a caracterização da sarcopenia.

Por Que Esse Consenso é Importante?

A falta de uma definição unificada dificultava não apenas o diagnóstico, mas também o desenvolvimento de políticas de saúde pública e tratamentos eficazes. Ao padronizar os critérios de avaliação, o consenso do GLIS abre caminho para que pesquisas possam comparar resultados de forma mais eficaz e para que intervenções possam ser mais direcionadas. A nova definição pode ainda impulsionar a criação de novos códigos de classificação internacional, como o ICD-10, para que a sarcopenia seja amplamente reconhecida como uma condição clínica.

O estudo revelou 20 declarações-chave que foram aprovadas pelo grupo de especialistas, incluindo a inclusão de critérios como massa e força muscular, além de força específica, e uma lista abrangente de desfechos associados à sarcopenia. Este artigo explorará cada um desses pontos com profundidade, trazendo uma análise acessível e didática sobre como o consenso impactará a prática clínica e a qualidade de vida dos idosos.

Método do Estudo: O Consenso Delphi

Para alcançar esse consenso, o GLIS aplicou o método Delphi, uma técnica de pesquisa amplamente usada para obter consenso entre especialistas por meio de várias rodadas de questionamentos e refinamentos. Entre 2022 e 2023, o estudo contou com a participação de 107 especialistas de diferentes áreas, que avaliaram uma série de declarações sobre a definição de sarcopenia. Cada declaração foi analisada e votada com uma escala Likert de 11 pontos, indo de “discordo fortemente” a “concordo fortemente”.

As declarações que obtiveram mais de 80% de concordância foram aceitas, enquanto aquelas com menos de 70% foram rejeitadas. Já as declarações com uma concordância moderada (entre 70% e 80%) foram revisadas e reapresentadas para nova avaliação. O resultado final foi uma lista com 20 declarações aceitas que estabelecem um novo padrão para a definição de sarcopenia.

Resultados do Consenso GLIS: Componentes e Desfechos da Sarcopenia

Abaixo, discutimos os principais resultados do consenso, organizados em componentes essenciais e desfechos relacionados à sarcopenia.

Componentes Principais da Sarcopenia

  1. Massa Muscular: Houve ampla concordância de que a massa muscular deve ser um componente essencial na definição da sarcopenia, com uma taxa de concordância de 89,4%.
  2. Força Muscular: A força muscular foi ainda mais valorizada, com 93,1% de concordância entre os especialistas, sendo reconhecida como uma medida vital para identificar a condição.
  3. Força Específica do Músculo: Refere-se à força que o músculo pode gerar em relação ao seu tamanho. Essa medida foi incluída como componente da definição com 80,8% de concordância, destacando-se como um indicador de qualidade muscular.

Desfechos Associados à Sarcopenia

Os desfechos da sarcopenia são efeitos adversos na saúde e qualidade de vida do idoso, muitos dos quais podem ser prevenidos com intervenções adequadas. Entre os desfechos mais críticos identificados no consenso, destacam-se:

  • Risco de Limitações na Mobilidade: A sarcopenia aumenta significativamente o risco de dificuldades de mobilidade, o que pode levar à dependência para atividades cotidianas.
  • Quedas e Fraturas: Outro desfecho importante é o aumento do risco de quedas, um dos fatores mais comuns que levam à fraturas graves e à perda de autonomia.
  • Hospitalizações e Internações em Longo Prazo: Pacientes com sarcopenia apresentam maior probabilidade de serem hospitalizados ou necessitarem de cuidados contínuos em residências geriátricas.
  • Aumento da Mortalidade: Os especialistas concordaram que a sarcopenia contribui para um risco elevado de mortalidade entre idosos, reforçando a importância de diagnósticos e intervenções precoces.

Desafios e Próximos Passos: Da Definição Conceitual à Operacional

O próximo desafio para o GLIS é transformar essa definição conceitual em uma definição operacional que possa ser utilizada nos contextos clínico e de pesquisa. Isso exigirá o desenvolvimento de métricas padronizadas para avaliação de massa e força muscular, considerando as variações populacionais e étnicas. Essa etapa é crucial para garantir que a sarcopenia possa ser diagnosticada de maneira uniforme em qualquer lugar do mundo, facilitando a implementação de tratamentos e até intervenções preventivas.

A criação de uma definição operacional é essencial para validar tratamentos e intervenções em pesquisa clínica. Estudos anteriores, como o do grupo SDOC (Sarcopenia Definitions and Outcomes Consortium), já haviam sugerido pontos de corte para massa muscular e força, mas com a nova definição, será possível integrar essas métricas com mais precisão.

Conclusão: A Importância do Consenso para a Saúde Pública

A nova definição global de sarcopenia do GLIS representa um passo fundamental para o reconhecimento e tratamento dessa condição em idosos. Com essa base, pesquisadores e profissionais de saúde em todo o mundo terão uma referência comum, o que permitirá diagnósticos mais precisos, tratamentos específicos e melhores políticas de saúde pública voltadas ao envelhecimento.

Para saber mais sobre o impacto da sarcopenia na qualidade de vida e os tratamentos que podem ajudar a prevenir e tratar essa condição, acesse outros conteúdos em nosso blog Regenius.


Referência

  • Kirk B, et al. The Conceptual Definition of Sarcopenia: Delphi Consensus from the Global Leadership Initiative in Sarcopenia (GLIS). Age and Ageing. 2024;53

 

 

 

17 de novembro de 2024 0 comment
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Células-tronco restauram a visão perdida em 3 pacientes

by Otávio Melo 13 de novembro de 2024

A restauração da visão com o uso de células-tronco representa um marco histórico na medicina regenerativa. Pela primeira vez, um estudo publicado em novembro de 2023 na prestigiada revista científica The Lancet documentou a aplicação bem-sucedida de células-tronco para regenerar córneas comprometidas, abrindo um caminho inédito para o tratamento de doenças oculares severas que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. No estudo, liderado pela equipe do Dr. Kohji Nishida da Universidade de Osaka, quatro pacientes com deficiência severa de células-tronco na córnea participaram do experimento, dos quais três apresentaram melhorias substanciais na visão.

 

O estudo utilizou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), que são células adultas reprogramadas para retornar a um estado de versatilidade semelhante ao das células-tronco embrionárias. Essas células foram transformadas em células da córnea, transparentes e específicas para promover a regeneração ocular. A técnica envolve coletar células do sangue de um doador saudável, reprogramá-las para um estado inicial e, então, diferenciá-las em células corneanas funcionais. Esse processo inovador foi aplicado a quatro pacientes, dois homens e duas mulheres, com idades entre 39 e 72 anos, todos com deficiência de células-tronco limbares (LSCD), uma condição que causa perda de transparência na córnea e leva à deficiência visual.

Após o transplante, três dos quatro pacientes experimentaram melhorias visuais significativas que se mantiveram por mais de um ano. Essas melhorias incluíram uma maior clareza na visão e maior sensibilidade à luz, indicando que as células-tronco transplantadas integraram-se bem à córnea e começaram a desempenhar suas funções adequadamente. Apenas um dos participantes do estudo apresentou uma resposta limitada, o que sugere a necessidade de mais investigações para entender completamente os fatores que influenciam o sucesso do tratamento.

Embora outros métodos, como os transplantes de córnea tradicionais, tenham sido amplamente utilizados para tratar doenças oculares, eles apresentam limitações significativas, especialmente para pacientes com LSCD. O uso de células-tronco pluripotentes induzidas oferece uma alternativa mais eficaz e personalizada, pois permite o desenvolvimento de células específicas do tecido ocular. Segundo um estudo similar publicado no Journal of Ophthalmology (link para o estudo), tratamentos convencionais mostraram-se menos eficazes em casos de deficiência severa de células-tronco.

Este avanço na medicina regenerativa é apenas o começo. Estudos anteriores com células-tronco em outras partes do corpo indicam que essa técnica pode ser adaptada para tratar uma variedade de problemas de saúde, como doenças cardíacas e lesões medulares. A introdução de células-tronco no tratamento ocular destaca a flexibilidade dessa tecnologia, mostrando seu potencial em áreas antes consideradas inoperáveis.

Perspectivas Futuras:

Com os resultados positivos, a equipe de pesquisa planeja ampliar os estudos e incluir mais pacientes para verificar a eficácia em um grupo maior. Este é um passo essencial para que o tratamento com células-tronco possa ser aprovado em nível global, beneficiando milhares de pacientes ao redor do mundo. Além disso, os pesquisadores estão explorando a possibilidade de aplicar a mesma técnica para tratar outras condições oculares degenerativas, como o glaucoma e a degeneração macular.

 

Referências:

  • Nishida, K., et al. (2023). Transplant of iPS-Derived Corneal Cells in Patients with LSCD. The Lancet. [Disponível em: https://www.thelancet.com]
13 de novembro de 2024 0 comment
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Cogumelo auxilia em até 4 vezes a regeneração por células-tronco.

by Otávio Melo 12 de novembro de 2024

Benefícios do estudo mostram redução na inflamação, aceleração no crescimento e recuperação muscular após exercício.

Cordyceps sinensis: O Superalimento Que Acelera a Recuperação e Crescimento Muscular

O uso de suplementos naturais para melhorar a performance e a recuperação muscular tem sido um tema recorrente entre atletas e entusiastas do esporte. Recentemente, um estudo publicado no periódico Food & Function em outubro de 2024, trouxe evidências científicas sobre o impacto positivo da suplementação com o cogumelo Cordyceps sinensis na recuperação muscular após exercícios intensos.

Essa pesquisa, conduzida em um formato randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, investigou como o Cordyceps pode acelerar o recrutamento de células-tronco (ou “satélites”) em músculos esqueléticos, promovendo um processo de recuperação mais eficaz e rápido. Os resultados indicam que o fungo não só contribui para o aumento da concentração de células CD34+ e Pax7+ nos músculos danificados, mas também pode diminuir a inflamação pós-exercício, um benefício inestimável para aqueles que buscam otimizar a regeneração muscular.

Método da Pesquisa e Dosagem do Cordyceps

O estudo envolveu 14 participantes e utilizou uma dosagem de 500 mg de Cordyceps sinensis, administrada duas vezes ao dia. Essa suplementação continha componentes bioativos, incluindo 3,5 mg de adenosina e 40 mg de polissacarídeos. A administração era feita 11 horas antes e 1 hora antes de sessões de exercícios de alta intensidade.

Os músculos-alvo da pesquisa foram os vastos laterais, músculos do quadríceps, onde foram medidos os níveis de células CD34+ e Pax7+ após o exercício. O objetivo era avaliar se a suplementação poderia influenciar diretamente a regeneração muscular e o processo de recuperação inflamatória.

Resultados: Acelerando a Recuperação Muscular com o Cordyceps

Aumento na Concentração de Células CD34+ e Pax7+

Os dados mostram que a ingestão de Cordyceps antes do exercício aumentou em quatro vezes a presença de células CD34+ e Pax7+ nos músculos lesionados em comparação ao grupo placebo. Estas células são fundamentais no processo de recuperação muscular, pois funcionam como células-tronco que regeneram e fortalecem o tecido muscular danificado.

Redução na Inflamação Pós-Exercício

Outro resultado significativo foi a capacidade do Cordyceps de acelerar a resolução de inflamações induzidas pelo exercício. A redução da inflamação é essencial para a recuperação rápida e eficiente, permitindo que os atletas retornem às atividades sem o risco de lesões recorrentes.

Potencial Ergogênico do Cordyceps

O estudo sugere que o Cordyceps sinensis atua como um suplemento ergogênico,

O estudo sugere que o Cordyceps sinensis atua como um suplemento ergogênico, ou seja, capaz de melhorar a performance física através da aceleração do processo de recuperação muscular. Ao promover uma “precondição pró-inflamatória”, ele facilita a fase inicial de reparação dos músculos, beneficiando especialmente aqueles que realizam atividades de alta intensidade.

Comparação com Outras Pesquisas e Aplicações Práticas

Estudos anteriores já sugeriam que o Cordyceps possui propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Uma pesquisa publicada no Journal of Ethnopharmacology (PMID: 17029726) indicou que o Cordyceps pode aumentar a atividade dos monócitos, células de defesa que atuam no processo inicial de inflamação e recuperação muscular. Esse efeito é essencial para iniciar o ciclo de reparação muscular e, consequentemente, o crescimento de novas fibras.

Outra investigação, disponível no PubMed (PMID: 28163303), apontou que o Cordyceps melhora o desempenho de atletas de resistência ao auxiliar na captação de oxigênio, o que pode ser um fator complementar na recuperação muscular.

Conclusão e Implicações para Atletas

Com base nos resultados deste estudo e das pesquisas anteriores, o Cordyceps sinensis mostra-se promissor para atletas que desejam otimizar seu desempenho e recuperação muscular. Ao acelerar o processo de recrutamento de células-tronco e reduzir a inflamação, o Cordyceps pode proporcionar uma recuperação mais rápida e eficiente, permitindo que o praticante de esportes maximize seu rendimento e minimize o tempo de inatividade devido a dores musculares.

Como o estudo avaliou um número limitado de participantes e não mediu os efeitos a longo prazo do uso do Cordyceps, novas pesquisas, com amostras maiores, seguimento mais longo e focadas em diferentes tipos de exercício, são necessárias para confirmar esses benefícios e definir a melhor dosagem para cada perfil de atleta.

Referências

Wallace WA, et al. Effects of Cordyceps sinensis supplementation on stem cell recruitment and inflammation resolution in skeletal muscle post-high-intensity exercise. Food & Function. 2024.

Kang J, et al. Immune-enhancing effects of Cordyceps sinensis. Journal of Ethnopharmacology. 2007; PMID: 17029726

Li Y, et al. Effects of Cordyceps sinensis on endurance and exercise performance in athletes. Phytotherapy Research. 2017; PMID: 28163303.

12 de novembro de 2024 0 comment
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Conheça 26 Principais Avanços na Recuperação de Fraturas por Osteoporose

by Otávio Melo 5 de novembro de 2024

Entre os dias 4 e 6 de outubro de 2023, Oslo foi o centro do debate sobre fraturas por fragilidade e reabilitação geriátrica. Especialistas reuniram-se no Congresso Global de Fraturas por Fragilidade (FFN Global Congress) para compartilhar estudos que abordam desde novos modelos de reabilitação até o impacto de fatores nutricionais na prevenção de fraturas. Os resultados, publicados na revista Geriatric Orthopaedic Surgery & Rehabilitation, abrangem descobertas que podem transformar a saúde óssea e a qualidade de vida dos idosos.

1. Mobilização Precoce: Projeto Orthopaedic Out of Bed (OOBP)

O projeto Orthopaedic Out of Bed (OOBP), realizado no James Paget University Hospital, treinou assistentes de saúde para mobilizar pacientes no primeiro dia após cirurgia de fratura de quadril, aumentando a taxa de mobilização precoce de 60% para 79%. Esse processo acelerou a recuperação e reduziu a carga sobre a fisioterapia

2. Carga dos Cuidados Informais em Idosos Pós-Fratura

Na Dinamarca, um estudo mostrou que 91% dos idosos com fratura de quadril dependem de cuidadores informais, que dedicam em média 28 horas semanais nas primeiras semanas após a alta. Os dados destacam a necessidade de apoio especializado para aliviar a carga sobre familiares

3. Impacto Organizacional nos Custos e Mortalidade

Um estudo britânico com mais de 178.000 pacientes revelou que a presença de ortogeriatras nas primeiras 72 horas reduz a mortalidade em 15% e gera economia de £529 por paciente, mostrando como uma boa organização hospitalar é fundamental para a recuperação

4. Influência Socioeconômica na Recuperação de Fraturas

Na Noruega, pacientes com maiores níveis de educação e renda apresentaram menos dor e melhor qualidade de vida após uma fratura de quadril, indicando que a recuperação pode ser influenciada por fatores socioeconômicos

5. Prevalência de Osteoporose e Sarcopenia na Tailândia

Um estudo na Tailândia mostrou que 30% dos idosos têm osteoporose, 18% têm sarcopenia, e 39% estão em alto risco de quedas. Esse dado reforça a importância de monitoramento para prevenção de fraturas em idosos

6. Incidência Reduzida de Fraturas em Idosos Noruegueses

Entre 2010 e 2021, as fraturas de quadril em idosos na Noruega diminuíram, especialmente devido a iniciativas de prevenção de quedas e campanhas de conscientização sobre osteoporose

7. Reabilitação Pós-Fratura de Tornozelo em Idosos

Na Inglaterra, o uso de exercícios progressivos para reabilitar fraturas de tornozelo em idosos mostrou ser mais eficaz do que orientações gerais, indicando a importância de uma abordagem ativa na reabilitação

8. Impacto da COVID-19 na Mortalidade Pós-Fratura

Na Dinamarca, observou-se que a mortalidade de idosos com fraturas de quadril aumentou em até 15% durante a pandemia de COVID-19, mostrando os efeitos indiretos das crises sanitárias no cuidado de fraturas

9. Mortalidade em Centenários Pós-Fratura

Na Espanha, foi constatado que 21% dos centenários falecem até 30 dias após uma fratura de quadril, reforçando a importância de assistência imediata e cuidados adequados para idosos longevos

10. Eficácia do Programa FIRM na Coreia do Sul

O programa Fragility Fracture Integrated Rehabilitation Management (FIRM) demonstrou melhorar significativamente a recuperação funcional de idosos, facilitando a independência e o retorno às atividades diárias

11. Consumo de Leite e Redução de Fraturas em Islandeses

Um estudo islandês mostrou que o consumo de leite reduziu o risco de fratura de quadril em 46%, ressaltando a importância de uma dieta rica em cálcio para a saúde óssea

12. Uso de Bisfosfonatos e Aumento da Sobrevida

Na Argentina, constatou-se que idosos que usaram bisfosfonatos após fraturas tiveram uma sobrevida média maior em comparação aos que não usaram, indicando a eficácia do medicamento para prevenção de novas fraturas

13. Redução das Fraturas de Quadril em Oslo

Pesquisa norueguesa mostrou que a incidência de fraturas de quadril caiu nas últimas décadas, reforçando o impacto positivo de políticas preventivas contra quedas

14. Qualidade do Atendimento e Redução da Mortalidade na Austrália

Na Austrália, hospitais que seguiram padrões clínicos reduziram a mortalidade pós-fratura em até 47%, mostrando a importância da adesão a protocolos de qualidade

15. Modelo Stratify-Hip para Previsão de Riscos

O modelo britânico Stratify-Hip ajuda a prever riscos de mortalidade e mudança de residência em pacientes idosos, auxiliando médicos a tomar decisões mais informadas no cuidado pós-fratura

16. Prevalência de Osteosarcopenia em Pacientes com Fratura de Quadril

Em Hong Kong, um estudo revelou que 89% dos pacientes com fraturas de quadril apresentam osteosarcopenia, indicando a necessidade de tratamentos que combinem fortalecimento ósseo e muscular

17. Impacto do Delirium e da Mobilização Precoce

Na Austrália, foi observada uma recuperação mais lenta em idosos com delirium ou sem mobilização precoce, reforçando a importância de intervenções rápidas para evitar complicações

18. Redução de Fraturas de Rádio Distal em Oslo

Em Oslo, a incidência de fraturas de rádio distal caiu 11% desde 1998, sugerindo que intervenções de prevenção de quedas estão funcionando

19. Doses Intermitentes de Zoledronato Mantêm Densidade Óssea

Na Noruega, doses intermitentes de Zoledronato mostraram-se eficazes em manter a densidade óssea e reduzir fraturas vertebrais em até 8 anos, oferecendo uma alternativa econômica de prevenção

20. Risco Aumentado de Osteoporose em Jovens com Deficiência Intelectual

Na Coreia do Sul, jovens com deficiência intelectual apresentaram quase três vezes mais risco de osteoporose, mostrando a necessidade de monitoramento preventivo nessa população

21. Definição do FRAX para Diagnóstico de Osteoporose na Tailândia

Outro estudo tailandês sugeriu novos parâmetros para o FRAX, facilitando o diagnóstico de osteoporose em locais com menos acesso a densitometria

22. Recuperação de Mobilidade com o New Mobility Score

Na Irlanda, descobriu-se que apenas 28% dos idosos com fraturas recuperaram mobilidade pré-fratura em até 120 dias, enfatizando a necessidade de fisioterapia intensa para uma recuperação completa

23. Aumento Previsto nas Fraturas de Quadril na Escócia

Na Escócia, é previsto um aumento de 57% nas fraturas de quadril até 2029, devido ao envelhecimento da população, destacando a urgência de fortalecer o sistema de saúde

24. Impacto do Uso de Anticoagulantes em Pacientes com Fraturas

Estudo norueguês observou que pacientes em uso de anticoagulantes enfrentaram maiores atrasos cirúrgicos após fraturas, sugerindo que protocolos específicos para esse grupo podem melhorar o atendimento

25. Qualidade de Vida e Limitações Pós-Fratura

Na Irlanda, observou-se que 44% dos pacientes relatam dores e dificuldades de mobilidade quatro meses após a fratura, indicando a importância de reabilitação contínua

26. Aderência a Padrões Clínicos Reduz Mortalidade em Pacientes com Fraturas

Estudo na Austrália destacou que hospitais que seguem protocolos de atendimento clinicamente comprovados apresentam menores taxas de mortalidade, o que evidencia a importância de seguir padrões baseados em evidências

Esses 26 highlights do Congresso de Fraturas por Fragilidade mostram como avanços em nutrição, medicamentos, reabilitação e políticas de saúde pública podem transformar a recuperação e qualidade de vida de idosos com fraturas.

Para mais detalhes sobre osteoporose e cuidados geriátricos, visite osteoporose em idosos.

 

Referência :

Fragility Fracture Network GlobalCongress Oslo, Norway 4 to 6 October 2023 Geriatric Orthopaedic Surgery& RehabilitationVolume 15: 1–12

 

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5 Benefícios da Vitamina C na cirurgia de Prótese do Quadril

by Otávio Melo 3 de novembro de 2024

Descubra Como a Vitamina C Pode Ajudar na Recuperação de Cirurgias

Pacientes que receberam uma única dose do nutriente reduziram a necessidade de opioides no pós-operatório de próteses de quadril

A artroplastia total de quadril (THA) é uma cirurgia eficaz para tratar condições como osteoartrite avançada e necrose da cabeça do fêmur. No entanto, a dor pós-operatória intensa permanece um desafio, muitas vezes exigindo o uso de opioides, como a morfina, para controle da dor.

Sabemos também que a dor crônica pode se iniciar a partir de um evento súbito, como um trauma ou uma cirurgia na qual o controle analgésico não foi bem conduzido. O problema? O uso abusivo desses medicamentos opióides para dor aguda pós-operatória podem causar efeitos colaterais indesejáveis, como náuseas, constipação intestinal (e consequentemente disbioses) além do grave problema da dependência. Em busca de alternativas seguras e eficazes, um estudo publicado recentemente, em Novembro de 2024, no Journal of Orthopaedic Surgery and Research propôs uma solução simples, porém muito interessante: o uso da vitamina C intravenosa.

Os pesquisadores investigaram o impacto de uma única dose de 3g de vitamina C administrada endovenosa no momento da cirurgia. Os resultados foram promissores: menor necessidade de morfina, redução da dor e melhora na recuperação funcional dos pacientes.

Além de sua função antioxidante, a vitamina C atua na redução dos radicais livres e no combate a fatores pró-inflamatórios, protegendo células e tecidos dos danos oxidativos. Esse efeito, somado à sua influência na síntese de neurotransmissores e hormônios peptídicos, sugere que a vitamina pode ter um efeito analgésico direto e potencial para reduzir o uso de analgésicos opioides.

Vamos explorar as cinco principais descobertas deste estudo e o que elas significam para o futuro da recuperação cirúrgica.

Como o Estudo foi Conduzido

O estudo foi desenhado como um ensaio clínico duplo-cego, controlado por placebo, com 100 pacientes divididos em dois grupos. Um grupo recebeu vitamina C e o outro, um placebo. Os pesquisadores avaliaram o uso de morfina, a intensidade da dor (medida por uma escala visual, ou VAS) e os marcadores de inflamação como proteína C reativa (CRP) e interleucina-6 (IL-6). Também foi monitorada a amplitude de movimento do quadril para verificar a recuperação funcional.

O estudo focou nas primeiras 24 horas pós-cirúrgicas, período crítico para o controle da dor e início da recuperação funcional. Essa metodologia rigorosa garantiu que os resultados fossem confiáveis e aplicáveis a um amplo espectro de pacientes.

Principais Resultados: Ação Analgésica da Vitamina C

1.Redução no Uso de Morfina: Um dos resultados mais impressionantes foi a redução no uso de morfina. Pacientes que receberam vitamina C precisaram de, em média, 4,9 mg de morfina nas primeiras 24 horas, enquanto o grupo controle usou cerca de 5,8 mg. Essa diferença é estatisticamente significativa, indicando que a vitamina C ajuda a controlar a dor sem os riscos associados aos opioides.

2.Diminuição da Dor em Repouso e Movimento: Além de reduzir a necessidade de analgésicos, a vitamina C diminuiu os níveis de dor relatados pelos pacientes. Em repouso, a dor média foi consistentemente mais baixa no grupo que recebeu vitamina C.

3.Menor Resposta Inflamatória: Os benefícios da vitamina C parecem estar ligados às suas propriedades antioxidantes. Os pacientes do grupo vitamina C apresentaram níveis mais baixos de IL-6 e CRP no primeiro dia após a cirurgia, indicando uma resposta inflamatória mais controlada e reduzindo o risco de complicações que podem retardar a recuperação.

4.Melhor Recuperação Funcional: Além de diminuir a dor, a vitamina C pareceu melhorar a mobilidade. Nas primeiras 24 horas, os pacientes que receberam a vitamina mostraram uma amplitude de movimento levemente superior, sugerindo uma recuperação mais rápida e confortável.

5.Ausência de Efeitos Colaterais Graves: Não houve aumento significativo nos efeitos adversos entre os pacientes que receberam vitamina C. Na verdade, houve uma leve tendência de redução de náuseas e vômitos, comuns em pacientes que usam opioides. Esses resultados reforçam a segurança e a eficácia da vitamina C como parte de um protocolo de analgesia multimodal.

Comparação com Outros Estudos

Esses achados alinham-se com outros estudos sobre a vitamina C em contexto cirúrgico. A vitamina C foi investigada anteriormente por seu efeito preventivo em síndromes de dor complexas, como a síndrome de dor regional complexa (SDRC) em fraturas de punho.  Em uma metanálise publicada na J Bone Joint Surg Am (2007),  os pacientes que usaram esse nutriente após a cirurgia apresentaram um menor risco de desenvolver dores regionais complexas.
Estudos adicionais têm explorado a vitamina C como coadjuvante em casos de dor crônica e inflamação, além de investigar a possível associação com melhoras em recuperação muscular e redução da fadiga.

Além disso, a vitamina C tem sido utilizada em terapias injetáveis, como a soroterapia, que combina vitaminas e minerais para benefícios variados. Para saber mais sobre os tratamentos e benefícios da vitamina C, confira nossos artigos sobre Soroterapia .

A Promessa da Vitamina C no Alívio da Dor Pós-cirúrgica

Este estudo é uma evidência sólida de que a vitamina C intravenosa pode reduzir o consumo de opioides e melhorar a recuperação funcional em pacientes submetidos à artroplastia total de quadril.

O uso de vitamina C no contexto de uma analgesia multimodal representa uma abordagem interessante que melhora o controle da dor a um baixo custo e sem efeitos colaterais. Estudos futuros, com amostras maiores e acompanhamento a longo prazo, poderiam confirmar o impacto real da vitamina C em diferentes perfis de pacientes e cirurgias ortopédicas.

Além disso, sua acessibilidade, o baixo custo a tornam uma adição interessante a protocolos de analgesia multimodal, com potencial de transformar a experiência de recuperação cirúrgica para muitos pacientes.

Se quiser entender melhor as opções de tratamento que promovem a recuperação, e saber mais sobre como a vitamina C impacta na saúde do seu corpo, confira nosso artigo Vitamina C: Quais os Benefícios? .

Referência

  1. Han G, Gan Y, Wang Q, Sun S, Kang P. Effect of perioperative single dose intravenous vitamin C on pain after total hip arthroplasty. Journal of Orthopaedic Surgery and Research. 2024;19(712). Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13018-024-05193-x.

Leituras Adicionais

1.Carr AC, McCall C. The role of vitamin C in the treatment of pain: new insights. J Transl Med. 2017;15(1):77. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12967-017-1179-7.

2.Kanazi GE, et al. Effect of vitamin C on morphine use after laparoscopic cholecystectomy: a randomized controlled trial. Can J Anaesth. 2012;59(6):538–43. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00590-014-1573-2.

3.Ayatollahi V, et al. Effect of intravenous vitamin C on postoperative pain in uvulopalatopharyngoplasty with tonsillectomy. Clin Otolaryngol. 2017;42(1):139–43. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12967-017-1179-7.

4.Zollinger PE, et al. Can vitamin C prevent complex regional pain syndrome in patients with wrist fractures? J Bone Joint Surg Am. 2007;89(7):1424–31. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12967-017-1179-7.

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Exercícios Aeróbicos Aumentam 15% os níveis de Testosterona

by Otávio Melo 30 de outubro de 2024

 

 

O exercício aeróbico é amplamente recomendado como uma intervenção eficaz para melhorar a saúde geral, especialmente em pessoas com obesidade e diabetes tipo 2. Sabemos que baixos níveis hormonais estão relacionados a doenças crônicas, como diabetes e obesidade, mas será que existe uma forma natural de aumentar os níveis hormonais sem precisar fazer terapia de reposição ou suplementação ?

Um estudo recente de revisão sistemática e metanálise, com 103 participantes, publicado na Sports Medicine em outubro de 2024 se aprofundou exatamente nessa questão, buscando entender como a prática de exercícios aeróbicos impacta os níveis de testosterona de homens e mulheres com essas condições metabólicas.

O objetivo principal foi investigar se o treinamento aeróbico é capaz de aumentar os níveis de testosterona em indivíduos com obesidade ou diabetes tipo 2. Enquanto já existem evidências de que o exercício aeróbico pode aumentar a testosterona em homens saudáveis, os efeitos sobre homens e mulheres com condições metabólicas ainda não estavam claros.

Para compilar os dados, os pesquisadores realizaram uma busca sistemática em bancos de dados como PubMed, MEDLINE e Embase, selecionando estudos publicados até agosto de 2023. Os critérios de inclusão exigiam que os participantes tivessem obesidade ou diabetes tipo 2, e que os níveis de testosterona fossem medidos antes e após intervenções de treinamento aeróbico de, no mínimo, duas semanas de duração.

Sete estudos foram incluídos na análise, somando 103 participantes no total (62 homens e 41 mulheres), distribuídos em ensaios controlados randomizados e não randomizados. A intervenção variou de 8 a 12 semanas, com diferentes intensidades de exercício, como caminhada, corrida e treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT).

Critérios de Inclusão e Exclusão:

Para garantir a qualidade e a relevância dos dados:

  • Foram incluídos estudos com indivíduos obesos (IMC acima de 30) ou com diabetes tipo 2.
  • Os participantes deviam ter mais de 18 anos.
  • Os estudos precisavam avaliar os níveis de testosterona antes e após a intervenção aeróbica, que deveria ter duração mínima de duas semanas.
  • Foram excluídos estudos que combinavam exercício com dietas ou suplementos para evitar a influência de variáveis adicionais nos resultados.
Intervenções de Exercício Aeróbico:

Os tipos de intervenção variaram entre caminhadas, corridas, ciclismo e treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), realizados de 2 a 5 vezes por semana, com sessões de 20 a 60 minutos, durante 8 a 12 semanas.

Por que a Testosterona é Importante?

A testosterona é um hormônio crucial tanto para homens quanto para mulheres, embora sua importância seja particularmente alta no sexo masculino. Nos homens, ela é responsável por:

  • Manutenção e crescimento muscular.
  • Redução da gordura corporal.
  • Regulação da libido e do humor.
  • Influência na saúde cardiovascular e metabólica.

Níveis baixos de testosterona em homens estão associados a um risco maior de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Em mulheres, embora os níveis de testosterona sejam naturalmente mais baixos, a presença de condições como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) pode elevar os níveis do hormônio e levar a consequências metabólicas negativas.

Resultados

Níveis de Testosterona em Homens

Nos homens com obesidade ou diabetes tipo 2, o exercício aeróbico levou a um aumento significativo nos níveis de testosterona:

  • Níveis Médios de Testosterona Antes e Depois do Exercício:
    • Antes da intervenção: aproximadamente 8,2 nmol/L em homens obesos, e 7,8 nmol/L em homens com diabetes tipo 2.
    • Após a intervenção: 9,5 nmol/L em homens obesos e 8,9 nmol/L em homens com diabetes tipo 2.
  • Diferença de Média Padronizada (SMD): 0,565, indicando um aumento moderado na testosterona após a prática de exercícios aeróbicos.
  • Porcentagem de Aumento: O aumento foi equivalente a cerca de 15% nos níveis de testosterona após a intervenção aeróbica.

Este aumento pode ser atribuído à melhora da composição corporal, redução da gordura visceral e maior sensibilidade à insulina, fatores que influenciam positivamente a produção de testosterona nos homens.

Níveis de Testosterona em Mulheres

As mulheres com obesidade ou diabetes tipo 2 não apresentaram mudanças significativas nos níveis de testosterona após a intervenção aeróbica:

  • Níveis antes e depois do exercício: Os níveis de testosterona permaneceram estáveis, sem aumentos significativos durante o período de estudo.
  • SMD: -0,523, sugerindo que o exercício aeróbico não afetou significativamente a testosterona nas mulheres.

Os pesquisadores destacaram que a medição da testosterona em mulheres é desafiadora, já que os níveis são naturalmente mais baixos e a sensibilidade dos testes pode ser limitada. Isso pode ter contribuído para a ausência de resultados significativos.

Efeitos em Outros Marcadores de Saúde

Além dos níveis de testosterona, o estudo também avaliou outros marcadores, como a globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) e a sensibilidade à insulina:

  • SHBG: Não houve mudanças significativas nos níveis de SHBG em ambos os sexos após o exercício aeróbico.
  • Insulina e Glicose em Jejum: Alguns estudos incluídos relataram pequenas melhorias na glicose e na insulina de jejum, mas os resultados gerais não foram consistentes o suficiente para serem considerados significativos.

Discussão: Por Que o Exercício Aeróbico Melhora a Testosterona nos Homens?

O exercício aeróbico tem um efeito positivo em várias áreas que impactam a produção de testosterona:

  1. Redução da Gordura Corporal: A perda de gordura, especialmente a visceral, está ligada ao aumento da testosterona, já que a gordura é um fator de risco para a diminuição dos níveis hormonais.
  2. Melhoria na Sensibilidade à Insulina: A insulina pode inibir a produção de testosterona quando em excesso; assim, melhorar a sensibilidade à insulina ajuda a regular os níveis hormonais.
  3. Redução do Cortisol: O cortisol, hormônio do estresse, pode suprimir a produção de testosterona. O exercício regular reduz o estresse e, consequentemente, o cortisol.

Esses fatores explicam por que o exercício aeróbico foi eficaz para aumentar os níveis de testosterona nos homens obesos e com diabetes tipo 2.

Implicações para a Saúde e Recomendações Práticas

Para homens com obesidade ou diabetes tipo 2, o exercício aeróbico pode ser uma estratégia eficaz para melhorar os níveis de testosterona, além de oferecer benefícios metabólicos e cardiovasculares.

Recomendações para Iniciar o Exercício Aeróbico:
  1. Comece Devagar: Caminhadas rápidas por 30 minutos, 3 vezes por semana, já podem trazer benefícios significativos.
  2. Aumente Gradualmente a Intensidade: Com o tempo, inclua corridas leves, ciclismo ou até HIIT, aumentando progressivamente a intensidade e a duração das sessões.
  3. Monitore a Saúde Hormonal: Realize exames periódicos para acompanhar os níveis de testosterona e ajustar a rotina de exercícios conforme necessário.

Conclusão

O exercício aeróbico é uma intervenção poderosa e acessível para melhorar os níveis de testosterona em homens com obesidade ou diabetes tipo 2. Para mulheres, mais pesquisas são necessárias, mas os benefícios gerais para a saúde justificam a prática regular. Se você está buscando uma maneira natural de melhorar a saúde hormonal e metabólica, considere adicionar o exercício aeróbico à sua rotina.

Referência

  • Healy, R., Patten, R., Bauer, C., Woessner, M. N., Bourke, M., Grossmann, M., & Levinger, I. (2024). Effects of Aerobic Exercise Training on Testosterone Concentration in Individuals Who are Obese or Have Type 2 Diabetes: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Medicine – Open, 10(117).
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PRP e Exercícios Físicos : Aliados no Alívio da Artrose de Joelho

by Otávio Melo 29 de outubro de 2024

Novo artigo científico mostra que é possível otimizar resultados combinando tratamentos.

Boa notícia para quem sofre de artrose no joelho: um estudo recente, publicado em outubro de 2024, revelou que a combinação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) com exercício físico pode ser a chave para um tratamento mais eficaz. Realizado em Tóquio, no Japão, o estudo trouxe uma nova perspectiva para o manejo dessa condição, que atinge milhões de pessoas e causa muita dor e limitação de movimento.

O Que é PRP e Como Ele Ajuda?

O PRP é um tratamento que utiliza o próprio sangue do paciente. Uma amostra é coletada e processada para concentrar as plaquetas, que são células do sangue ricas em substâncias que ajudam na cicatrização e redução da inflamação. Quando aplicado no joelho, o PRP pode aliviar rapidamente a dor e ajudar a preparar o corpo para exercícios mais intensos, promovendo uma recuperação mais rápida.

Exercício: O Aliado Indispensável

Exercício físico é uma parte essencial do tratamento da artrose, segundo especialistas de todo o mundo. Além de fortalecer os músculos ao redor do joelho, ele aumenta a mobilidade, melhora o equilíbrio e reduz a rigidez. Outro benefício é que o exercício libera endorfinas, que são substâncias naturais do corpo que ajudam a diminuir a dor.

No estudo japonês, os pacientes que fizeram exercícios supervisionados por fisioterapeutas uma ou duas vezes por semana durante cinco meses tiveram resultados significativos, com menos dor e mais mobilidade no joelho ao longo de um ano.

Como o Estudo Foi Realizado?

O estudo incluiu 56 pacientes com artrose no joelho, que foram divididos em três grupos:

  1. PRP + Exercício: Receberam injeções de PRP e sessões de fisioterapia.
  2. Apenas PRP: Receberam apenas as injeções de PRP.
  3. Apenas Exercício: Participaram apenas das sessões de fisioterapia.

Para medir os resultados, os pesquisadores usaram uma escala chamada KOOS, que avalia cinco aspectos da condição do joelho: dor, rigidez, atividades do dia a dia, capacidade para esportes e qualidade de vida. As avaliações foram feitas no início do estudo, após 1, 3 e 12 meses.

Resultados do Tratamento Combinado

1. PRP + Exercício

  • Após 1 mês: A dor reduziu significativamente, com melhora de mais de 60% na escala KOOS.
  • Após 3 meses: Melhora na capacidade de realizar atividades do dia a dia e na qualidade de vida.
  • Após 12 meses: Os pacientes mantiveram os benefícios, com 65% deles ainda apresentando alívio da dor e mais mobilidade.

2. Apenas PRP

  • A dor foi aliviada de forma mais rápida no início, mas os resultados não se sustentaram tanto ao longo do tempo, com apenas 46% dos pacientes mantendo os benefícios após um ano.

3. Apenas Exercício

  • Os resultados foram mais lentos, mas estáveis. A melhora apareceu mais claramente a partir do terceiro mês, com 60% dos pacientes relatando menos dor e mais mobilidade após um ano.

Por Que Esse Estudo é Importante?

A pesqusia confirma que a combinação entre PRP e exercício é mais eficaz do que cada tratamento separado. Enquanto o PRP alivia a dor rapidamente, o exercício fortalece os músculos, melhora a estabilidade do joelho e prolonga os benefícios. Para quem sofre de artrose, essa abordagem integrada pode ser uma alternativa mais completa, ajudando não só no alívio imediato, mas também na recuperação funcional do joelho a longo prazo.

Além disso, a prática regular de exercícios, combinada a um estilo de vida saudável, ajuda a manter o peso adequado, o que é essencial para reduzir a carga sobre as articulações e prevenir o agravamento da artrose.

O estudo recém-publicado oferece esperança para quem convive com artrose no joelho, mostrando que é possível melhorar a qualidade de vida com um tratamento que combina o alívio imediato do PRP com os benefícios duradouros do exercício físico. Os resultados reforçam a importância de um estilo de vida ativo, mostrando que a dedicação à reabilitação é essencial para o sucesso do tratamento. Saiba mais sobre artrose e tratamentos para essa condição no nosso Blog.

Referência

  • Kawahara, T., Iida, S., Isoda, K., & Kim, S. (2024). Effects of platelet-rich plasma combined with exercise therapy for one year on knee osteoarthritis: Retrospective cohort study. Journal of Orthopaedic Surgery and Research, 19:696.
29 de outubro de 2024 0 comment
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